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Obesidade e diabetes são importantes fatores de risco para o câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 30/07/2020 - Data de atualização: 30/07/2020


A projeção da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso, e mais de 700 milhões, obesos. Se as previsões se concretizarem, a quantidade de pessoas com excesso de peso se tornará maior do que a de fumantes; atualmente estimada em 2 bilhões. Com essa mudança, a obesidade tende a se tornar o maior fator de risco prevenível no mundo, até mesmo no desenvolvimento de tumores cancerígenos. Além da obesidade, outro problema que parece estar relacionado ao maior risco de câncer é o diabetes, que afeta aproximadamente 422 milhões de pessoas ao redor do mundo, segundo a entidade internacional.

Evidências epidemiológicas

As evidências epidemiológicas sugerem que indivíduos com diabetes apresentam um risco significativamente maior para desenvolver muitas formas de câncer. O diabetes e o câncer compartilham muitos fatores de risco. Contudo, os vínculos biológicos entre essas duas doenças ainda não estão completamente esclarecidos, como explica o médico oncologista Artur Malzyner, do Hospital Israelita Albert Einstein e diretor científico da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco).

“Muitos estudos têm sugerido que o diabetes pode facilitar aparecimento do câncer por vários mecanismos, incluindo o aumento da produção de insulina pelo pâncreas devido ao aumento das necessidades deste hormônio provocado, seja pelo aumento da resistência que o diabetes oferece contra a ação da insulina produzida ou pelo aumento das necessidades das doses quando aplicado por injeção externa. Suspeita-se também que esse aumento crônico do açúcar no sangue e o desequilíbrio entre os vários hormônios que se relacionam com a insulina sejam a causa de um estado de inflamação crônica, situação que pode ser encontrada tanto na iniciação como na progressão do câncer”.

Risco maior com diabetes

Ainda segundo o oncologista, o diabetes dobra o risco de câncer de fígado, pâncreas e do endométrio, além de aumentar a probabilidade de câncer colorretal, mama e bexiga entre 20 a 50%.

Já a obesidade representa um risco adicional independente para o aparecimento do câncer, uma vez que esse estado patológico aumenta a necessidade do organismo de secretar insulina, um dos estimulantes metabólicos mais importantes no desenvolvimento do câncer.

Os tipos de câncer relacionados à obesidade são: o câncer de mama, mais particularmente na mulher com mais idade; o câncer colorretal; do útero; da vesícula biliar; do rim; fígado; ovário; próstata; mieloma múltiplo; esôfago; pâncreas; estômago; e tireoide.

Os especialistas acreditam que alterações endócrinas relacionadas a obesidade, interajam para promover o início e a progressão destes tumores. O tecido adiposo também cria um ambiente inflamatório que aumenta a capacidade das células tumorais de metastizarem outros órgãos, potencialmente aumentando a gravidade da doença.

Conduta médica

Desde o contato inicial com o paciente, os médicos devem fornecer o máximo de informações. Entretanto, deve-se evitar discutir detalhes de tratamento ou prognóstico sem um diagnóstico completamente confirmado.

“Na fase que antecede ao diagnóstico completamente finalizado, o médico deve abordar o problema com os termos ‘suspeita’ ou ‘possibilidade’ de câncer. Porém, com os fatos já conhecidos, devem ser fornecidos ao paciente com precisão”, diz Artur Malzyner.

Já com o diagnóstico finalizado, o médico deve estar preparado para explicar os fatos de maneira clara e simples. Os pacientes lidam melhor com os fatos graves quando se sentem apoiados por mais pessoas, sejam elas profissionais e/ou familiares.

“Não devemos tentar explicar todos os detalhes em uma única ocasião. Recomenda-se realizar mais de uma visita com os pacientes para discutir o diagnóstico, a conduta terapêutica e prognóstico passo a passo. Não devemos julgar as reações do paciente prematuramente”, adverte o oncologista.

Novidades nos tratamentos

Recentemente, os tratamentos oncológicos foram bastante reforçados com a chegada de drogas muito específicas. Drogas direcionadas aos diversos alvos de cada tipo de câncer em particular, ou restabelecendo a capacidade do sistema imunológico de enfrentar o câncer.

Estes novos tratamentos reduziram significativamente os efeitos tóxicos dos tratamentos sistêmicos mais antigos conhecidos na época em que a quimioterapia de alta dosagem era a única forma de tratamento existente.

Os tratamentos sistêmicos atuais do câncer tornaram-se bastante eficientes em aumentar a longevidade dos pacientes com doença metastática. Além de reduzir os riscos de aparecimentos das temíveis metástases, quando usados em fase mais precoce da evolução de um câncer e já não são mais temidos pela sua toxicidade.

“O aparecimento de medicações cada vez mais ativas é, provavelmente, a chave que está permitindo atingir resultados cada vez melhores. Em muitas das doenças estudadas, a imunoterapia usada de modo exclusivo ou associada com a quimioterapia ou ainda com a utilização dos inibidores específicos de genes, tornaram-se a pedra angular de muitas revoluções no tratamento dos muitos tipos de câncer”, conclui Artur Malzyner.

Fonte: PEBMED

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