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Tumores Cerebrais / Sistema Nervoso Central


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O Sistema Nervoso Central

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/03/2015 - Data de atualização: 20/04/2018


O cérebro é o centro do pensamento, sentimento, memória, fala, visão, audição, movimento, entre outros. A medula espinhal e os nervos cranianos transmitem os sinais entre o cérebro e o corpo. Esses sinais conduzem aos músculos informações entendidas pelos sentidos e coordenam as ações dos órgãos internos.

O cérebro é protegido pelos ossos do crânio. Da mesma forma, a medula espinhal é protegida pelos ossos da coluna vertebral.

O cérebro e a medula espinhal são rodeados e protegidos pelo líquido cefalorraquidiano (LCR). O LCR contém basicamente água com proteínas, açúcar (glicose), glóbulos brancos e hormônios. Este líquido é produzido pelo plexo coroide, que está localizado nos ventrículos. Tanto os ventrículos, como os espaços em torno do cérebro e da medula espinhal são preenchidos com LCR.

Estruturas do Sistema Nervoso Central

Sistema nervoso central

As principais áreas do cérebro incluem o cérebro, cerebelo e tronco cerebral. Cada uma destas partes tem uma função especial.

  • Cérebro. O cérebro é o centro de controle do corpo enviando mensagens ao longo das fibras nervosas. O cérebro é dividido em duas metades, os hemisférios cerebrais direito e esquerdo. Os hemisférios cerebrais controlam o movimento, o pensamento, a memória, as emoções, os sentidos e a fala. Os sintomas causados por um tumor no hemisfério cerebral dependendo da sua localização, podem incluir convulsões, problemas na fala, mudança de humor, depressão, mudança na personalidade, fraqueza ou paralisia em parte do corpo, problemas na visão ou na audição ou em outros sentidos.

  • Cerebelo. O cerebelo está localizado abaixo e na parte posterior do cérebro. O cerebelo mantém o equilíbrio e a postura, controla o tônus muscular e os movimentos voluntários. Os tumores do cerebelo podem causar problemas de coordenação dos movimentos, perda do equilíbrio, diminuição do tônus da musculatura esquelética, problemas de deglutição ou sincronização dos movimentos oculares, e alteração do ritmo da fala.

  • Tronco Cerebral. O tronco cerebral ou tronco encefálico está situado entre a medula espinhal e o cérebro. É a área do SNC responsável pelo controle da pressão arterial, deglutição, respiração e batimentos cardíacos. O tronco cerebral possui três porções: o bulbo raquidiano, a ponte (protuberância) e o mesencéfalo. É no tronco encefálico que se encontra fixo o cerebelo. Tumores nesta região podem causar fraqueza, visão dupla, rigidez muscular, ou problemas com a sensação, movimento dos olhos, audição, movimento facial, coordenação dos pés ou deglutição.

  • Nervos Cranianos. Os nervos cranianos são os que fazem conexão com o encéfalo. Esses nervos transmitem sinais diretamente entre o cérebro e o rosto, olhos, língua, boca e algumas outras áreas. Os tumores que acometem os nervos cranianos podem causar problemas de visão, problemas de deglutição, perda de audição, paralisia facial, dormência ou dor.

  • Medula Espinhal. A medula espinhal está composta por todas as fibras nervosas que descem desde o cérebro. Os tumores da medula espinhal podem causar fraqueza, paralisia ou dormência. Alguns tipos de tumores cerebrais podem apresentar metástase na medula espinhal.  Um tumor na medula espinhal pressiona os nervos e pode causar diferentes sintomas dependendo de sua localização. Os tumores da medula espinhal podem provocar fraqueza, paralisia ou dormência.

Sistema Nervoso Central

Tipos de Células e Tecidos do Sistema Nervoso Central

O sistema nervoso central (SNC) é formado por vários tipos de células: e tecidos:

  • Neurônios. Os neurônios são as células mais importantes no cérebro. Eles são responsáveis pela recepção e transmissão dos estímulos do meio interno e externo, possibilitando ao organismo a execução de ações e respostas adequadas. Ao contrário de muitos outros tipos de células que podem crescer e se dividirem para reparar os danos causados por uma lesão ou uma doença, os neurônios param de se dividir cerca de um ano após o nascimento. Os neurônios não costumam formar tumores, mas muitas vezes são danificados por tumores que se iniciam nas proximidades.

