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Novidades no Tratamento do Câncer de Boca e Orofaringe

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/04/2015 - Data de atualização: 23/01/2020


Muitas pesquisas sobre o câncer de boca e orofaringe estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro. Anualmente, os pesquisadores promovem grandes avanços sobre o que causa a doença, como evita-la e como trata-la de forma eficaz. Entretanto, a maioria dos pesquisadores concorda que o tratamento em um estudo clínico deve ser considerado para qualquer tipo ou estágio de câncer nas áreas de cabeça e pescoço. Dessa forma, os novos e promissores tratamentos discutidos aqui estão disponíveis apenas em estudos clínicos.

  • Alterações no DNA

Uma grande parte das pesquisas em andamento é para determinar que alterações no DNA tornam as células da boca e orofaringe cancerígenas.

Uma das alterações frequentemente encontrada no DNA das células cancerígenas da boca e orofaringe é uma mutação do gene p53. Alterações no gene p53 podem conduzir a um maior crescimento de células anormais e formação de tumores. Esses testes podem também ser utilizados para definir as margens cirúrgicas e determinar quais os tumores são mais propensos a responder à cirurgia ou radioterapia.

O uso da terapia gênica p53 como tratamento para esses cânceres também está sendo estudado em estudos clínicos de fase inicial.

Estudos sobre como as alterações no DNA das células da boca e orofaringe fazem com que essas células se tornem cancerígenas também estão sendo aplicadas a tratamentos experimentais destinados a reverter essas alterações. Outro tipo de terapia gênica estimula o sistema imunológico encontrar e destruir as células cancerígenas. Essas formas de tratamento ainda está em fase inicial de estudo, portanto levará alguns anos até que se possa saber se alguma delas seja eficaz.

  • Prevenção

Alguns estudos estão avaliando medicamentos que possam prevenir o câncer de boca e orofaringe em pacientes de alto risco, como aqueles com doenças pré-cancerígenas ou histórico da doença. O erlotinibe, receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), está sendo testado. A metformina, medicamento já usado no tratamento da diabetes, também está em estudo. Esse medicamento pode impedir que alterações pré-cancerígenas se transformem em câncer.

Outros tipos de medicamentos estão sendo testados para prevenir esses cânceres. Algumas pesquisas iniciais mostraram que determinados extratos de framboesas podem prevenir esses tipos de cânceres. Entretanto, todos esses medicamentos e compostos ainda precisam de mais estudos.

  • Tratamento

O câncer de boca e orofaringe que está relacionado ao HPV tende a ter um resultado melhor do que aquele que é negativo para o HPV (HPV-). Os ensaios clínicos estão começando a analisar separadamente os cânceres HPV+ e HPV-. Por exemplo, estão sendo realizados para verificar se os tumores HPV+ podem ser tratados com menos quimioterapia e radioterapia sem reduzir a sobrevida. Os pesquisadores também estão avaliando os tratamentos voltados para infecções por HPV ou que tem como alvo as células cancerígenas infectadas pelo HPV. Os estudos também estão buscando melhores formas para tratar os cânceres HPV, bem como as melhores maneiras de usar os tratamentos existentes.

Muitas pesquisas estão focadas em melhorar os resultados da quimioterapia para pacientes com esses tipos de câncer. Isso inclui descobrir quais combinações de medicamentos respondem melhor e determinar a melhor formas de combina-los, junto com outras formas de tratamento. Os pesquisadores também estão desenvolvendo novos medicamentos quimioterápicos que sejam eficazes para a doença avançada. Também estão analisando se os medicamentos aprovados para tratar outros tipos de câncer podem responder no câncer de boca e orofaringe.

Os pesquisadores também estão procurando novas maneiras de concentrar a radioterapia nos tumores, limitando os efeitos colaterais nas áreas adjacentes. Isso é especialmente importante para os tumores de cabeça e pescoço, como de boca e orofaringe, onde existem muitas estruturas importantes próximas ao tumor.

Protocolos clínicos estão estudando terapias alvo que bloqueiam a ação de substâncias, como fatores de crescimento e receptores de fatores de crescimento, que fazem o câncer de boca e orofaringe crescer e se disseminar. Medicamentos que têm como alvo o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) podem ajudar a tratar esta neoplasia, por exemplo, o erlotinibe mostrou resultados promissores nos estudos clínicos iniciais. Medicamentos que bloqueiam o crescimento dos vasos sanguíneos, que os tumores necessitam para sobreviver, como bevacizumabe, estão em fase de estudo contra o câncer de boca e orofaringe.

A terapia fotodinâmica envolve o uso de um medicamento que as células cancerígenas absorvem. O medicamento é exposto a uma luz especial que destrói as células cancerígenas. Esse tratamento é utilizado desde a década de 1980, mas houve um interesse renovado em pesquisas sobre como ele pode ser usado no tratamento do câncer de boca e orofaringe. Essa terapia é menos agressiva que a cirurgia e, como existem muitas estruturas importantes próximas a esses tumores, pode ser útil para lesões em estágio inicial e para as que recidivam após o tratamento.

Fonte: American Cancer Society (09/03/2018)

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