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Programa global para cuidadores não profissionais chega ao Brasil

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 05/10/2018 - Data de atualização: 05/10/2018


A jornalista Lucia Damico, de 48 anos, tentou conciliar as oportunidades de trabalho com os cuidados que sua mãe, a aposentada Maria de Lourdes Damico, de 73 anos, precisa receber todo dia. Mesmo em casa, não foi possível.

Desde 2014, Lucia abandonou todas as suas atividades profissionais e passou a recusar propostas porque os salários oferecidos não bancariam os gastos com cuidadores profissionais. E a preocupação constante com a qualidade desse atendimento iria desviar a atenção e prejudicar seu desempenho.

“Minha mãe sofreu dois AVCs (Acidente Vascular Cerebral) porque descuidou dos remédios para diabetes e pressão, além da alimentação. O segundo AVC, em 2014, prejudicou muito a mobilidade, principalmente no lado esquerdo”, conta a jornalista.

“Hoje, ela também tem hidrocefalia, não consegue mais andar, não faz mais nada sozinha. Eu que tiro da cama, troco a roupa, faço a comida, cuido dos remédios, do dinheiro, dou banho e limpo a casa. Não posso ficar muito tempo na rua, nem viajar ou me ausentar por mais do que algumas horas”, explica Lucia.

“Meu pai faleceu em 2016 e meu marido trabalha em casa. Então, dividimos as tarefas”, comenta.

Em outro caso semelhante, o representante comercial Jadyr Galera cuida da esposa Elfriede, que tem câncer de mama. “Essa atenção é fundamental no processo do tratamento. A dedicação tem de ser 100%”, comenta. “Tenho horário flexível, o que me ajudou a estar presente em todos os momentos, mas quando há compromisso agendado e ela precisa de apoio, eu desmarco sem hesitar”, completa.

A realidade dos cuidadores não profissionais ganhou maior visibilidade com a apresentação de uma pesquisa organizada pela Merck Brasil, empresa farmacêutica que lançou no País nesta sexta-feira, 28, o programa ‘Embracing Carers’.

A iniciativa global foi iniciada em 2017 para colaborar com as principais organizações mundiais de cuidadores não profissionais, conscientizar, debater e promover ações que atendam às necessidades dessas pessoas. A meta é implementar soluções práticas para dar o apoio e a atenção que precisam.

O estudo foi realizado em julho de 2018 pela Censuswide com 578 entrevistados, com idade entre 18 e 75 anos, sendo que 300 tinham entre 35 e 55 anos. Também foram feitas 67 entrevistas com ajuda de organizações como Femama, Grupar-EncontrAR, Instituto Oncoguia, Blogueiros da Saúde e a associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME).

EXAUSTOS – A pesquisa comprovou que a situação dessa população, no Brasil, precisa receber mais atenção. Um destaque fundamental é que 53% dos entrevistados relatam estarem cansados ​​a maior parte do tempo e 61% afirmam precisar de cuidados médicos com a saúde mental.

Entre os entrevistados, 68% afirmaram que cuidar de uma pessoa amada ajuda a apreciar mais a vida e 57% consideram essa rotina desafiadora, mas recompensadora.

No que diz respeito a cuidados com a própria saúde, 46% disseram não ter tempo para agendar ou comparecer a consultas médicas. Além disso, 44% priorizam a saúde da pessoa cuidada.

Para Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia, o estudo comprova os desafios do cuidador. Por isso, a instituição participa do programa. “Queremos mostrar que essas pessoas não estão sozinhas. Esse familiar abdica dos seus próprios compromissos e até da própria saúde, mas ele é um alicerce fundamental e não pode ser ignorado na jornada do tratamento”, resume a executiva.

SAIBA MAIS - A iniciativa Embracing Carers recebe assessoria e apoio das principais organizações de cuidadores não profissionais do mundo. Em 2017, o programa realizou uma pesquisa em países como Austrália, Reino Unido, Itália, França, Espanha, Alemanha e Estados Unidos. Os resultados foram compartilhados com mais de 200 organizações de doenças específicas no mundo.

O projeto tem apoio de Caregiver Action Network, Carers Australia, Carers Canada, Carers UK, Carers Worldwide, Eurocarers, National Alliance for Caregiving, International Alliance of Carer Organizations (IACO) e Shanghai Roots & Shoots (China).

Matéria publicada no Estadão em 28/09/2018



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