  • Células Gliais. São células de suporte do cérebro. As células gliais podem se tornar cancerígenas e crescer formando um tumor cerebral. Os tumores que se desenvolvem nas células gliais são denominados gliomas. Existem três tipos de células gliais, além de um quarto tipo denominado micróglia, que não é verdadeiramente uma célula glial, mas faz parte do sistema imunológico:
  1. Astrócitos. Estas células têm a função de sustentação e nutrição dos neurônios. Quando o cérebro está lesionado, os astrócitos formam o tecido de cicatrização para reparar o dano. Os principais tumores que se iniciam nestas células são os astrocitomas ou glioblastomas.
  2. Oligodendrócitos. Estas células são responsáveis pela produção da bainha de mielina, uma substância gordurosa, que tem a função de isolante elétrico para os neurônios do SNC. Os tumores que se iniciam nestas células são chamados oligodendrogliomas.
  3. Células Ependimárias. São células epiteliais colunares que revestem os ventrículos do cérebro e o canal central da medula espinhal. Em algumas regiões, estas células são ciliadas, facilitando a movimentação do líquido cefalorraquidiano. Os tumores que se iniciam nestas células são chamados ependimomas.
  4. Micróglia. Estas células participam do processo de inflamação e reparação do SNC, secretam também diversas citocinas reguladoras do processo imunológico e removem os restos celulares que surgem nas lesões do SNC.

  • Células Neuroectodérmicas. As células neuroectodérmicas são células primitivas, provavelmente remanescentes das células embrionárias, e encontradas em todo o cérebro. O tumor mais comum destas células no cerebelo é o meduloblastoma.

  • Meninges. As meninges são membranas de tecido conjuntivo que revestem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Apesar de sua função protetora, as meninges podem ser alvo de patologias importantes, como tumores benignos, meningiomas e as conhecidas meningites.

  • Plexo Coroide. O plexo coroide é a área do cérebro localizada dentro dos ventrículos que produz o líquido cefalorraquidiano (LCR) para nutrir e proteger o cérebro.

  • Glândula Pituitária e Hipotálamo. A glândula pituitária ou hipófise é uma glândula, situada na sela túrcica (cavidade óssea localizada na base do cérebro), ligado ao hipotálamo pelo pedúnculo hipofisário. A hipófise é responsável por várias funções do organismo como crescimento, metabolismo, produção de corticoides naturais, menstruação e produção de óvulos, produção de espermatozoides, e produção de leite nas mamas após o nascimento da criança. O crescimento de tumores próximos à glândula pituitária ou do hipotálamo, assim como a cirurgia ou radioterapia nessas áreas podem interferir nestas funções.

  • Glândula Pineal. A glândula pineal não é exatamente uma parte do cérebro, na verdade é uma pequena glândula endócrina localizada entre os hemisférios cerebrais. A glândula pineal produz a melatonina. Esse hormônio sincroniza os vários ritmos circadianos do organismo com o ciclo dia/noite. As alterações diárias da melatonina, com seu pico se situando durante a noite, agem em receptores do próprio hipotálamo, que se encarregam de sincronizar o ciclo vigília/sono do corpo e o funcionamento de outros hormônios.

  • Barreira Hematoencefálica. A barreira sangue cérebro (barreira hematoencefálica) é uma estrutura que atua principalmente para proteger o sistema nervoso central de substâncias químicas presentes no sangue, permitindo ao mesmo tempo a função metabólica normal do cérebro. É composta de células endoteliais, que são agrupadas nos capilares cerebrais. Esta densidade aumentada restringe muito a passagem de substâncias a partir da corrente sanguínea, muito mais do que as células endoteliais presentes em qualquer lugar do corpo. Infelizmente, essa barreira também impede a entrada dos medicamentos quimioterápicos usados para destruir as células cancerígenas.

Fonte: American Cancer Society (03/11/2017)

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