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Paciente com câncer no estômago se casa no Hospital de Apoio

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/02/2019 - Data de atualização: 13/02/2019


MARIANA RAPHAEL/SECRETARIA DE SAÚDE DO DF

Após 18 anos vivendo ao lado de Maria Aparecida Mascena, 40 anos, Getúlio Aparecido, 42 anos, achou que era hora de, enfim, levar a esposa para o altar. O pedido de casamento veio de repente, dentro do Hospital de Apoio de Brasília, onde ele está internado para o tratamento de um câncer de estômago. A cerimônia religiosa aconteceu lá mesmo, nesta terça-feira (12), apenas quatro dias após o pedido.

“Ele me disse que queria casar e eu falei: Você não tem o que fazer não?”, contou a noiva, sorrindo ao lembrar da situação. “Mas eu disse sim. Consegui o vestido de noiva emprestado com minha irmã. Uma outra irmã veio me arrumar e agora estou aqui, muito ansiosa”, relatou, enquanto se preparava para a entrada.

A cerimônia religiosa contou com um noivo emocionado, que chegou a fechar os os olhos para não ver a noiva passar vestida de branco antes do casamento. O pastor da igreja evangélica frequentada pelo casal celebrou a união. A filha do casal, Taís Aparecida, de 11 anos, levou as alianças. “Fiquei surpresa e feliz em saber que eles iriam se casar de novo”, disse. Houve, ainda, música ao vivo e recepção com bolo, docinhos, sucos e refrigerantes.

Os profissionais do hospital e voluntários ficaram responsáveis pela organização e o que foi servido durante o evento. Inclusive, o par de alianças. “Tudo isso faz parte do cuidado paliativo com o paciente e seus familiares. Eles nos apontam aquilo que eles gostariam de fazer e que lhes trariam felicidade e a gente avalia se é possível e realiza”, destacou a psicóloga Giselle de Fátima Silva.

O esforço valeu a pena. Uma única frase dita pelo noivo resumiu o sentimento de todos ali presentes: “Está tudo perfeito”. Segundo Cida, como é carinhosamente chamada a noiva, se casar na igreja sempre foi um sonho de Getúlio. “Já éramos casados no civil. Mas ele sempre foi o mais romântico”, declarou.

Doença
Getúlio foi diagnosticado com câncer de estômago há cerca de um ano. Passou por cirurgia, fez quimioterapia e radioterapia e, na última quinta-feira (7), foi transferido do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde para o Hospital de Apoio.

“Meu marido era uma pessoa alegre e agora divide momentos de calmaria e nervosismo, mas eu estou sempre do lado dele”, disse a esposa apaixonada.

Social
Getúlio e Cida não foram os únicos a se casarem no Hospital de Apoio de Brasília. Ao longo de sua existência, pelo menos outras oito cerimônias do tipo foram realizadas na unidade. Ao assistir ao casamento desta terça-feira (12), o paciente Lucimar Temóteo também manifestou interesse em pedir a companheira em casamento. “Já que pode, eu também quero”, brincou.

A psicóloga Giselle Silva diz que a equipe já vai começar a se mobilizar para realizar esse desejo de Lucimar, incluindo civil e religioso. (Com informações da Secretaria de Saúde do DF)

Fonte: Metrópoles

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