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Novidades no Tratamento do Câncer de Boca e Orofaringe

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/04/2015 - Data de atualização: 07/12/2017


Muitas pesquisas sobre câncer de boca e orofaringe estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos:

  • Alterações no DNA

Uma grande parte das pesquisas em andamento é para determinar que alterações no DNA tornam as células da boca e orofaringe cancerígenas.

Uma das alterações frequentemente encontrada no DNA das células do câncer de boca e orofaringe é uma mutação do gene p53. Alterações no gene p53 podem conduzir a um maior crescimento de células anormais e formação de tumores. Estes testes podem também ser utilizados para definir as margens cirúrgicas e determinar quais os tumores são mais propensos a responder à cirurgia ou radioterapia.

Outra alteração do DNA encontrada em algumas células cancerígenas é a presença do vírus do papiloma humano (HPV). Algumas partes do DNA do HPV instruem as células a produzirem proteínas que inativam a proteína p53, o que permite que as células cancerígenas cresçam e se dividam. Os estudos estão procurando como os testes de detecção do DNA do HPV podem ajudar no diagnóstico desses cânceres.

Além disso, a maioria dos estudos sugere que os cânceres de boca e orofaringe ligados ao HPV tendem a ter um resultado melhor do que aqueles sem HPV. Mais estudos estão sendo realizados para ver se essa ligação com o HPV pode ser tratada de forma menos agressiva sem reduzir a sobrevida.

  • Quimioprevenção

Os médicos estão procurando medicamentos para ajudar a evitar esses tipos de câncer, particularmente em pessoas com risco aumentado, como aqueles com leucoplasia ou eritroplasia.

Até o momento, estudos com isotretinoína e outras drogas relacionadas à vitamina A não encontraram nenhum benefício a longo prazo para ajudar esses pacientes a evitarem a doença ou aumentar a sobrevida.

Vários outros tipos de drogas estão sendo testadas para ajudar a prevenir esses tipos de câncer. Antiinflamatórios não esteroides, como celecoxib e sulindac estão sendo testados como drogas quimiopreventivas. O erlotinibe, um medicamento que bloqueia o receptor do fator de crescimento epidérmico, também está sendo testada para a quimioprevenção do câncer de cabeça e pescoço. Outro composto promissor é o inibidor Bowman-Birk, uma proteína derivada da soja.

No entanto, para todas essas drogas e compostos são recomendados mais estudos antes de serem utilizados.

  • Vírus do Papiloma Humano (HPV)

Como os cânceres relacionados ao vírus HPV parecem se comportar de forma diferente de outros tipos de câncer da boca e orofaringe, eles estão sendo estudados separadamente em alguns estudos clínicos.

  • Cirurgia

Os médicos continuam melhorando as técnicas cirúrgicas para tentar limitar a quantidade de tecido normal removido junto com o tumor. Isso pode ajudar a limitar os efeitos colaterais após o tratamento.

Mapeamento do Linfonodo Sentinela e Biópsia. Em muitos cânceres de boca, os gânglios linfáticos próximos são rotineiramente removidos durante a cirurgia. A biópsia do linfonodo sentinela pode ajudar o médico a determinar se o câncer se disseminou, evitando o procedimento, se o câncer não se espalhou. O mapeamento do linfonodo sentinela auxilia o médico a identificar a doença nos gânglios linfáticos. Neste procedimento um corante azul contendo um marcador radioativo é injetado no tumor e drena para os gânglios linfáticos. Em seguida, durante a cirurgia, os linfonodos que contêm o corante azul e a radiação são identificados e removidos. Estes são os linfonodos com maior probabilidade de conter a doença disseminada. Se estes gânglios linfáticos não contêm o câncer, não precisam ser removidos.

A maioria dos médicos ainda considera este procedimento experimental para o câncer da boca e orofaringe. Portanto, são necessários mais estudos para saber se esta técnica pode substituir a linfedectomia de rotina.

