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[PERFIL] ‘Por causa do câncer, eu me reencontrei’, afirma empresária

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/09/2015 - Data de atualização: 11/04/2016


Debs AquinoNos oito meses em que a empresária Debs Aquino , 40 anos, passou por químio e
radioterapia para tratar um câncer de mama, ela se perguntou: "O que estou deixando para as pessoas que me conhecem e para o mundo?”. A luta contra a doença a fez reavaliar a vida.

Foi o tempo de abandonar a odontologia, começar uma coleção de moda fitness, a Cola na Debs by Vivian Bógus , ler sobre sentimentos e alegria e criar a Escola da Felicidade . Para ela, "a doença foi um presente”. Leia, a seguir, o depoimento.

"Desde 2008, eu morava com meu marido, o Fábio. Em 2011, casamos no civil. Decidimos fazer uma cerimônia em abril de 2013. Minha filha, a Maria Eduarda, tinha dois anos.
Sempre fazia meus exames periódicos em janeiro. Mas não fiz naquele ano por causa da correria do casamento. Uma semana depois da cerimônia, eu estava assistindo TV quando tive um incômodo no lugar onde fica o arame do sutiã. Senti uma bolinha.

Fiz ultrassom, que mostrou quatro nódulos benignos. Os quatro nódulos de abril haviam passado para oito em agosto. Fui viajar em setembro e, em dezembro, tinha 12. Naquele mês, o médico aconselhou a não tirar porque eles não eram malignos e iriam voltar.

Dois dias depois, pedi ao médico uma nova ressonância. Fiz a biópsia em seguida. O resultado foi tumor maligno. Era 17 de dezembro e marcamos a cirurgia para o dia 28.

Os médicos tiraram 18 linfonodos [popularmente conhecidos como ínguas, que se distribuem em posições estratégicas do corpo para ajudar a defendê-lo de infecções]. Dos 12, 5 eram malignos. Fiz mastectomia.

Minha filha fez 3 anos em janeiro de 2014 e eu sempre digo que, se não tivesse ela, minha atitude seria diferente. Eu não queria que ela tivesse a lembrança de mim doente, na cama, e me forçava a ficar bem.

Na terceira quimioterapia, quando comecei a passar muito mal, disse para ela: ‘Você se lembra que a mamãe disse que está com dodói no peito? Então, agora vou ter que tomar vacina e ficarei com sono’. Ela respondeu: ‘Tudo bem. Mas você não precisa ficar com sono. Eu posso te emprestar meu príncipe, que é o papai. Ele pode te dar um beijo e você acorda’.

Meu marido foi muito parceiro. Fez a parte dele muito bem feita e me deu suporte em tempo integral.

O câncer foi um presente. Com ele, você reavalia seus valores, suas prioridades, sua vida. A primeira pergunta que você se faz é: ‘Se eu morresse hoje, o que estou deixando para as pessoas que me conhecem, para o mundo?’.

Depois de 15 anos, deixei a odontologia, que era algo que não me fazia feliz, e fiquei perdida profissionalmente. Por causa do câncer, eu me reencontrei. Durante o tratamento, li bastante sobre felicidade, comportamento humano, sentimentos e doença. Agora estou com um projeto novo, a Escola de Felicidade, em que a gente faz grupos para poder discutir a felicidade.

É diferente perguntar para pessoa com ou sem câncer o que a faz feliz. Em geral, as pessoas associam a dinheiro, a carro, a viagem, a ter. Para quem teve câncer, é quando ela está com o filho, quando tem tempo para ficar com a família.

Escrevi um livro sobre como correr ajudou o tratamento. Quando faço a dedicatória para quem tem câncer, digo que a gente não sabe por que a doença apareceu na gente. Mas Deus ou o universo dão força e ferramentas para lidar com isso. Use essas ferramentas. A gente tem uma força muito grande, que não sabe de onde vem, para passar por isso. E tenha certeza que vai passar.

Leia as reportagens do Instituto Oncoguia  no Catraca Livre.

Por QSocial



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