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Qual a relação do coronavírus com a oncogenética?

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/04/2021 - Data de atualização: 20/04/2021


A medicina já descreveu  mais de 80 síndromes diferentes que aumentam o risco para o câncer. A oncogenética identifica quais são as famílias em risco e estabelece estratégias de rastreamento precoce de tumores, direcionadas especificamente para cada paciente. Como saber se a sua família tem alto risco? A médica oncogeneticista do Hospital Sírio-Libanês, Dra Maria Isabel Achatz, nos auxilia com esse conteúdo.

O progresso da medicina

Nas últimas décadas, o desenvolvimento da oncogenética  permitiu  a caracterização das síndromes de predisposição hereditária ao câncer. Esses quadros estão diretamente relacionados à ocorrência de 5 a 10% de todos os cânceres humanos.

Famílias com muitos casos de câncer, do mesmo tipo ou de tipos diferentes, sempre devem ser avaliadas por um médico geneticista quanto à possibilidade de serem portadoras de alguma alteração genética. Além disso, a ocorrência de câncer em idade mais jovem,  de múltiplos tumores que não sejam resultantes de metástases ou a presença de tumores considerados raros também exige atenção. Hoje sabemos que até mesmo casos de câncer de mama em mulheres abaixo dos 45 anos, de câncer de ovário ou de pâncreas em qualquer idade podem ser a primeira manifestação de uma síndrome hereditária de predisposição ao câncer.

Exames de rotina foram adiados devido a pandemia

Por causa da pandemia da COVID-19, muitas pessoas deixaram de realizar seus exames de rotina e cancelaram consultas eletivas. No caso desses pacientes, não é recomendável postergar o acompanhamento. É preciso, sobretudo, ter muito cuidado antes de cancelar qualquer exame de rastreamento regular, sempre pedindo orientação médica.

A confirmação do diagnóstico se dá por meio de testes genéticos. Eles são fundamentais para a caracterização de qual síndrome hereditária está levando ao aumento de risco na família. No passado, o custo destes testes era muito alto e, por esse motivo, inacessível para muitas famílias. Hoje, com a técnica de sequenciamento de próxima geração, do inglês next-generation sequencing, podemos realizar a custo mais acessível testes genéticos e painéis moleculares para vários genes ao mesmo tempo, muitas vezes até com a cobertura de convênio de saúde.

Definir qual a variante genética causadora da síndrome no indivíduo vai permitir ações fundamentais na atenção ao paciente portador de alto risco para o câncer. Sabendo exatamente qual é o gene em que a alteração está localizada, poderão ser definidas estratégias de rastreamento por meio de exames direcionados. Isso facilita o diagnóstico precoce, evitando, muitas vezes, a necessidade de grandes cirurgias e a necessidade de tratamentos com quimioterapia e radioterapia.

Outro ganho importante é a possibilidade de definição de tratamentos de precisão, direcionados a alterações genéticas em genes específicos, como, por exemplo, BRCA1 ou BRCA2. Em pacientes com câncer de ovário portadoras de mutações ou variantes patogênicas nestes genes, é possível a indicação do uso de drogas inibidoras da via da PARP, com perspectivas de uma resposta mais eficaz que a obtida em pacientes não portadoras.

Por fim, podemos rastrear os pacientes que têm riscos excessivamente altos para o desenvolvimento de câncer, muitas vezes maiores que 80%. Em casos bem específicos, há a possibilidade de recorrer a cirurgias redutoras de risco ou a cirurgias profiláticas. Nestes casos, a agilidade no diagnóstico molecular pode ser crucial para auxiliar na definição da conduta cirúrgica.

O que os médicos recomendam?

É fundamental que pacientes de alto risco, com histórico pessoal ou familiar sugestivo de alguma destas síndromes busquem o aconselhamento genético especializado, que deve ser realizado antes mesmo de ser solicitado o teste genético. O aconselhamento vai avaliar a conveniência da realização de testes genéticos, discutindo suas implicações e limitações, abordando informações a respeito do mecanismo da herança genética e do risco de transmissão de síndromes de câncer hereditário. Como esse momento envolve questões psicológicas muito importantes, como culpa e medo, que podem ter impacto imediato ou futuro, muitas vezes é recomendado acompanhamento psicológico adicional.

No início da pandemia, estimou-se que o risco de atrasar exames de rastreamento por alguns meses provavelmente não iria superar os riscos da exposição ao vírus nas visitas aos consultórios e hospitais. No entanto, com a persistência da COVID 19 e a falta de previsão clara para a normalização dos serviços de saúde é desaconselhado prolongar indefinidamente tal situação. Assim que possível, as vacinas devem ser tomadas por pacientes de alto risco, segundo as mesmas diretrizes gerais estabelecidas pelas autoridades de saúde.

Fonte: Tecmundo

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.

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