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Preservando a fertilidade em crianças e adolescentes com câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 09/03/2012 - Data de atualização: 16/10/2018


As crianças tratadas contra o câncer podem viver muito tempo, e a fertilidade pode se tornar um problema para elas quando atingem a maturidade sexual. Converse com o médico de seu filho sobre o risco de infertilidade com o tratamento que ele irá realizar. Às vezes, o tratamento do câncer pode provocar infertilidade completa e irreversível.

A equipe médica oncológica deve não só discutir a questão da fertilidade com os pais, mas também conversar com a criança, assim que tenha idade suficiente para compreender. Se ela não tem idade suficiente para discutir a questão da fertilidade durante o tratamento para o câncer, pode ser necessário que os pais discutam o assunto quando comece a puberdade. Uma consulta de acompanhamento é geralmente uma boa oportunidade para iniciar a questão.

Se houver uma possibilidade muitos pais querem preservar a fertilidade de seus filhos. Se a criança tiver idade suficiente para compreender a questão da fertilidade quando iniciar o tratamento, você deve perguntar se ela concorda com esse tratamento. Embora ela não seja capaz de dar o seu consentimento legal pleno por causa da idade, a criança que compreende deve geralmente concordar antes que realize algum procedimento. Os pais também devem dar o seu consentimento antes do início do procedimento, após ampla discussão sobre os riscos, complicações, taxas de sucesso e de fracasso com a equipe médica.

Opções de fertilidade para meninas

            Antes da puberdade

Atualmente, a única opção comprovada para preservar a fertilidade em meninas que fizeram tratamento contra o câncer antes da puberdade é remover e congelar o tecido ovariano. As meninas não produzem óvulos maduros até atingir a puberdade.

O tecido ovariano da menina é removido em um procedimento cirúrgico ambulatorial e congelado para o futuro. Pesquisas também estão sendo realizadas para diagnosticar e congelar óvulos parcialmente maduros para uso posterior.

Talvez você queira saber se existem outras opções experimentais disponíveis para sua filha. Ao consultar um médico especialista em fertilidade, pergunte sobre estudos clínicos que eventualmente estejam em andamento. Dependendo do local onde você mora, você pode ter que se deslocar para uma cidade próxima ou um centro de pesquisa se quiser ter a opção de uma instituição dedicada a um determinado estudo.

Algumas meninas atingem a puberdade e começam a ter períodos menstruais após o tratamento do câncer, mesmo sem medidas especiais para preservar a fertilidade, embora seja possível que necessitem um controle dos níveis hormonais para verificar se estão férteis. Portanto, é importante consultar um especialista em fertilidade, durante os anos reprodutivos de sua filha, a partir da puberdade. Se, os óvulos ou embriões maduros estiverem disponíveis podem ser congelados para preservar a fertilidade, em caso de uma menopausa precoce.

            Após a puberdade

Após a puberdade, uma menina pode congelar seus óvulos ou embriões. A maioria das meninas inicia a puberdade entre os 9 e 15 anos de idade.

Se estiver prevista a realização de radioterapia na região do abdome ou pelve, devem ser proteger os ovários.

Algumas meninas terão seus períodos menstruais após o tratamento do câncer, embora seja possível que ainda se necessite controlar os níveis de hormônios para saber se estarão férteis. Algumas mulheres mesmo que férteis no início da idade adulta podem entrar em menopausa precoce antes que tenham tempo para formar uma família. É importante, portanto, que sua filha saiba que mesmo que tenha períodos menstruais normais, é possível que seja necessário consultar um especialista em fertilidade.

Opções de fertilidade para meninos

            Antes da puberdade

Atualmente, não existem formas comprovadas de preservar a fertilidade em meninos pré-adolescentes. Os meninos na pré-adolescência ainda não começaram a produzir espermatozoides, portanto, não existem espermatozoides para serem congelados. Face a estas circunstâncias, alguns centros oferecem técnicas puramente experimentais denominadas extração de tecido testicular e congelamento para pré-adolescentes. Embora não existam espermatozoides disponíveis para congelar, espera-se que as células tronco das células germinativas criopreservadas com tecido testicular sejam a esperança de que, um dia, sejam desenvolvidas técnicas que permitam a esse tecido produzir espermatozoides maduros.

            Após a puberdade

Para os adolescentes que produzem espermatozoides, a discussão sobre os riscos de infertilidade e métodos de preservação da fertilidade deve ocorrer no momento do diagnóstico.

A maioria dos meninos tem esperma no sêmen por volta dos 13 anos. Se um menino já passou pela puberdade, o banco de espermatozoides é uma boa opção, uma vez que as amostras congeladas não são danificadas por longos períodos de armazenamento.

Mas tanto a maturidade emocional, quanto a física devem ser consideradas. Os adolescentes muitas vezes sentem-se ansiosos em se masturbar para coletar uma amostra de sêmen, especialmente se tiverem que falar sobre isso com seus pais.

Mesmo que os testículos desses jovens produzam níveis normais de testosterona, a produção de espermatozoides ainda pode ser danificada. Meninos que não têm uma puberdade normal podem tomar hormônios de reposição para desencadear o desenvolvimento de um corpo masculino mais adulto. Após o início da puberdade, o médico pode verificar se o sêmen do seu filho contém espermatozoides. Mesmo que não produza quantidades normais de esperma, seu filho pode ser capaz de remover o esperma cirurgicamente para fertilizar um óvulo.

Fonte: American Cancer Society (29/06/2017)



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