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Preparação das amostras de biópsia para análise

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/04/2015 - Data de atualização: 13/03/2020


Existem procedimentos padrão e outros métodos que são utilizados na preparação, de quase todos os tipos de amostras de biópsia que o patologista pode realizar. Outros processos, descritos abaixo, também pode ser realizados em determinados tipos de amostras, como por exemplo, linfonodos e medula óssea.

Processamento rotineiro da biópsias

Após a coleta, a amostra da biópsia é colocada num recipiente com formalina (uma mistura de água e formaldeído) ou alguma outra substância para preservação. Esse recipiente é rotulado com o nome do paciente e outras informações de identificação (por exemplo, local e data de nascimento), localização anatômica da biópsia e, em seguida, é enviado para o laboratório de patologia junto com a solicitação de análise da biópsia. Essa solicitação também identifica o médico solicitante, data da realização da biópsia, informações sobre os sintomas do paciente, outros resultados anormais encontrados, e que tipo de doença o médico suspeita dessa amostra.

Para as biópsias pequenas, como, por exemplo, uma biópsia por agulha, geralmente, a amostra inteira é observada sob o microscópio. O tecido é colocado em pequenos recipientes para processamento, o que pode demandar algumas horas, posteriormente a amostra é colocada em um molde de cera parafinada que serve para proteger o tecido.

Esse bloco de cera de parafina com o tecido é colocado sobre um instrumento chamado micrótomo, que corta fatias muito finas de tecido dentro do molde. Estas fatias finas da  amostra são colocadas em lâminas de vidro, e podem receber uma espécie de tingimento  para mudar a sua cor. A mudança na cor torna as células mais fáceis de serem visualizadas ao microscópio. Para a maioria das amostras de biópsia, esse é o processamento de rotina. Nesse momento, geralmente um dia após a biópsia, o patologista estuda a amostra de tecido sob o microscópio. O estudo das estruturas das células e tecidos se denomina histologia.

Biópsia intraoperatória (Biopsia de Congelação)

Às vezes, um cirurgião precisa de informações sobre uma amostra de tecido durante a cirurgia para tomar decisões no momento do procedimento. Nesses casos, o cirurgião solicita um exame de patologia intraoperatória (durante a cirurgia), o que é denominado de biópsia de congelação.  

  • Como isso é feito?

Quando a biópsia de congelação é realizada, o tecido coletado na hora é enviado imediatamente da sala de cirurgia direto para um patologista. Como o paciente está anestesiado é importante que o tecido seja estudado rapidamente. Esse procedimento de análise da amostra durante o ato cirúrgico, geralmente, é de 10 a 20 minutos. Esse tecido recém coletado é examinado pelo patologista para decidir que parte da amostra deve ser estudada sob o microscópio. Em vez de processar o tecido em blocos de parafina, o tecido é rapidamente congelado em uma solução especial que forma um cubo de gelo em torno da amostra de tecido. É então finamente seccionado (cortado) em uma máquina especial, rapidamente tingida e observada ao microscópio. Os cortes congelados geralmente não apresentam características do tecido tão claramente como os cortes dos blocos de parafina, mas são suficientes para orientar e ajudar o cirurgião a tomar decisões durante a cirurgia.

  • Quando é feita?  

Muitas vezes, o tipo de cirurgia necessária depende se o tumor é cancerígeno. Por exemplo, apenas a remoção do tumor poderia ser suficiente para tratar uma lesão benigna, mas uma cirurgia mais extensa, com retirada de mais tecido e/ou linfonodos, pode ser necessária se o tumor é um câncer. Nesses casos, o cirurgião enviará o tumor para um exame de congelação, o que pode fornecer as informações suficientes para ajudar o cirurgião a decidir o tipo de cirurgia a ser realizada. No entanto, às vezes, a biópsia intraoperatória não fornece uma resposta definitiva e a amostra de tecido será encaminhada para um processamento de rotina ou mesmo por procedimentos especiais para obter uma resposta clara. Quando isso acontece, o cirurgião normalmente finaliza a cirurgia. Após os resultados da biópsia pode ser necessária uma segunda cirurgia.  

O tratamento cirúrgico é, muitas vezes, um equilíbrio entre retirar todo o tecido contendo a doença e deixar o tecido normal suficiente para evitar ou minimizar os danos. Para ter certeza que toda a doença foi removida, o cirurgião envia amostras da borda do tecido retirado para uma avaliação por congelação. Se não existirem evidências de células cancerígenas nas bordas (margem cirúrgica), a cirurgia é finalizada. Mas, se células cancerígenas são encontradas, presume-se que algumas células cancerosas ainda estão no tecido deixado no paciente. Nesse caso, o cirurgião prossegue com o procedimento aumentando a margem cirúrgica para reduzir a chance de uma recidiva. Se não for possível remover mais tecido, existem outras opções terapêuticas, como a radioterapia para destruir as células cancerígenas remanescentes.

Cirurgia de Mohs (Cirurgia controlada microscopicamente)

Esse procedimento é usado no tratamento de determinados tipos de câncer de pele. Na cirurgia de Mohs, o cirurgião remove uma fina camada da pele contendo o tumor, que em seguida é enviada para análise, sob um microscópio, por um patologista. Se células cancerígenas forem detectadas, camadas mais profundas são retiradas e verificadas até que as amostras de pele não apresentem mais células cancerígenas. Esse processo é lento, mas garante a preservação da maior quantidade possível de tecido normal próximo ao tumor.

Processamento das amostras citológicas

O tipo de processamento a ser realizado nas amostras de citologia ​​depende do tipo de amostra. Algumas são tingidas em lâminas de vidro e enviadas ao laboratório de citologia, para serem observadas ao microscópio. Outras amostras, como os fluidos corporais, não podem ser colocados numa lâmina, por estarem muito diluídas. No entanto, o laboratório de citologia tem como concentrar essas células em uma lâmina de vidro antes da coloração.

Após o processamento e a coloração, as amostras são examinadas sob um microscópio. As células anormais encontradas são marcadas com uma caneta especial. Um patologista examinará as células marcadas e emitirá o laudo com o diagnóstico.

Fonte: American Cancer Society (30/07/2015)



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