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Novidades no Tratamento da Leucemia em Crianças

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 17/08/2013 - Data de atualização: 18/01/2021


Muitas pesquisas sobre as leucemias estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção e tratamentos. Confira alguns deles.

  • Genética

Os pesquisadores têm feito grandes progressos no entendimento de como as alterações no DNA podem tornar as células tronco da medula óssea em células leucêmicas. Compreender as alterações genéticas, como translocações ou cromossomos extras, que ocorrem frequentemente na leucemia proporciona um discernimento de como essas células podem crescer fora de controle, e por que elas não se desenvolvem em células normais e maduras. Os pesquisadores estão agora tentando aprender como usar essas alterações para determinar as perspectivas de uma criança e se ela deve receber um tratamento mais ou menos intensivo.

Esse progresso já levou ao desenvolvimento de exames altamente sensíveis para o diagnóstico de leucemia em amostras de sangue ou de medula óssea. A reação em cadeia da polimerase, por exemplo, pode identificar um pequeno número de células leucêmicas baseado em suas alterações cromossômicas. Este exame é útil na determinação de como a leucemia pode ser completamente destruída pelo tratamento, e se uma recidiva ocorrerá se outro tratamento não é administrado.

  • Causas e prevenção

Entre as possíveis causas da leucemia em crianças os pesquisadores estão incluindo uma combinação de exposição genética e ambiental.

Nos últimos anos, vem se destacando a teoria de que algumas leucemias infantis podem ser causadas por uma combinação de determinadas alterações genéticas que ocorrem mesmo antes do nascimento, junto com a exposição a certos germes (particularmente vírus ). Essa infecção retardada (após o primeiro ano de vida ou mais) pode afetar o sistema imunológico de uma forma que leva a uma segunda alteração genética, que por sua vez pode levar à leucemia.

Isso explica porque alguns estudos mostram que o risco da leucemia infantil parece ser menor em crianças que frequentaram creches durante o primeiro ano de vida (aumentando sua exposição a infecções comuns precocemente).

Entretanto mais pesquisas são necessárias para confirmar essa teoria.

  • Protocolos clínicos

Várias questões já estão sendo estudadas em protocolos clínicos, incluindo:

  1. Por que algumas crianças com leucemia linfoide aguda (LLA) recidivam após o tratamento, e como isso pode ser evitado?
  2. Existem outros fatores prognóstico que ajudarão a identificar quais crianças precisam de um tratamento mais ou menos intenso?
  3. Na leucemia mieloide aguda (LMA) a resistência à quimioterapia pode ser revertida?
  4. Existem medicamentos ou melhores combinações para o tratamento dos diferentes tipos de leucemia em crianças?
  5. Quando exatamente um transplante de medula óssea deve ser realizado para tratar a leucemia?
  6. Qual a eficácia dos transplantes de medula óssea em crianças que não têm um irmão ou irmã com o mesmo tipo sanguíneo?
  7. Pode um segundo transplante de medula óssea ajudar crianças transplantadas que recidivaram após o primeiro transplante de medula óssea?
  8. Quais são as melhores abordagens de tratamento para crianças com formas menos comuns de leucemia, como a leucemia mielomonocítica juvenil (LMMJ) e a leucemia mieloide crônica (LMC)?
  • Imunoterapia

As imunoterapias são tratamentos que estimulam o sistema imunológico da criança para combater a leucemia. Alguns tipos de imunoterapia se mostraram promissores no tratamento da leucemia linfoide aguda, mesmo quando não está respondendo a outros tratamentos.

  • Tratamento com células T do receptor de antígeno quimérico (CAR T-cells)

Neste tratamento, células T são removidas do sangue da criança e geneticamente alteradas em laboratório para receptoras específicas, chamadas receptoras de antígenos quiméricos ou CARs. Estes receptores podem se ligar a proteínas na superfície das células leucêmicas. As células T são então multiplicadas em laboratório e devolvidas ao sangue da criança, agindo precisamente sobre as células leucêmicas.

Esta técnica mostrou resultados promissores nos estudos iniciais contra alguns casos avançados, difíceis de serem tratados de leucemia linfoide aguda. Em muitas crianças, a leucemia não foi mais diagnosticada após o tratamento, embora ainda não esteja claro se essas crianças foram curadas.

Os pesquisadores ainda estão melhorando a produção das células T e a melhor maneira de usá-las. Atualmente, o tratamento com CAR T-cells só está disponível em estudos clínicos.

  • Tratamento com anticorpos monoclonais

Os anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico do corpo para combater as infecções. Os anticorpos monoclonais são desenhados para atacar um alvo específico, como uma proteína na superfície das células leucêmicas.

Um exemplo é o blinatumomab, um tipo especial de anticorpo monoclonal que liga duas proteínas diferentes simultaneamente. Esse medicamento liga as células da leucemia e as células do sistema imunológico, o que provavelmente faz com que o sistema imunológico ataque as células da leucemia. Ele pode ser usado no tratamento de alguns tipos de leucemia linfoide aguda de células B.

  • Novas terapias-alvo

Novas terapias-alvo em uso no tratamento de adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) estão, atualmente, sendo testadas para uso em crianças como:

Inibidores de FLT3. Esses medicamentos atacam as células com um gene FLT3 mutado. Exemplos: midostaurina e gilteritinibe.

Inibidores de IDH. Esses medicamentos têm como alvo as células de leucemia que apresentam mutações no gene IDH1 ou IDH2. Exemplos: ivosidenib e enasidenib.

Inibidores de BCL-2. Esses medicamentos atacam a BCL-2, uma proteína que ajuda as células da leucemia a viverem mais. Exemplo: venetoclax.

Texto originalmente publicado no site da American Cancer Society, em 12/02/2019, livremente traduzido e adaptado pela Equipe do Instituto Oncoguia.

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