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Posicionamento Oncoguia sobre a Fosfoetanolamina

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/10/2015 - Data de atualização: 13/10/2018


O Instituto Oncoguia vem acompanhando com interesse a discussão em volta da substância fosfoetanolamina.

Trata-se de uma substância sintética que vem sendo investigada quanto à possibilidade de interferir no crescimento do câncer. Uma busca na literatura médica publicada em periódicos indexados (e portanto que passaram ao menos pelo crivo de editores) mostra que até o momento há apenas alguns poucos dados publicados. Os artigos encontrados são relativos à ação desta substância em linhagens celulares (células de tumor em um recipiente de vidro, fora do corpo humano), um artigo com uso da substância em um modelo animal (camundongo) com tumores implantados. Não encontramos publicação científica que mostre a sequência tradicional e estritamente necessária de estudos clínicos de desenvolvimento de uma substância, para transformá-la em medicação. Também não há nenhum dado científico publicado demonstrando que dose é adequada para uso em humanos, se há segurança em administrar a substância, se há qualquer tipo de eficácia da substância, se há algum tipo de interação com medicações, e assim por diante. Ou seja, trata-se de uma substância que nem pode ser chamada de medicação.

Neste contexto, o nosso comitê científico considera temerária a prescrição e utilização desta substância. Ao mesmo tempo, frente a doenças graves e incuráveis como o câncer avançado, o Oncoguia é categoricamente favorável à pesquisa clínica que siga parâmetros internacionais de segurança e ética, e aproveita a oportunidade para pedir a desburocratização da pesquisa em nosso País, para que pacientes em situações como esta possam fazer parte de pesquisas clínicas com tratamentos inovadores.

Por último, vale dizer que pacientes têm autonomia sobre o que podem fazer, mas esta autonomia não pode forçar uma universidade a produzir e distribuir uma substância que ainda está em estudos preliminares (pré-clínicos), para que seja usada como se fosse medicação eficaz.

O médico que prescreve esta substância assumindo inteira responsabilidade sobre as consequências de sua utilização não tem, no caso da fosfoetanolamina, condição de prever as consequências deste uso, e pode estar contrariando seu dever de proteger a saúde de seu paciente.

O Instituto Oncoguia apela para que antes de se disponibilizar substâncias experimentais, que seja estabelecido um programa adequado de pesquisa para a substância em questão, nos moldes tradicionais, éticos, e respeitando a segurança dos pacientes acima de tudo.

E por fim, pedimos aos pacientes:
 

  • Não abandonem seu tratamento tradicional.
  • Conversem com seu oncologista sobre a fosfoetanolamina. 
  • Busquem sempre a melhor fonte de informação de qualidade.
  • Sempre que optarem por um tratamento complementar, não escondam do seu oncologista.
  • Cultive sua fé e cuide dos seus sentimentos.

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