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Progresso no controle do câncer e garantia de ações no combate à doença

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/12/2019 - Data de atualização: 20/12/2019


No Brasil, em 2018, estima-se que o volume de câncer tenha alcançado 560 mil novos casos e 244 mil mortes.

As projeções atuais antecipam que esse volume aumentarão para 998 mil casos novos e 476 mil mortes relacionadas ao câncer em 2040.

Esses números alarmantes e o impacto negativo que o câncer causa às pessoas e à sociedade nos mostra que não temos tempo a perder e que devemos pressionar todas as esferas do governo e sociedade a fim de intensificar os esforços voltados ao controle do câncer.

Hoje, quando se discute o controle do câncer sabe-se como e quais ações funcionam, o impacto econômico da doença e as projeções preocupantes no crescimento de casos novos e mortes. Assim, é urgente que comunidade envolvida no combate ao câncer se una aos chefes de governo para liderar e assumir a responsabilidade no controle da doença a nível nacional.

Para gerenciar o crescimento da carga oncológica no Brasil e no mundo, respostas coordenadas são necessárias e devem basear-se em políticas robustas e planos específicos voltados ao câncer.

Um plano nacional de controle do câncer (Plano Nacional) é um programa governamental de saúde pública desenvolvido para reduzir o número de casos e mortes por câncer e melhorar a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.

Quando desenvolvidos e implementados efetivamente, os planos nacionais geram resultados expressivos no controle e acesso ao tratamento do câncer. No entanto, diversos países não possuem um plano de controle operacional da doença, o que contribui para disparidades nos desfechos de pacientes.

O Brasil possui o plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis 2011-2022, que visa preparar o país para enfrentar e deter essas doenças, entre elas o câncer.

Este não é um plano nacional específico ao controle do câncer. Até hoje, apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendar que os países tenham um plano nacional específico para o controle do câncer, não está disponível no mundo uma ferramenta que padronize a análise dos elementos essenciais de um plano nacional de controle oncológico.

No nosso estudo publicado em novembro de 2019 e intitulado "Elementos essenciais dos planos nacionais de controle do câncer: uma ferramenta para sustentar o desenvolvimento e a revisão dos planos", descrevemos os métodos, processos e resultados de uma iniciativa para desenvolver uma ferramenta que formula e avalia um plano de controle do câncer.

O resultado final —contextualizado e validado pela OMS e globalmente— fornece um guia pronto para uso em diversos contextos. O desenvolvimento da ferramenta seguiu critérios recomendados pela OMS e apresenta 12 domínios principais de um plano de controle de câncer: (1) introdução e visão geral; (2) prevenção; (3) diagnóstico, estadiamento, e triagem; (4) tratamento; (5) cuidados paliativos; (6) prestação de serviços; (7) governança; (8) contingente médico; (9) sistemas de informação em saúde; (10) pesquisa; (11) finanças; e (12) avaliação global.

Após um processo robusto de desenvolvimento e validação baseados em evidência, essa ferramenta está agora disponível online e fornece um guia estruturado para que os países possam definir prioridades e garantir uma abordagem eficaz no controle de câncer longitudinalmente.

A ferramenta tem o poder de apoiar os governos a fornecer assistência global ao paciente com câncer e de promover o monitoramento e avaliação sistemática das políticas de saúde nacionais e internacionais.

Finalmente, à medida que os países avançam em direção ao acesso universal à saúde, é necessária maior ênfase no desenvolvimento de um plano nacional de controle do câncer, e que esse seja baseado em evidências, financiável e implementável, garantindo assim seu impacto.

Dessa forma, a ferramenta apresentada em nosso estudo é essencial para garantir o futuro sustentável e expressivo de políticas de controle de câncer —possibilitando que políticas de saúde cheguem à prática —, pois através de uma abordagem padronizada e abrangente, a comunidade e seus governantes poderão gerenciar efetivamente a carga global de câncer, usar eficientemente os recursos e melhorar a vida dos pacientes oncológicos.

Fabio Moraes
Médico radio-oncologista, especializado em tumores do sistema nervoso central, pulmão e políticas em saúde. É professor assistente no Departamento de Oncologia da Queen’s University, no Canadá, e líder no programa GlobalRT.

Fonte: Folha de S.Paulo

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