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Número de mortes de crianças por câncer reduz 18% em dez anos, diz estudo do Boldrini

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/08/2019 - Data de atualização: 28/08/2019


Um levantamento do Centro Boldrini, hospital de Campinas (SP) referência no tratamento de câncer infantil na América Latina, apontou a redução de 18% no número de mortes de crianças por conta da doença nos últimos dez anos. De acordo com a pesquisa, de 1998 a 2007, houve o óbito de 853 jovens em decorrência de algum tipo de linfoma, enquanto de 2008 a 2018 o índice diminuiu para 701.

Segundo a oncologista e presidente do Boldrini, Sílvia Brandalise, a redução das mortes é consequência do avanço da ciência, com o desenvolvimento de novas tecnologias e estudos para o combate ao câncer. Além disso, a médica afirmou que a sobrevivência à doença também depende de uma melhora na estrutura social para que o paciente tenha acesso ao tratamento.

"Eu não tenho dúvida que o aumento da sobrevida decorreu de estudos clínicos onde você tem um grande foco: maior eficácia e menos efeitos colaterais. Além disso, nós temos que garantir, para a adesão ao tratamento, que a pessoa tenha transporte gratuito, hotelaria gratuita, alimentação gratuita e um acesso 24 horas por dia todos os dias da semana", explicou.

Novas cores à vida
As brincadeiras de pintar e recortar do garoto Leonardo Tanno, de 6 anos, retratam que a vida dele já passou por uma transformação e ganhou novas cores. Depois de terminar o tratamento de um tumor no nervo ótico e de um longo tratamento com 82 sessões, agora ele pode finalmente mergulhar no universo do qual ele faz parte: a alegria o encanto da infância.

"Eu já estou curado. Pode brincar à vontade, pode recortar, colar, desenhar", comemorou o garoto.
A mãe do menino, Graziele Antônio, relembra com emoção todos os momentos de dor e apreensão desde que a família descobriu a doença, quando Leonardo ainda tinha 4 anos. No entanto, o alívio da superação ainda é maior e agora ela só pensa em aproveitar todas as fases do filho.

"É uma alegria, que você fala: ufa, passei. Passamos vitoriosos e conseguimos que ela esteja aqui com a gente", contou.

Gratidão pela oncologia
A enfermeira Thayná Bacan Fernandes foi diagnosticada com um câncer no fêmur aos 11 anos. A biópsia acusou um tumor benigno, mas um ano depois a doença voltou ainda mais agressiva.

Foram cinco anos de tratamento até que ela recebesse alta. Em agradecimento, a jovem agora pretende se especializar em oncologia - área da medicina dedicada ao tratamento de pacientes com câncer.

"Foi muito doloroso. Então, é uma forma de retribuir tudo aquilo que eu recebi durante o meu tratamento", afirmou.

Fonte: G1

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