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[PERFIL] Paulinho e suas palavras para multiplicar

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2015 - Data de atualização: 15/09/2015


Domingos Gianpaulo Donati. O Paulinho. Setenta e sete anos, filho e irmão de italianos, é aposentado, tem uma pequena biblioteca que chama de ‘xodó' e uma coleção de graduações, profissões e histórias.

É Bacharel em Ciências Econômicas e Ciências Sociais e licenciado em Educação Técnica e Estudos Sociais. Atuou em administração, lecionou em colégios estaduais e particulares e foi oficial intendente do Exército, chegando ao cargo de primeiro tenente no 2º GCAM 90 de Quitaúna (Osasco).

Só? Não! Paulinho foi agente de turismo e guia nacional e internacional.

O homem multifacetado que concedeu entrevista por e-mail à reportagem do Instituto Oncoguia (e que pediu desculpas pelo português, já que é do tempo em que ‘farmácia’ se escrevia ‘Pharmacia’) luta há 20 anos contra o câncer.

Foram cinco diagnósticos recebidos com tristeza e lágrimas (que diz derramar ainda hoje).

O primeiro foi o de um câncer de pele não melanoma na testa e, após a cirurgia, Paulinho passou a proteger-se mais do sol. Anos mais tarde, um segundo evento: câncer de próstata. E o homem bom deu então início há uma longa jornada de tratamentos, de hormonioterapia e radioterapia.

Depois, outra surpresa indesejada, mais tristeza, mais lágrimas: "Mal terminei a rádio surgiu uma mancha avermelhada na testa do lado esquerdo. Consultei uma cirurgiã plástica, que vendo a gravidade da mancha operou no próprio consultório. Após análise, constatou-se mais um câncer de pele".

Ainda no acompanhamento pós-tratamento, Paulinho palpou um pequeno caroço próximo à orelha esquerda. Parecia um grão de feijão. Atento e comprometido com os cuidados à saúde, ele foi logo ao pronto socorro e a médica, de plantão, desconfiou de um câncer de cabeça e pescoço.

Ele buscou uma segunda opinião médica. Consultou-se com um otorrino, que em principio apontou que o carocinho era resultado de um problema da articulação. Após a realização de uma série de exames, diagnosticou-se um tumor na parótida, em estágio avançado.

Obstinado, Paulinho seguiu em frente e com coragem na sua luta contra a doença. Alertou sua família sobre o novo diagnóstico e passou por cirurgia em outubro de 2012. Após o procedimento, a rotina quase diária de hospital reiniciou-se, com a jornada de um novo ciclo de radioterapia.

Ainda nesse período, ele lembra, "Uma bomba explodiu em minha cabeça". Paulinho descobria a recidiva do tumor em seu ouvido esquerdo.

Mais lágrimas, mais cirurgia, mais sessões de radioterapia. Mais coragem, mais determinação, mais fé crescia naquele homem.

Paulinho terminou o tratamento em 2013 e ainda está convalescente.

Ele diz, com bonitas palavras, que sempre foi extremamente sensível e que a doença levou-lhe a perceber os encantos da vida com mais nitidez.

" (...) então comecei a perceber de maneira mais clara a beleza da vida em todos os seus aspectos e, principalmente, a reconhecer quem gosta verdadeiramente de mim. Surpreendi-me com o modo como as pessoas passaram a se relacionar comigo. Passaram a me respeitar e colaborar nos mínimos detalhes (...) como abrir uma porta, segurar o elevador, atravessar uma rua”.

Os tumores de cabeça e pescoço deixaram sequelas que se podem ver.  Sobre as mutilações, Paulinho fala sem meias palavras e autopiedade (distante disso, fala com confiança) que se sente feio, mas não se anula no infortúnio.

"Nunca me revoltei em nenhum momento ou mesmo lamentei. Me agarrei à fé que sempre tive e passei a pedir aos meus Santos diletos coragem para prosseguir no meu caminho. Recebi com humildade todas as minhas desditas, nunca me queixei das dificuldades enfrentadas e assim vou levando minha vida com mais vagar e menos qualidade mas...tudo fazendo. Se essas coisas foram designadas para mim tenho que levá-las com ânimo e humor”.

Admirável Paulinho e suas palavras. Ele vive a vida além do câncer. É feliz.

Aos pacientes recém diagnosticados, deixa uma mensagem. Diz para lutar! caso contrário não haverá vitórias para comemorar!

"Não fique curtindo sua dor (...) sorria, seja amável com todos, ajude quem precisa, passe na igreja, reze. Ficar amargurado e com cara feia afasta as pessoas, então ria pois você está sendo filmado pela câmera divina! Coloque flores na sua casa, perfume-se, use roupas bonitas, cuide da sua aparência. Cante e ouça músicas, principalmente aquelas que mexem com seu coração (...). Viva o grande PRESENTE todos os dias com alegria, afinal, você está por aqui”.





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