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Palavras que associam câncer a guerra não ajudam pacientes, diz pesquisa

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/08/2019 - Data de atualização: 13/08/2019


A LINGUAGEM DE GUERRA USADA PARA FAZER SOBRE O CÂNCER PODE SER PREJUDICIAL (FOTO: PEXELS)

Uma nova pesquisa mostra que o uso de palavras como "lutar", "atacar" e "combater" para se referir ao câncer tem um efeito negativo sobre os pacientes com a doença. Publicado no periódicoHealth Communication, o estudo analisou o impacto psicológico de expressões ligadas à guerra sobre como as pessoas encaram a doença. 

A linguagem costuma ser usada para motivar as pessoas e torná-las mais vigilantes no diagnóstico de sintomas, mas o estudo não encontrou evidências de que o método dá certo. Ao contrário: enquadrar o câncer em termos militares fez o tratamento parecer mais difícil e deixou as pessoas mais fatalistas em relação à doença.

"Nosso trabalho sugere que metáforas de batalha podem ter um impacto negativo na maneira como as pessoas veem o câncer, e esses pensamentos podem minar as intenções do paciente de se engajar em comportamentos saudáveis", diz o autor do estudo David Hauser, psicólogo da Universidade Queen's, no Canadá.

Os pesquisadores decidiram estudar o impacto das metáforas de guerra no tratamento de tumores após perceberem como a linguagem é comum: em vez de simplesmente "ter câncer", os pacientes são "atacados" por "células inimigas" que podem ser "combatidas" com a mais recente "munição" no arsenal do oncologista, em uma "batalha" que muitos "bravos heróis" perderam.

"As pessoas usam essas metáforas pensando que elas têm um impacto benéfico, ou pelo menos nenhum impacto negativo, mas ninguém estudou isso", explica Hauser ao The Guardian.

A questão já havia sido identificada pela escritora Susan Sontag no ensaio Aids e suas Metáforas (Companhia de Bolso), em que ela reflete sobre a linguagem ao falar do HIV, vírus causador da aids. Na opinião de Sontag, que sobreviveu a um câncer, falar do vírus “invasor” que “contamina” pessoas faz com que a própria vítima seja vista como culpada. 

Para Hauser, as metáforas da guerra são tão enraizadas na linguagem do câncer que seria difícil acabar com elas. Mas ele e seus colegas lançaram este alerta para que instituições que lidam com o câncer e jornalistas, por exemplo, prestem mais atenção sobre a linguagem utilizada.  

Fonte: Revista Galileu

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