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Oncoguia e Conasems discutem efeito da pandemia na oncologia

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 10/03/2021 - Data de atualização: 10/03/2021


O que houve?

No último dia 04 de março, o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems) e o Instituto Oncoguia se reuniram para discutir os problemas e desafios causados pela pandemia do novo coronavírus no universo oncológico. Participaram da reunião os membros do Advocacy do Oncoguia (Luciana Holtz, Tiago Matos, Cássia Montouto e Isadora Cupertino), Mauro Guimarães Junqueira, Secretário Executivo do Conasems, e Helton Chaves, Assessor Técnico.

Após breve apresentação inicial dos dados levantados pelo Oncoguia no Radar do Câncer, as instituições discutiram o grande impacto das últimas semanas com a onda crescente de casos de infecção pelo coronavírus. No entanto, destacaram que, apesar de um grande esforço estar sendo despendido para evitar o colapso do sistema de saúde público, considerando o país como um todo, inclusive com a recomendação de suspensão das cirurgias eletivas, por exemplo, as Unidades  Básicas de Saúde seguem abertas e os serviços diagnósticos e terapêuticos oncológicos funcionando normalmente.

Entenda 

Cirurgia eletiva é toda cirurgia agendada a termo, que não se enquadra no conceito de urgência e emergência médica. A maioria das cirurgias oncológicas se enquadram nesse conceito. Sendo assim, o Sistema Único de Saúde (SUS), diante de centenas de milhares de casos de internação hospitalar e intubação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), não detém estoques suficientes, diante da demanda exponencial, de insumos e fármacos, para, por exemplo, manter esses pacientes sedados e medicados durante os aproximadamente 15 dias em que permanecem hospitalizados. Para tanto, a determinação de suspensão das cirurgias eletivas visa a contenção desses insumos para que o sistema não entre em colapso e vem sendo decidida pelas Secretarias Estaduais de Saúde, sempre de acordo com a realidade de cada Estado e suas regiões de saúde. A decisão não se aplica aos pacientes cardíacos ou oncológicos de maior gravidade, ou seja, cujo médico especialista tenha atestado que o atraso da cirurgia ou procedimento cirúrgico poderá levar a óbito o paciente.

Os participantes também conversaram sobre e a queda nos números de exames, consultas, biópsias e tratamentos , que podem, muito provavelmente, ser reflexo do medo dos pacientes em se expor ao ambiente externo diante do atual momento que vivemos, necessitando de uma maior e melhor comunicação entre instituição e paciente, com estabelecimento de medidas sanitárias e de segurança locais que proporcionem maior adesão do paciente à continuidade dos cuidados médicos e realização de exames solicitados.

Foi falado também que, a retomada da oncologia diante da pandemia deve seguir alinhada entre paciente e instituições, sem determinações rígidas ou protocolos pré-estabelecidos pelo Ministério da Saúde, no âmbito federal. No tocante ao retorno das cirurgias eletivas, foi frisado pelos participantes que o momento exige cautela, no entanto, as deliberações devem ocorrer entre as regionais de saúde, verificando as condições locais para o retorno desse serviço, ressaltando, inclusive, que a cirurgia eletiva de hoje, não realizada, tende a se tornar a urgência de amanhã. 

E agora?

Oncoguia e  Conasems retomarão a discussão em 30 dias para avaliação de ideias e ações relacionadas à retomada da oncologia. 

O Instituto Oncoguia compreende as especificidades que envolvem o tema e enfatiza seu compromisso em lutar pelo acesso do paciente oncológico pelos tratamentos, consultas  e exames necessários para sua plena recuperação e manutenção/ganho de qualidade de vida.

No entanto, entende que a pandemia trouxe um fator intrínseco, nunca antes vivenciado pelas gestões públicas, e que a priorização proposta deve ocorrer levando-se em consideração os momentos de alta e queda de casos e óbitos pelo coronavírus, e abastecimento ou não da demanda de insumos, para a suspensão ou reativação das cirurgias, conforme necessário. 
 

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