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[PERFIL] ‘Nem tudo é possível para todo mundo, mas sempre tem trabalho’

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 16/12/2015 - Data de atualização: 11/04/2016


A voluntária Adriana Lisboa Machado, 43 anos, começou a visitar asilos aos 15 anos, inspirada pelo exemplo da mãe, que dava aulas na periferia. Mudou de cidade – de Porto Alegre para São Paulo, conseguiu um trabalho como comissária de bordo, casou-se, teve três filhos e, por falta de tempo, deixou o trabalho voluntário.

Mas a surpresa de "ver a transformação daquele olhar perdido e de tristeza em gargalhada” e o histórico de câncer na família (um primo teve leucemia e a mãe, câncer de mama) a aproximaram novamente do voluntariado. Ela decidiu doar bonés a meninos e jovens em tratamento oncológico – projeto que foi incorporado pelo Instituto Oncoguia no Espaço do Paciente.

Segundo ela, "nem tudo é possível para todo mundo, mas sempre tem trabalho [para fazer como voluntário]”. Confira, abaixo, seu depoimento.

*

No meu primeiro trabalho voluntário, eu tinha 15 anos. A gente visitava asilos – fazia companhia e lia histórias para idosos. O brilho nos olhos dos velhinhos, ver a transformação daquele olhar perdido e de tristeza em gargalhada... É o que me move até hoje.

Eu me mudei para São Paulo e fui ser comissária de bordo na Vasp. Vieram os filhos, e eu não tinha tempo para nada. Deixei o voluntariado.

Em 2010, depois de fazer três anos de cursos, comecei a trabalhar num centro espírita. Ainda é meu trabalho. Dou passe toda sexta-feira nas pessoas que chegam em busca de algo melhor.

Meu trabalho no Instituto Oncoguia começou no ano passado. Minha família sempre teve história de câncer. Perdi um primo com 6 anos de idade de leucemia em 1986. A família era muito pequena e participei ativamente [da luta contra a doença].

Em 2005, minha mãe teve câncer de mama. Não consegui dar todo o apoio porque estava longe. Mas ela se recuperou.

Eu via muitas ações para mulheres – lenços, maquiagens, bijus e não via quase nada em prol do homem. No ano passado, eu fiz uma ‘limpa’ no guarda-roupa dos meus filhos e saí para doar. As meninas do Oncoguia me acharam e começamos a fazer ação para homens no Espaço do Paciente.

Neste ano, distribuímos 320 bonés no Hospital do Câncer. Toda segunda eu vou para o Oncoguia. Montamos kits que enviamos pelo correio. Os pacientes se cadastram pelo site e podem receber bonés sem pagar nada por isso.

Ou estou ajudando a montar as caixas ou kits para levar em hospitais ou estou distribuindo os bonés para pacientes. Eles recebem um kit e perguntam com espanto: ‘É para mim? Por que estou recebendo isso? Eu tenho que pagar?’ É um sorriso de felicidade para uma pessoa que está passando por um momento difícil.

Quando a gente reclama que está cansada e irritada, encontra um paciente do SUS [Sistema Único de Saúde] que muitas vezes não tem nem dinheiro para pagar a condução.

Uma menina de 19 anos estava na radioterapia e disse para mim que tinha resolvido desistir porque não estava aguentado os efeitos colaterais. Ela tinha câncer nos ossos na região da bacia. Entregamos kit com o 0800 do Oncoguia, o guia de direitos do paciente e um lenço.

Sempre tem espaço para fazer o bem. As pessoas têm que encontrar um trabalho ideal. Às vezes, elas não têm estrutura emocional para trabalhar diretamente com um paciente com câncer. Mas, se você tem dias livres na semana, pode montar os kits, por exemplo. Se não tiver gente para montar, não tenho kits para levar ao hospital. Nem tudo é possível para todo mundo, mas sempre tem trabalho.

Acho importante que todo voluntário se prepare emocionalmente – fazendo meditação, prece, conversando com Deus ou com um ser superior em quem acredite. Se ele não está num dia bom, tente ver que outra pessoa vá no lugar. Porque as pessoas precisam do voluntário integralmente.

Fiz amigos queridos no voluntariado. O Oncoguia é uma grande família.

Veja outros textos do Instituto Oncoguia no Catraca Livre

Por QSocial



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