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Novidades no Tratamento do Câncer de Olho

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 30/01/2014 - Data de atualização: 10/07/2019


Muitas pesquisas sobre câncer de olho estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos. Confira alguns deles.

  • Genética

Entender como alterações genéticas tornam as células cancerosas oculares diferentes das células normais provavelmente desempenhará um papel importante no tratamento dos melanomas oculares no futuro.

  • Uso da genética para encontrar pessoas em risco

Conforme os pesquisadores compreendem as alterações genéticas nesses tipos de câncer, serão capazes de desenvolver testes para identificar quais pessoas são mais propensas a desenvolver a doença.

Por exemplo, nos últimos anos, os pesquisadores descobriram que famílias com mutações no gene BAP1 os torna propensos a desenvolver melanoma ocular. Embora essa alteração genética afete apenas uma pequena porcentagem de pessoas com melanoma ocular, os pesquisadores poderão estudá-la melhor para saber mais sobre como os melanomas oculares se desenvolvem.

  • Uso de genes para prever o prognóstico

Perfis genéticos dos tumores podem prever a probabilidade de um tumor se disseminar. Por exemplo, em pacientes com melanoma uveal, algumas alterações genéticas, como a perda de uma cópia do cromossomo 3, têm sido associada a um aumento do risco de disseminação da doença.

Recentemente, os pesquisadores descobriram que o padrão da expressão genética nas células tumorais parece ser uma melhor forma de prever a probabilidade do melanoma ocular se disseminar (ou não). Com base nesse padrão genético, pouco mais da metade dos melanomas oculares são tumores "classe 1", que tem baixo risco de disseminação. Os melanomas oculares restantes se enquadram na categoria "classe 2", que tem um alto risco de disseminação.

Alguns centros já oferecem o exame (DecisionDx-UM) para essas alterações genéticas, e alguns pacientes poderão realizá-lo. Se um paciente for considerado de alto risco, o médico pode fazer o acompanhamento no intuito de determinar a disseminação da doença o mais precocemente possível. Entretanto, no momento, nem todos os médicos estão interessados em realizar esse exame, porque ainda não existem formas preventivas de disseminação da doença ou ainda de modificar o prognóstico dos pacientes que do grupo de alto risco.

  • Uso de genes para encontrar novos tratamentos

A identificação das alterações genéticas também podem fornecer informações específicas para o desenvolvimento de novos medicamentos. Por exemplo, a maioria dos melanomas oculares diagnosticados tem alterações em um dos 2 genes relacionados, GNAQ ou GNA11. Estes genes são parte da via de sinalização MAPK do interior das células, que as ajuda a se desenvolverem. Ainda não está claro se esses medicamentos poderão agir diretamente nessas alterações genéticas, mas alguns deles têm como alvo outros genes da via MAPK, que estão em fase de estudo para uso contra os melanomas oculares, alguns desses medicamentos mostraram resultados iniciais promissores.

  • Novos exames para câncer de olho

A biópsia líquida, um novo tipo de biópsia, que vem sendo realizada com frequência. Nesses procedimento, as células tumorais do melanoma são coletadas de uma amostra de sangue. As células cancerígenas podem ser investigadas  para determinar algumas características, incluindo alterações genéticas, que podem prever a probabilidade do câncer se disseminar ou recidivar após o tratamento. As biópsias líquidas podem diagnosticar a disseminação do tumor mais cedo ou prever se o tratamento está respondendo. Isso poderia ser útil em pacientes que não fizeram a biópsia do tumor e querem preservar a visão. No entanto, o equipamento necessário para este exame não está disponível, portanto este tipo de biópsia não é feito rotineiramente, só está sendo realizado como parte de ensaios clínicos.

  • Imunoterapia

Imunoterapia é um tratamento que estimula o próprio sistema imunológico do corpo, na tentativa de fazê-lo atacar as células cancerígenas. Citocinas, anticorpos monoclonais, vacinas e outras imunoterapias estão entre as abordagens mais promissoras para o tratamento do melanoma. Embora a maioria dos protocolos clínicos destes tratamentos incluam pacientes com melanomas da pele, os resultados destes estudos podem ajudar no tratamento de pacientes com melanoma oculares.

Um exemplo é o ipilimumabe, um tipo de anticorpo monoclonal que aumenta a atividade do sistema imunológico. Esse anticorpo mostrou ajudar os pacientes com melanoma de pele avançado aumentando sua expectativa de vida, embora também possa ter alguns efeitos colaterais importantes. Novos medicamentos, como nivolumab e pembrolizumab, que estimulam a resposta do sistema imunológico contra as células cancerígenas de uma forma ligeiramente diferente, têm mostrado resultados promissores contra melanomas de pele. Às vezes, administrar esses dois medicamentos simultaneamente é mais eficaz que apenas um deles isoladamente. Os estudos iniciais desses medicamentos no tratamento do melanoma ocular uveal mostraram-se promissores. No entanto, mais estudos clínicos ainda são necessários.

  • Terapia Alvo

Um maior entendimento sobre as alterações nas células que causam o câncer tem levado ao desenvolvimento de novos medicamentos alvo que visam especificamente estas mudanças. Essas novas terapias alvo agem de forma diferente dos quimioterápicos convencionais, além de terem menos efeitos colaterais.

A maioria dos melanomas oculares encontrados tem alterações nos genes GNAQ ou GNA11, que são parte da via de sinalização MAPK que ajuda as células a se desenvolver. O selumetinib é um medicamento que tem como alvo o gene MEK, que também é parte da via MAPK. O selumetinib foi o primeiro medicamento que mostrou retardar o crescimento do melanoma ocular avançado em estudos clínicos.

Outros medicamentos mais modernos, como o vemurafenib, dabrafenib e trametinib, têm como alvo uma mutação no gene BRAF. Esta mutação é encontrada em cerca de metade dos pacientes com melanoma da pele, mas apenas 5% com melanoma da conjuntiva ocular. Ainda assim, estes e outros medicamentos ajudam os pacientes cujas células cancerígenas têm estas mutações.

O IMCgp100 é um novo medicamento que se liga a duas proteínas simultaneamente para destruir as células cancerígenas, que mostrou resultados promissores em pacientes com melanoma uveal avançado. Entretanto, mais pesquisas estão em andamento.

Muitas terapias alvo já estão em uso para tratar outros tipos de câncer. Alguns destes medicamentos estão sendo estudados para uso contra melanoma ocular, incluindo o sunitinib, sorafenibe, vorinostat e o everolimus.

Fonte: American Cancer Society (30/11/2018)

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