Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD Mundipharma Takeda Astellas UICC GBT Abbvie Ipsen Danone Nutricia Sanofi Grunenthal Sirtex Servier Oncologia


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

O papel do radiologista no acompanhamento oncológico

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/08/2020 - Data de atualização: 24/08/2020


Exames de imagem funcionam como importantes ferramentas durante todas as etapas da assistência oncológica, incluindo: diagnóstico (e estadiamento do câncer), acompanhamento do tratamento (para avaliar a resposta ao tratamento proposto) e seguimento (inclusive para esclarecer dúvidas de recidiva do câncer).

Para conversarmos um pouco sobre o papel do radiologista na assistência oncológica, convidei Silvana Mangeon, médica especialista em radiologia e diagnóstico por imagem do Hospital Semper e do Instituto Hermes Pardini.

1- Quais os principais exames de imagem indicados para pacientes oncológicos?

Os exames de imagem realizados com mais frequência para o diagnóstico e (re)estadiamento do câncer são: tomografia computadorizada, ressonância magnética (RM), PET/CT, cintilografia óssea, a mamografia e o ultrassom.

Diferentes exames são usados para obter imagens do que está acontecendo dentro do corpo. Os exames solicitados pelo médico podem depender de vários fatores, como: localização e tipo de tumor,necessidade (ou não) da realização de biópsia, equilíbrio entre os riscos (efeitos secundários) e benefícios do procedimento a ser realizado.

A escolha do exame mais indicado está diretamente relacionada aos achados clínicos, laboratoriais e à suspeita diagnóstica.

2- Quais as principais diferenças entre a tomografia computadorizada e a ressonância magnética?

Alguns afirmam que a tomografia computadorizada é como um raio-X mais sofisticado, em 3D, só que com uma dose maior de radiação; outros acreditam que a ressonância magnética não expõe o paciente ao mesmo risco, mas exige imobilidade por um  período maior.

No entanto, a diferença entre os dois exames é mais abrangente do que isso, elas têm mecanismos e princípios físicos muito diferentes.A tomografia envolve radiação ionizante. Assim que os feixes de raio-X atravessam o órgão, formam uma imagem, que é recebida e reconstituída no computador. Quanto maior o número de cortes, melhor a resolução e qualidade  da imagem.

Sendo assim, a TC é ótima para detectar tumores, fraturas, hemorragias, processos inflamatórios. Já a RM utiliza um equipamento (um tubo comprido e largo, aberto nos dois extremos), que não envolve radiação ionizante, criando um campo magnético que envia ondas de radiofrequência ao corpo e mede a liberação de energia das células.

É como uma fotografia tridimensional do corpo visto por dentro. É importante lembrar que a interação entre os especialistas é fundamental para definir o método diagnóstico mais acertado, sendo que, na maioria dos casos, um exame é complementar ao outro.  

4- Quais são os riscos associados ao uso de contraste? Efeitos colaterais são raros? 

Os exames com contraste são exames de imagem feitos com o uso de substâncias que ajudam a obter uma melhor definição das imagens formadas, o que facilita a avaliação do médico para um diagnóstico mais assertivo.

Existem tipos diferentes de contraste, com variadas composições químicas, como o contraste iodado (TC) ou gadolínio (RM), que são escolhidos de acordo com o exame que será realizado, podendo ser feito por via oral, venosa ou injetada na cavidade desejada.

Apesar dos seus benefícios, o uso de contraste envolve alguns riscos, podendo causar efeitos colaterais como reações alérgicas, queda da pressão arterial ou intoxicação dos rins e coração. Não existe um exame específico para determinar se um paciente possui alergia ao contraste.

Porém, algumas pessoas são mais propensas a apresentar reações, como pacientes diabéticos, cardiopatas ou com problemas renais.

Geralmente, o radiologista realiza um questionário com o paciente, para descobrir se ele tem alguma alergia ou problema de saúde que pode ser afetado pelo contraste. Depois disso, a depender de cada caso, pode ser indicado um preparo antialérgico.

As reações adversas agudas ao uso do contraste endovenoso podem ser divididas entre grau leve, moderado e graves, o que felizmente são bem mais raras. A incidência total de tais reações varia de 0,7% a 3% dos casos, ou seja, não são comuns.

5- A radiação envolvida em exames de imagem é perigosa? Pode causar câncer?

A maioria dos exames diagnósticos que utilizam radiação ionizante (por exemplo  raios X, tomografia computadorizada) expõe o paciente a doses relativamente baixas de radiação, que geralmente são consideradas seguras, sem risco de causar câncer no paciente.

Aparelhos atuais de tomografia computadorizada utilizam várias fileiras de detectores, com moduladores de dose, relacionados ao peso e à espessura do paciente, permitindo a realização de exame de qualidade, com maior segurança para o paciente.

Uma vez que sejam necessários exames seriados, bem indicados, onde pacientes serão submetidos a doses repetidas e maiores de radiação, cabe ao serviço de radiologia a responsabilidade de realizar todos os esforços para minimizar a exposição à radiação.

Fonte: Uai

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.



Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2020 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive