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Novo tratamento para o câncer de mama triplo negativo metastático é aprovado nos EUA

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/04/2021 - Data de atualização: 28/04/2021


Pacientes portadoras de câncer de mama triplo negativo metastático (CMTNM: i.e. são negativos para receptores hormonais de progesterona e estrogênio; e não expressam o oncogene HER2 neu) têm prognóstico reservado, com sobrevida global curta em muitos casos e progressões rápidas e doença refratária, apenas um percentual (30-40%) é candidata a receber tratamento por imunoterapia em combinação com quimio por expressarem a proteína PD-L1.

Novos alvos terapêuticos em CMTNM são necessários e um dos mais promissores é TROP2. TROP-2 é uma glicoproteína identificada na superfície de várias células, mas está superexpressa em vários tumores, em especial no CMTN, regulando o crescimento das células, invasão e várias vias de sinal intracelular. Foi desenvolvido um anticorpo conjugado-droga (CAD) que combina através de um linker hidrolizável um metabólito muito potente de Irinotecan – este um inibidor da Topoisomerase I, o SN-38, conhecido ainda como Govitecan com um anticorpo humanizado anti-TROP2 o Sacituzumabe. Na última ESMO (Congresso Europeu de Oncologia) conhecemos os resultados da fase 3 em doença refratária, Sacituzumabe-Govitecan (S-G) dobrou a sobrevida global dessas pacientes com metástases resistentes em média à 4 tratamentos anteriores, com 25% delas vivas sem progressão mesmo após 2 anos.

Esta estratégia do CAD, é conhecida como Cavalo de Tróia, pois “entrega” o quimioterápico habitualmente tóxico e inviável se aplicado de forma endovenosa isolada apenas de forma intracelular após uma internalização do anticorpo ligado à quimio, com posterior separação do complexo por ação do lisossomo e consequentemente liberação dentro da célula tumoral do Govitecan, reduzindo os efeitos colaterais e aumentando a sua eficácia.

Estudo de novo tratamento

Acaba de ser publicado o estudo no New England Journal of Medicine. Trata-se de um estudo randomizado de fase 3, em que Sacituzumabe-Govitecan, foi comparado com o quimioterápico de escolha do oncologista (QEO) entre eribulina, vinorelbine, capecitabina ou gemcitabina, em pacientes com CMTNM refratário. O desfecho primário era sobrevida livre de progressão (SLP) em pacientes sem metástases cerebrais.

Resultados

Foram incluídas 468 pacientes, 235 no grupo S-G e 233 no grupo QEO. 100% das pacientes tinham usados taxanes. A SLP foi de 5,6 meses no grupo S-G contra apenas 1,7 meses no grupo QEO (RR: 0,41; 95% CI, 0,32 – 0,52; P< 0,001). A sobrevida global mediana foi quase o dobro…de 12,1 contra 6,7 meses, respectivamente, RR: 0,48; 95% CI, 0,38- 0,59; P<0,001. Respostas objetivas foram demonstradas em 35% das pacientes que usaram S-G contra apenas 5% do grupo de quimio. Os principais efeitos adversos relatados foram neutropenia (51% grau 3, contra 33 do grupo QEO) mas neutropenia febril ocorreu em apenas 6% (2% no grupo QEO). Diarreia grau 3 (10% contra 1%). Não foram relatadas mortes atribuídas ao tratamento no grupo Sacituzumabe-Govitecan.

Os autores concluem que Sacituzumabe-Govitecan melhorou de forma significativa a sobrevida livre de progressão e quase dobrou a sobrevida global das pacientes com CMTNM com efeitos colaterais bastante manuseáveis.

Ciente destes dados a Food and Drug Administration aprovou nos EUA em 07 de Abril de 2021 o Sacituzumabe-Govitecan (Trodelvy™, Immunomedics Inc.) para pacientes portadoras de CMTNM que tenham recebido pelo menos 2 ou mais terapias prévias para a doença, sendo pelo menos uma no cenário metastático.

Aguardamos, ansiosamente a chegada de S-G no Brasil.

Fonte: PebMed

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