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Pessoas com câncer pedem que

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/03/2020 - Data de atualização: 26/03/2020


A pandemia de covid-19, doença causada por coronavírus, é especialmente perigosa para quem tem a saúde debilitada, como pacientes de câncer. Diante do debate sobre a necessidade de quarentena entre pessoas fora do chamado "grupo de risco", eles pedem "compaixão" e isolamento de todos.

A lógica é: como grande parte dos infectados pelo novo vírus não desenvolvem sintomas, as pessoas que continuam circulando podem carregar e transmitir a doença, que pode ser fatal para quem já luta contra um tumor.

"Com a quimioterapia a gente fica com a imunidade bem baixa. No caso do coronavírus, o cuidado tem que ser realmente redobrado, porque a gente pode morrer mesmo".
Tania Floresti, 25, arquiteta de Xaxim (SC).

Tania combate um câncer de mama e já fez nove sessões de quimioterapia de um ciclo de 16.

Mesmo acostumada com um tipo de quarentena, ela teve que restringir um pouco mais a rotina agora.

"Antes eu até frequentava lugares com poucas pessoas, não estava totalmente isolada do mundo. Mas agora tenho que estar com toda a atenção para o álcool em gel, usar máscara sempre. Eu não saio mais de casa; o médico só me liberou para ir até a clínica fazer a quimioterapia", conta.

Ela pede que quem não for de grupo de risco seja mais cauteloso neste momento delicado. "O que eu mais prezo é a gente se preocupar com os outros, pensar no bem do próximo. Há pessoas em quimioterapia, há idosos com problema de saúde... Tenham compaixão. A pessoa saudável precisa se cuidar pensando no próximo", cobra.

Acostumados com o isolamento

Recém-curada de um Linfoma de Hodgkin, a estudante de direito Carol Antunes, 22, compara as limitações que teve durante a químio com a quarentena atual.

"Antes eu não podia sair porque eu corria riscos de ficar doente, e aí teria que atrasar a químio — que era a última coisa que eu queria", afirma.

Ela entrou em remissão em outubro e até o começo deste mês ainda tinha algumas restrições por causa da imunidade. A sensação de vida normal, porém, durou pouco: as restrições terminaram em 6 de março, e 20 dias depois foi confirmado o primeiro caso de coronavírus no Brasil.

"Hoje vejo todo o mundo desesperado pela quarentena. Mas quando era eu, tentavam me acalmar, 'são só seis meses, você não está perdendo muita coisa'. As pessoas precisam pensar mais no coletivo e tentar se colocar no lugar dos outros".

"Eu estou em quarentena total", conta Ana Júlia Bastos, 21, estudante de enfermagem de Sobral (CE), que tem metástase pulmonar de um sarcoma. "Eu já estava em casa direto por causa do tratamento e já vinha me cuidando bastante, usando álcool e máscara, então não mudou muita coisa para mim. A diferença é que agora não posso nem sair para lugares perto de casa. O cuidado com a gente tem que ser bem maior por conta da imunidade baixa", explica.

Ela também apela para que as pessoas saudáveis "fiquem em casa e se cuidem, por vocês e por nós que temos fatores de risco".

625 mil novos casos de câncer por ano

Dados do Ministério da Saúde apontam 625 mil novos casos de câncer por ano no Brasil. Destes, mais de 180 mil acabam precisando de quimioterapia.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) calcula orienta que cirurgias não emergenciais sejam adiadas, mas que as quimioterapias sejam mantidas.

"Tanto o câncer quanto os tratamentos oncológicos levam à redução das defesas [do corpo], e neste cenário uma infecção pode ser ainda mais grave. Então os pacientes que têm a doença ativa ou fazem a quimioterapia clássica estão mais suscetíveis à forma grave do covid-19", explica a Dra. Angélica Nogueira, diretora da SBOC. "A maioria dos pacientes que trata a doença em atividade não tem como ser suspensa. A recomendação é manter os tratamentos oncológicos", afirma.

Fonte: Uol

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.



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