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Pesquisa amplia possibilidades de tratamento para câncer de pulmão

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/08/2021 - Data de atualização: 06/08/2021


Cientistas norte-americanos do Instituto Nacional do Câncer e do Broad Institute (Massachusetts) desenvolveram uma análise proteogenômica detalhada do carcinoma de células escamosas do pulmão – o segundo tipo mais comum de câncer nesse órgão. O objetivo da pesquisa foi ampliar as informações acerca dessa doença que atualmente possui possibilidades limitadas de tratamento. Os inúmeros resultados revelaram potenciais novos alvos para medicamentos, vias de regulação imunológica, que podem ajudar as pessoas com o câncer a escapar de imunoterapias, além de um novo subtipo molecular do tumor.

O carcinoma de células escamosas do pulmão é o segundo tipo mais comum de câncer de células não pequenas que afetam os tecidos pulmonares, sendo que o primeiro é o adenocarcinoma. Esse tipo de tumor malígno tende a crescer e se espalhar de forma rápida através de metástase e o seu principal fator de risco é o tabagismo.

Ao contrário daqueles que vivem com adenocarcinoma de pulmão, os pacientes com o tumor epitelial pulmonar não se beneficiaram de terapias direcionadas, com medicamentos que atacam especificamente as células cancerígenas e protegem as normais. Isso porque, até o momento, apenas a imunoterapia, que utiliza de um procedimento invasivo e generalizado, é capaz de tratar o tumor.

Vale dizer que, embora a imunoterapia represente o maior avanço no tratamento para esse tipo de câncer em décadas de estudo, os resultados dos pacientes não são tão expressivos, já que apenas uma pequena minoria exibe respostas de longo prazo.

Dada a demanda por maior variedade e eficácia para o tratamento desse câncer que acomete o pulmão, pesquisadores norte-americanos desenvolveram uma caracterização detalhada, de abordagem proteogenômica – que combina dados de proteômica e genômica para anotação dessas proteínas – para ampliar a compreensão da doença e investigar maneiras assertivas de oferecer qualidade de vida para os pacientes.

Novo estudo fornece informações precisas e abrangentes sobre os mecanismos moleculares do câncer que afeta os tecidos epiteliais do pulmão. Descobertas são importantes para ampliar e aperfeiçoar as opções de tratamento para a doença. Créditos: Shutterstock
Para a realização do experimento, segundo a Medical Xpress, a equipe observou sequências genéticas (DNA, RNA, proteínas e modificações pós-traducional de proteínas) de 108 tumores diferentes, virgens do tratamento com imunoterapia, e os comparou com o tecido normal adjacente. Eles, então, identificaram alvos proteicos terapêuticos acionáveis ​​e desvendaram vias de sinalização celular e interferência entre múltiplas proteínas.

Entre as oportunidades que viram para o desenvolvimento de novos tratamentos do carcinoma de células escamosas do pulmão, os pesquisadores identificaram a enzima NSD3 como um possível alvo para os tumores. Essas proteínas abrigam cópias extras do receptor FGFR1, outro gene que é frequentemente duplicado ou amplificado no carcinoma de células escamosas do pulmão. Esforços anteriores tentaram acionar a fosforilação do FGFR1 como uma possível reação para as células cancerígenas, mas não obtiveram sucesso.

Resumidamente, as descobertas proteogenômicas da equipe sugerem que o gene NSD3 pode ser um impulsionador crítico do crescimento tumoral e da sobrevivência do câncer nos tecidos do pulmão, tornando-o um alvo terapêutico potencial. Para interromper a ação desse gene, os cientistas utilizaram a proteína FGFR1. Os resultados ajudarão a conectar falhas genéticas a fenótipos moleculares e clínicos e, posteriormente, identificar e classificar vulnerabilidades dos pacientes, a fim de indicar tratamento com biomarcadores mais eficazes.

Ademais, a análise abrangente apresentada pela pesquisa não só forneceu uma compreensão mais profunda dos sinais imunológicos, metabólicos e proliferativos associados às diversas condições do câncer epitelial de pulmão, mas também descobriu um novo subtipo de transição epitélio-mesênquima, um fenômeno comum a todos os tumores epiteliais.

Dessa maneira, os cientistas observaram que as células do novo modelo tumoral, assim como sua matriz, apresenta alto potencial para metástases (formação de uma nova lesão tumoral). No entanto, também manifestam vias moleculares ativas, dirigidas pela quinase, que podem fornecer mecanismos eficientes para controlar a atividade de proteína e, portanto, são capazes de oferecer direcionamentos terapêuticos.

Fonte: Olhar Digital 



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