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Novidades no Tratamento do Rabdomiossarcoma

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/07/2013 - Data de atualização: 02/05/2017


Muitas pesquisas sobre rabdomiossarcoma estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos:

  • Melhor Classificação dos Rabdomiossarcomas

Novas técnicas moleculares podem ajudar a melhor categorizar o rabdomiossarcoma e prever quais pacientes respondem melhor a determinados tratamentos. Por exemplo, em vez de olhar apenas as células cancerígenas sob um microscópio, os pesquisadores começaram a realizar testes genéticos especiais para classificar o rabdomiossarcoma.

Em cerca de 25% dos tipos de câncer que seriam classificados como rabdomiossarcoma alveolar foram detectados a ausência de um gene típico (gene de fusão PAX/FOXO1) visto no rabdomiossarcoma embrionário. Alguns estudos iniciais mostraram que estes cânceres parecem atuar mais como rabdomiossarcoma embrionário do que rabdomiossarcoma alveolar. O rabdomiossarcoma embrionário geralmente requer tratamento menos intensivo do que os rabdomiossarcomas alveolares. Se esta conclusão for confirmada em outros estudos, poderá permitir que os médicos realizem tratamentos menos agressivos nesse tipo de câncer com melhores resultados.

  • Melhorias nos Tratamentos Padrões

Atualmente, um dos principais objetivos das pesquisas é tratar todos os pacientes de forma mais eficaz, reduzindo a exposição a tratamentos intensivos e a seus efeitos colaterais, tanto quanto possível. Por exemplo, os pesquisadores estão avaliando se as crianças com baixo risco de recidiva podem ser tratadas com sucesso sem a utilização de tratamentos potencialmente prejudiciais, como radioterapia e quimioterapia com ciclofosfamida.

Como o organismo das crianças é muito sensível à radiação, os pesquisadores estão buscando novas formas de limitar as doses, tanto quanto possível. As novas técnicas de radioterapia permitem a irradiação de um determinado volume alvo de forma mais precisa, limitando a dose que atinge os tecidos normais do corpo. Por exemplo, na radioterapia estereotáxica, o equipamento permite a administração da dose no volume tumoral a partir de diferentes ângulos.

A terapia de feixes de prótons utiliza uma abordagem semelhante à radioterapia convencional, só que em vez de raios X são utilizados feixes de prótons. Ao contrário dos raios X que liberam energia durante seu trajeto, os prótons causam pouco dano aos tecidos que atravessam, liberando sua energia no órgão alvo. Os pesquisadores podem usar essa propriedade para limitar a radiação que atinge os tecidos normais do corpo. Esta nova abordagem é promissora, mas ainda não está claro se é melhor do que outras formas mais recentes de radioterapia.

Os pesquisadores estão estudando a adição de novos quimioterápicos, como irinotecano e temozolomida, para os esquemas de quimioterapia convencionais em pacientes com maior risco de recidiva.

Para esses pacientes, os pesquisadores estão procurando maximizar o tratamento inicial com medicações como ciclofosfamida e ifosfamida, administrando a medicação com mais frequência, um conceito denominado de compressão de intervalo.

  • Novas Abordagens no Tratamento

Medicamentos que tem como alvo partes específicas das células cancerígenas estão sendo estudados para uso em rabdomiossarcomas. Alguns destes medicamentos já estão sendo usados para tratar certos tipos de câncer em adultos. Exemplos de novas terapias alvo em estudo para uso contra o rabdomiossarcoma incluem:

  • Inibidores do receptor IGF-1, como cixutumumab (IMC-1A2).
  • Medicamentos que afetam a capacidade de um tumor produzir novos vasos sanguíneos, como o bevacizumab e o sorafenibe.
  • Medicamentos que tem como alvo a proteína mTOR, como temsirolimus e everolimus.
  • Medicamentos que tem como alvo a proteína ALK, como crizotinibe.
  • Medicamentos que tem como alvo a via hedgehog da célula como o LDE225
  • Dasatinibe.

Os pesquisadores também estão avaliando outras novas formas de tratar o rabdomiossarcoma. Por exemplo, alguns pesquisadores estão expondo as células dendríticas do sistema imunológico à proteína PAX/FOXO1 anormal, que é encontrada nas células do rabdomiossarcoma. A esperança é que essas células dendríticas, façam como que o próprio sistema imunológico ataque essas células, independente do local no corpo que elas estejam.

Eventualmente, uma combinação destas abordagens pode provar ser a melhor maneira de tratar esta doença.

Fonte: American Cancer Society (21/11/2014)

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