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Procedimentos Paliativos para Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/09/2014 - Data de atualização: 20/04/2020


Os cuidados paliativos visam aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Pacientes com câncer de pulmão muitas vezes se beneficiam de alguns procedimentos para ajudar com problemas provocados pelo câncer. Por exemplo, os pacientes com câncer de pulmão avançado podem apresentar falta de ar. Isso pode ser provocado por uma série de fatores, incluindo derrame pleural ou obstrução de uma via aérea por um tumor. Embora a quimioterapia ou outros medicamentos possa ajudar, outros tratamentos também podem ser necessários.

  • Tratamento do derrame pleural. Às vezes, o líquido pleural pode acumular-se na cavidade pleural, entre o tórax e os pulmões. Isso é denominado derrame pleural. Podendo comprimir os pulmões e provocar problemas respiratórios.
     
  • Toracocentese. Esse procedimento é utilizado em casos de derrame pleural. Se utiliza uma agulha que pode ser guiada por ultrassom.
     
  • Pleurodese. É um procedimento para retirar o líquido pleural e impedir que se forme novamente. Os 2 tipos principais são a pleurodese química e a pleurodese cirúrgica.
  1. Pleurodese química. Nesse procedimento é realizado um pequeno corte na pele da parede torácica, para inserção de um dreno que permitirá a retirada do líquido pleural. Após este procedimento talco ou um medicamento (doxiciclina ou um quimioterápico, como a bleomicina) é inserido lentamente na cavidade torácica, para evitar a formação de líquido novamente dentro da cavidade pleural. Esse dreno é geralmente deixado no local por alguns dias para drenar qualquer líquido que possa se acumular.
  2. Pleurodese cirúrgica. O talco é inserido no espaço ao redor dos pulmões durante uma cirurgia. Isso é feito durante uma toracoscopia através de uma pequena incisão.
  • Colocação de cateter. Essa é outra maneira para controlar o acúmulo de líquido. Uma extremidade do cateter é colocada na caixa torácica através de uma pequena incisão na pele, e a outra extremidade é deixada fora do corpo. Uma vez no lugar, o cateter é ligado a um frasco especial a vácuo ou outro dispositivo para permitir que o fluido seja drenado. 
     
  • Tratamento do derrame pericárdico. O câncer de pulmão pode, às vezes, se disseminar para a área ao redor do coração. Isso pode levar ao acúmulo de líquido em volta do coração, no pericárdio o que se denomina derrame pericárdico. O líquido pode pressionar o coração, afetando seu funcionamento.
     
  • Pericardiocentese. Nesse procedimento, o líquido é drenado com uma agulha colocada no pericárdio. Isso geralmente é feito usando um ecocardiograma para guiar a agulha.
     
  • Janela pericárdica. Esse procedimento é realizado para evitar a formação do líquido pericárdico. Durante a cirurgia, o pericárdio é removido permitindo que o líquido seja drenado.
     
  • Tratamento para desobstrução das vias aéreas. Se o câncer está crescendo em uma via aérea, ele pode obstruir a mesma e causar complicações, como falta de ar e pneumonia. Às vezes, isso é tratado com radioterapia, mas outras técnicas também podem ser usadas.
     
  • Terapia fotodinâmica. A terapia fotodinâmica pode ser utilizada para tratar o câncer de pulmão em estágios iniciais, em casos que ainda a lesão está localizada mais externamente e quando outros tratamentos não estão indicados. Essa técnica também pode ser usada para abrir as vias aéreas obstruídas por tumores, permitindo que o paciente possa respirar melhor. Nessa técnica, um medicamento ativado pela luz, é injetada na veia do paciente, como o objetivo de que as células cancerígenas o captem. Após alguns dias, o fármaco se acumula nas células cancerígenas, um broncoscópio é introduzido até o local, sob anestesia local ou geral. Uma luz laser especial colocada na extremidade do broncoscópio é dirigida ao tumor, ativando a droga que destrói as células cancerígenas. Essas células mortas são removidas durante a broncoscopia. A terapia fotodinâmica pode causar inflamação na via aérea por alguns dias, provocando falta de ar, tosse com expectoração de muco espesso ou sangue.
     
  • Laserterapia. Os lasers podem, eventualmente, serem utilizados para tratar cânceres de pulmão muito pequenos localizados nas vias aéreas. Também podem ser usados para ajudar a abrir as vias aéreas obstruídas por tumores maiores, ajudando o paciente a respirar melhor. O laser é colocado na extremidade de um broncoscópio, que é introduzido através da garganta e traqueia até um local próximo ao tumor. Quando posicionado, o médico aponta o laser na direção do tumor destruindo-o. Esse tratamento é realizado com o paciente anestesiado.
     
  • Colocação do stent. Tumores de pulmão que se originaram e cresceram dentro  de uma via aérea podem, provocar dificuldades respiratórias ou outros problemas. Para ajudar a manter a abertura das vias aéreas, um stent pode ser colocado na via aérea. Isso geralmente é feito após outros tratamentos, como terapia fotodinâmica ou laserterapia.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 01/10/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.



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