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Para maior parte dos brasileiros, câncer deve ser prioridade para o governo, diz pesquisa

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 02/05/2022 - Data de atualização: 02/05/2022


O câncer foi escolhido como a doença que deve ser tratada como prioridade pelo governo por 63% dos brasileiros que participaram da pesquisa Datafolha/Oncoguia.

A pesquisa encomendada pelo Instituto Oncoguia e realizada em parceria com o DataFolha ouviu 2.099 pessoas em 151 municípios brasileiros. O estudo apresenta nível de confiança de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais (para mais ou para menos).

Os resultados do estudo “Percepções da População Brasileira sobre o Câncer” serão discutidos no 12º Fórum Nacional Oncoguia, que acontece até o dia 29 de abril. No evento, especialistas do setor debatem os principais gargalos no acesso ao diagnóstico precoce no país e apresentam propostas de melhorias na área.

Quando questionados sobre o que vem à mente diante da palavra câncer, 42% dos brasileiros relataram sentimentos negativos, com muitas menções à palavra morte. Termos como “doença”, “dor”, “medo”, “tristeza” e “sofrimento” são outras que aparecem com maior frequência.

As menções a “tratamento” e “cura” foram feitas por apenas 14% e 9% dos entrevistados,
respectivamente.

“Esse dado nos mostra o quanto precisamos seguir conscientizando a população sobre prevenção, diagnóstico precoce e tantas novidades no mundo do câncer. Ter câncer não é igual a morrer e isso dependerá de acesso à informação, mas também de acesso a cuidados com a saúde”, afirmou Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, na abertura do evento.

Segundo Luciana, a percepção negativa do câncer pode ser impedir que as pessoas busquem o cuidado e atendimento diante de sintomas.

A pesquisa revela que o câncer está cada vez mais próximo da população. Os resultados apontam que 8 em cada 10 brasileiros já tiveram algum conhecido com a doença e que 4 em cada 10 já tiveram ou têm algum familiar com câncer. Entre os entrevistados, 5% declararam viver com a doença.

Os participantes foram questionados sobre quais dentre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) devem ser priorizadas pelo governo. De acordo com a pesquisa, 63% da população escolheu o câncer em primeiro lugar. Diante da somatória dos três primeiros indicados, esse número sobe para
84%.

Em segundo lugar, com 8%, aparece a preocupação da sociedade com o consumo abusivo de álcool e doenças cardiovasculares.

“Estamos diante de uma população tocada e impactada negativamente pelo câncer, mas que compreende a sua relevância e pede aos governos que a priorize. Que este contexto pertinente, urgente e de enorme relevância social de fato ganhe a priorização que a população e todos os que defendem a causa pedem. Precisamos e podemos salvar vidas”, afirmou Luciana.

Atividade física previne o câncer

Realizar atividades físicas como parte da rotina diária contribui para a proteção contra o câncer, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Medidas simples como caminhar ou ir de bicicleta para o trabalho, subir escadas em vez de usar os elevadores e praticar atividades ao ar livre são algumas opções para incluir ou aumentar o movimento durante o dia a dia.

De acordo com o Inca, a atividade física promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, reduz o tempo de trânsito gastrointestinal, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. As melhorias contribuem para prevenir o câncer de intestino (cólon), endométrio (corpo do útero) e de mama.

Com o objetivo de aproximar a população dos benefícios da prática de atividade física na prevenção e controle do câncer, o Inca lançou o documento “Atividade Física e Câncer: recomendações para prevenção e controle“, em parceria com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e a Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (SBAFS).

Matéria publicada pela CNN Brasil em 26/04/2022



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