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Novidades no Tratamento do Câncer de Fígado

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/10/2015 - Data de atualização: 16/04/2019


Muitas pesquisas sobre câncer de fígado estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos. Confira alguns deles:

  • Prevenção

Alguns cientistas acreditam que o uso de vacinas e melhores tratamentos para a hepatite podem prevenir cerca da metade dos casos de câncer de fígado. Pesquisadores estão estudando formas de prevenir ou tratar infecções por vírus da hepatite antes de se tornarem malignas. Estudos para o desenvolvimento de uma vacina para prevenir a hepatite C estão em desenvolvimento. Progressos similares estão sendo feitos no tratamento da hepatite crônica.

  • Rastreamento

Vários tipos exames de sangue estão sendo estudados para diagnóstico do câncer de fígado precocemente utilizando AFP e ultrassom. Um exame promissor é o DKK1.

  • Cirurgia

Novas técnicas cirúrgicas estão em desenvolvimento para tornar a hepatectomia parcial e os transplantes de fígado mais seguros e eficazes.

Adicionando outros tratamentos à cirurgia. Outra área ativa de pesquisa é a das terapias adjuvantes, tratamentos administrados após a cirurgia para reduzir as chances de recidiva. A maioria dos estudos usando quimioterápicos ou quimioembolização após a cirurgia não aumentou a sobrevida dos pacientes. Mas, as pesquisas com novos medicamentos, como terapia-alvo, podem se mostrar mais eficazes. Alguns resultados promissores também foram observados com a radioembolização, mas ainda são necessários mais estudos. Também estão sendo estudadas novas maneiras de reduzir o tumor antes da cirurgia. Os estudos estão voltados para diferentes tipos de terapia neoadjuvante (administrada antes da cirurgia), incluindo terapia-alvo, quimioterapia, ablação, embolização e radioterapia. Os primeiros resultados são promissores, mas ainda são necessários mais estudos clínicos.

Laparoscopia. Na cirurgia laparoscópica, várias incisões pequenas são feitas no abdome para inserção de instrumentos cirúrgicos para visualizar e retirar a parte do fígado que contém o tumor. A recuperação desse tipo de cirurgia é mais rápida. Atualmente, a cirurgia laparoscópica ainda é considerada experimental para o câncer de fígado. Essa técnica está em estudo principalmente em pacientes com tumores pequenos, que podem ser facilmente alcançados com o auxílio do laparoscópio.

Risco de recidiva após a cirurgia. Após a hepatectomia parcial, uma das maiores preocupações é a recidiva. Saber quais pacientes têm maior probabilidade de recidivarem após a cirurgia, pode ajudar os médicos a definirem quem precisará de tratamentos adicionais para reduzir este risco. Os pesquisadores estão estudando uma maneira de prever isso, examinando as células da amostra cirúrgica por meio do perfil genético. Esses estudos são promissores, mas precisarão ser confirmados em outros estudos antes de serem amplamente utilizados.

  • Transplante de fígado

Apenas uma pequena porcentagem de pacientes com câncer de fígado podem ser candidatos ao transplante de fígado, em função dos critérios rigorosos, baseados principalmente no tamanho e na quantidade de tumores. Alguns médicos estão reavaliando formas para expandir esses critérios, de modo que pacientes com outros problemas de saúde, e tumores grandes possam ser elegíveis.

  • Radioterapia

O principal problema do uso da radioterapia no tratamento do câncer de fígado é que também danifica o tecido saudável. Atualmente, os pesquisadores estão estudando outras maneiras de irradiar o tumor, de modo a poupar o tecido sadio do fígado. Uma abordagem, em estudo, é a braquiterapia, onde cateteres são colocados no tumor e, em seguida sementes radioativas são inseridas nesses cateteres por um curto período de tempo. Após o tratamento, os cateteres e o material radioativo são removidos. Isso permite que a radiação seja direcionada diretamente ao tumor, com menos danos ao fígado normal.

  • Terapia-alvo

Novos medicamentos, que visam partes específicas das células cancerígenas, e que agem de forma diferente dos medicamentos quimioterápicos padrão, estão sendo desenvolvidos.

Os vasos sanguíneos do tumor são o alvo dos novos medicamentos. O sorafenib, já é utilizado para tumores de fígado que não podem ser removidos cirurgicamente, por bloquear o crescimento de novos vasos sanguíneos. Este medicamento está sendo estudado para uso no início do tratamento, após a cirurgia ou quimioembolização transarterial. Também se encontra em estudo sua combinação com a quimioterapia para potencializar o tratamento.

O regorafenib é outro medicamento alvo que tem mostrado resultados promissores no tratamento do câncer de fígado que não responde mais ao sorafenibe.

O cabozantinibe é outra terapia-alvo que reduz o crescimento do tumor e interrompe o crescimento de novos vasos sanguíneos.

  • Quimioterapia

Novas formas de quimioterapia combinadas com outros tratamentos estão sendo testadas em ensaios clínicos. Uma pequena porcentagem de tumores responde à quimioterapia, embora ainda não tenha mostrado que aumente a sobrevida dos pacientes.

Medicamentos quimioterápicos, como oxaliplatina, capecitabina, gemcitabina e docetaxel, estão sendo testados contra o câncer de fígado em ensaios clínicos. A oxaliplatina mostrou resultados preliminares promissores nos estudos iniciais, quando administrado em combinação com a doxorrubicina e também quando administrado com a gemcitabina e o cetuximab.

  • Vírus terapia

Uma nova abordagem para o tratamento é a utilização de um vírus conhecido como JX-594. O mesmo vírus utilizado para a vacina da varíola, mas alterado em laboratório de modo a agir apenas nas células cancerígenas. Os primeiros resultados contra o câncer de fígado avançado são promissores, mesmo em pacientes que já realizaram outros tratamentos.

Fonte: American Cancer Society (27/04/2017)

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