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Pandemia dificulta diagnóstico de câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/03/2021 - Data de atualização: 26/03/2021


A pandemia de covid-19 tem dificultado o diagnóstico e o tratamento de câncer de mama e já se traduz em um aumento de novos casos, um quadro preocupante em um país como o Brasil, onde a taxa de mortalidade da doença já é elevada. A avaliação é de Gabriella Antici, fundadora e presidente do Instituto Protea, ONG dedicada a levantar recursos para o tratamento de câncer de mama no país.

Na segunda metade de 2020 já se viu um aumento grande de novos casos de câncer de mama, disse na Live do Valor de ontem. “No Hospital Santa Marcelina, vimos um aumento de três vezes [de dez novos casos para 30] durante a pandemia”, apontou, citando uma instituição parceira do instituto em Itaquera, zona leste da cidade de São Paulo.

À frente do instituto, que ela tem o sonho de tornar uma espécie de “Médicos Sem Fronteiras” do câncer de mama, Gabriella diz que a taxa de mortalidade da doença no Brasil é de 1 a cada 4 mulheres, enquanto nos países desenvolvidos este número cai para 1 em 10. O Protea calcula que haverá um aumento na taxa de mortalidade de 20% a 30% no biênio 2020-2021 devido à redução da quantidade de mamografias e de cirurgias realizadas nos anos de 2020 e 2021, em razão da pandemia.

A experiência pessoal de Gabriella, que enfrentou duas vezes nos últimos cinco anos a doença, foi a motivação inicial para a criação do Protea, com o objetivo de reduzir a taxa de mortalidade. Segundo ela, 75% dos brasileiros não possuem plano de saúde, e o Sistema Único de Saúde (SUS) não é capaz de diagnosticar e tratar todas as mulheres que chegam aos postos com suspeita da doença.

Entre os motivos para a taxa de mortalidade tão alta no Brasil, está o diagnóstico tardio, que, segundo Gabriella, acontece porque o SUS somente paga a mamografia partir dos 50 anos de idade e com periodicidade de dois anos, e cerca de 27% dos diagnósticos são de mulheres mais jovens. Além disso, muitas não fazem os exames por falta de informação e medo.

O Protea faz parcerias com hospitais privados e filantrópicos, pagando o tratamento das mulheres que chegam vindas das unidades básicas de saúde (UBS). O custo médio do tratamento de uma paciente durante 11 meses é de R$ 22 mil, diz, o que inclui cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

O instituto tem quatro pilares: aumento do número de consultas de triagem diagnóstica em 15%; redução do tempo de espera para exames, que era de 45 dias e agora é zero; redução do tempo de espera para cirurgia, que caiu de 75 dias para 30 dias; e aumento de 25% de pacientes tratadas.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2021 o Brasil terá pelo menos 66 mil novos casos sendo diagnosticados. Morrem no Brasil, segundo o último dado oficial do Inca, 17 mil mulheres ao ano; 42 por dia, número subestimado porque há lugares do Brasil que não têm registro de casos pelo SUS. E esses números aumentarão nos próximos anos devido à pandemia, que causou a diminuição de atendimentos, internações e cirurgias, reforça Gabriella.

O Protea, que quer ampliar sua atuação para todo o Brasil, iniciou em 2020 a validação de uma tecnologia de Inteligência Artificial (IA) desenvolvida pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) e pelo MGH (Massachussets General Hospital), em teste no Hospital do Câncer de Barretos (SP), para a leitura de mamografias que consegue dar o diagnóstico de câncer de mama muito mais cedo do que o olhar humano do radiologista. Além disso, recebeu uma doação de US$ 150 mil da fundação americana Patrick McGovern para a implantação desta tecnologia de IA no Hospital Santa Marcelina.

Em 2020, o Protea beneficiou mais de 1.100 mulheres com exames, consultas, tratamentos e cirurgias. Em 2021, a ideia é viabilizar esse atendimento a mais de 1.300 brasileiras.

Fonte: Valor Ecônomico 

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