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Quimioterapia para Câncer de Glândulas Salivares

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/03/2013 - Data de atualização: 22/01/2018


A quimioterapia utiliza medicamentos anticancerígenos para destruir as células tumorais. Por ser um tratamento sistêmico, a quimioterapia atinge não somente as células cancerígenas como também as células sadias do organismo. De forma geral, a quimioterapia é administrada por via venosa, embora alguns quimioterápicos possam ser administrados por via oral.

A quimioterapia não é utilizada com frequência no tratamento do câncer de glândulas salivares. Algumas vezes é utilizada junto com a radioterapia para tentar tornar o tratamento mais eficaz, mas ainda não está claro se isso realmente potencializa o tratamento. A quimioterapia é usada geralmente em pacientes com metástases para outros órgãos distantes e em pacientes cujos tumores não respondem à cirurgia e à radioterapia. Algumas vezes, quando utilizada nesses pacientes o objetivo é apenas reduzir o tamanho do tumor.

A quimioterapia é administrada em ciclos, com cada ciclo de tratamento seguido por um período de descanso, para permitir que o corpo possa se recuperar. Cada ciclo de quimioterapia dura em geral algumas semanas.

Os principais medicamentos utilizados no tratamento do câncer de glândulas salivares incluem:

  • Cisplatina.
  • Carboplatina.
  • Doxorrubicina.
  • 5-fluorouracilo.
  • Ciclofosfamida.
  • Paclitaxel.
  • Docetaxel.
  • Vinorelbina.
  • Metotrexato.

Estes medicamentos quimioterápicos podem ser utilizados isoladamente ou em combinação com um ou mais medicamentos. Como os tumores de glândulas salivares são raros, não existem estudos que comprovem que um esquema de tratamento possa ser mais eficiente que o outro. Esta situação é ainda complicada pelo fato de que existem diferentes tipos de câncer de glândulas salivares. Novos quimioterápicos e novas combinações de medicamentos estão em estudo.

Possíveis Efeitos Colaterais

Os quimioterápicos não só atacam as células cancerosas, mas também algumas células normais, o que pode levar a efeitos colaterais. Mas outras células do corpo, como as da medula óssea, revestimento da boca, dos intestinos e os folículos pilosos, também se dividem rapidamente. Estas células são também susceptíveis de serem afetadas pela quimioterapia, o que pode levar a efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais dependem do tipo de medicamento, da dose administrada e da duração do tratamento. Os efeitos colaterais comuns à maioria das drogas quimioterápicas podem incluir:

  • Perda de cabelo.
  • Feridas na boca.
  • Perda de apetite.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia ou constipação.
  • Infecções, devido a diminuição dos glóbulos brancos.
  • Hematomas ou hemorragias, devido a diminuição das plaquetas.
  • Fadiga, devido a diminuição dos glóbulos vermelhos.

Estes efeitos colaterais são geralmente de curto prazo e desaparecem após o término do tratamento. Se ocorrerem efeitos colaterais graves, a quimioterapia pode ter que ser reduzida ou suspensa por um período de tempo.

Alguns medicamentos podem apresentar outros efeitos colaterais. Por exemplo, a cisplatina, carboplatina e paclitaxel podem danificar os nervos, o que se denomina neuropatia. Isso às vezes pode provocar perda de audição ou problemas nas mãos e nos pés, como dor, sensações de formigamento, sensibilidade ao frio ou ao calor ou fraqueza. Na maioria dos casos, esses sintomas melhoram ou desaparecem quando o tratamento é interrompido, mas podem perduram por um tempo maior em alguns pacientes. Se você tiver qualquer outro problema durante a quimioterapia, comunique seu médico, para que a causa seja identificada e imediatamente tratada. Em alguns casos, as doses dos medicamentos quimioterápicos podem precisar ser reduzidas ou o tratamento ser adiado ou interrompido para evitar que os efeitos piorem.

Fonte: American Cancer Society (03/03/2015)


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