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Psicanalista Contardo Calligaris morre aos 72 anos em decorrência de um câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 31/03/2021 - Data de atualização: 31/03/2021


Um dos mais importantes psicanalistas do país na atualidade, o italiano radicado no Brasil Contardo Calligaris morreu nesta terça-feira (3), aos 72 anos, em decorrência de um câncer. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, no qual o escritor e roteirista mantinha uma coluna semanal, às quintas-feiras, desde pelo menos 29 de março Contardo passava por um tratamento de saúde e, por isso, não estava publicando seus textos. Antes disso, ele já havia recebido dois diagnósticos de câncer, um deles, há 22 anos, resultou em uma cirurgia no pulmão. Ele deixa o filho Max Calligaris, que confirmou a informação por meio de uma postagem no Instagram.

No fim de semana de 27 de março, seu filho, Max, fez um post em seu perfil no Instagram que levou as pessoas a acreditarem que o psicanalista havia morrido. Com uma foto sua quando bebê, Max escreveu: "Triste, é sempre no fim que você tende a olhar para o início" #daddysboyforever (garoto do papai para sempre, em tradução livre). O post recebeu manifestações de pesar de atrizes como Natalia Lage e da roteirista Tati Bernardi, levando à disseminação de uma notícia falsa, dizendo que Contardo teria morrido, desmentida em sua conta oficial no Twitter e no Instagram, em nota que pedia cautela no compartilhamento de mensagens.

Nascido em junho de 1948, em Milão, na Itália, Contardo Calligaris saiu do país para estudar na Suíça, onde se graduou em epistemologia genética e letras. Foi na França que ele começou a se interessar por psicanálise e tornou-se membro da Escola Freudiana de Paris, em 1975. Depois de se tornar doutor em psicologia clínica pela Universidade de Provença, atuou no corpo docente de universidades estadunidenses, como a Universidade da Califórnia, em Berkeley.

Contardo veio ao Brasil pela primeira vez em 1986, quando fez diversas palestras sobre Hipótese sobre o Fantasma, seu livro de psicanálise então recém-publicado no país. Aqui, casou, radicou-se e publicou uma série de livros, entre eles, O Conto do Amor (Companhia das Letras, 136 páginas, R$ 44,90), A Mulher de Vermelho e Branco (Companhia das Letras, 208 páginas, R$ 52,90) e Cartas a um Jovem Terapeuta (Planeta, 216 páginas, R$ 49,90).

Desde 1999, Contardo Calligaris era colunista da Folha de S.Paulo, jornal em que fazia críticas semanais, analisando obras culturais a partir de teorias da psicanálise e da filosofia no caderno "Ilustrada". O psicanalista também escrevia sobre assuntos como relações, adolescência e cotidiano. Um de seus textos, intitulado Falar de câncer, reflete sobre a forma com a qual as pessoas se referem à doença e a psicologização que existe acerca do tema.

"Para o que servia (e ainda serve), na cultura popular, a psicologização do câncer? Ela não ajuda nem o paciente nem o terapeuta, mas aparentemente conforta terceiros, os que acham que, por sorte ou mérito, eles não têm nada. A psicologização do câncer afasta o medo de adoecer — fulana fez um câncer de mama porque é muito reprimida, eu não sou nada reprimida, portanto…", escreveu em sua coluna.

Em 2014, a série Psi, criada por Contardo Calligaris, estreou no canal HBO Brasil. O seriado que acompanha a rotina do psicólogo, psicanalista e psiquiatra Carlo Antonini, interpretado pelo ator Emílio de Mello, foi um sucesso para a crítica e acumulou indicações ao Emmy Internacional. Foi renovada e somou quatro temporadas até chegar ao fim, em 2019.

Além da vida acadêmica, Contardo Calligaris também atendia pacientes em sessões de psicanálise no seu consultório em São Paulo.

Fonte: Marie Claire

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