  • Quimioterapia

Uma grande parte da pesquisa está concentrada em melhorar os resultados da quimioterapia. Isto inclui encontrar o melhor momento para administrar estas drogas, descobrir quais combinações de medicamentos funcionam melhor, e determinar a melhor forma de combinar essas drogas com outras formas de tratamento.

Os pesquisadores também continuam desenvolvendo novas drogas quimioterápicas que possam ser mais eficazes.

Numa nova abordagem para o tratamento do câncer de cabeça e pescoço, o médico injeta o medicamento diretamente no tumor (quimioterapia intralesional). O sucesso desta abordagem foi limitada no passado porque a droga se espalhava para os tecidos próximos ao tumor e para o resto do corpo muito rapidamente. Entretanto, novos avanços na preparação da solução do medicamento, que faz com a droga permaneça no tumor (como uma suspensão em gel) têm renovado o interesse por este tratamento.

  • Radioterapia

Os médicos também estão procurando novas maneiras de concentrar mais precisamente a radioterapia nos tumores, limitando os efeitos colaterais nas áreas adjacentes. Isto é especialmente importante para os tumores de cabeça e pescoço, como de boca e orofaringe, onde existem muitas estruturas importantes próximas ao tumor. Com o avanço da tecnologia computacional e das novas técnicas de radiação, os médicos agora são capazes de planejar e administrar a radioterapia com mais precisão.

Radioterapia Estereotáxica ou Radiocirurgia. Este tipo de tratamento proporciona uma grande dose de radiação de forma precisa na área do tumor em uma única sessão (radiocirurgia) ou em poucas sessões (radioterapia). Este tratamento é utilizado principalmente em alguns tumores cerebrais e da medula espinhal, mas alguns médicos estão usando também para tratar recidiva do câncer de orofaringe.

Terapia com Feixe de Prótons. Esta abordagem utiliza um feixe de prótons em vez de Raios X para destruir as células cancerígenas. Ao contrário dos Raios X, que liberam energia antes e depois de atingirem seu alvo, os prótons causam poucos danos aos tecidos que atravessam, liberando sua energia após uma determinada profundidade no tecido, ou seja, no volume alvo. Os médicos podem usar essa propriedade para liberar mais dose de radiação ao tumor com menos danos para os tecidos adjacentes normais. A maioria dos médicos ainda considera seu uso experimental para o tratamento do câncer de boca e orofaringe.

  • Terapia Alvo

Pesquisas clínicas estão estudando várias terapias alvo que bloqueiam a ação de substâncias, como fatores de crescimento e receptores de fator de crescimento, que fazem o câncer de boca e orofaringe crescer e se disseminar.

Vários medicamentos que têm como alvo o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) pode ajudar a tratar o câncer de boca e orofaringe, como o cetuximab. Atualmente, outros medicamentos em fase de estudo, incluindo: erlotinibe, panitumumabe e lapatinibe.

Medicamentos que bloqueiam o crescimento dos vasos sanguíneos, que os tumores necessitam para sobreviver, como bevacizumabe e sunitinibe, estão em fase de estudo contra o câncer de boca e orofaringe.

  • Vacinas

A maioria das pessoas pensa em vacinas, como forma de prevenir doenças infecciosas como a poliomielite ou o sarampo. As vacinas contra o vírus do papiloma humano (HPV) já estão em uso na prevenção do câncer de colo do útero. Elas podem ter o benefício adicional de prevenir alguns tipos de câncer de boca, embora não ajudem a tratar a doença.

No entanto, algumas vacinas estão sendo estudadas para tratar as pessoas com câncer, ajudando o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas. Muitas destas vacinas envolvem células dendríticas (células do sistema imunológico), que são removidas do sangue do paciente e expostas em laboratório a mecanismos e substâncias especiais que faz com que ataquem as células tumorais. Após, as células dendríticas são injetadas no paciente, para induzir outras células do sistema imunológico a atacar a doença.

  • Terapia Gênica

Novas descobertas sobre como as alterações no DNA das células da boca e orofaringe se tornam cancerígenas estão sendo aplicadas aos tratamentos experimentais destinados a inverter estas alterações. As terapias génicas que interferem com o efeito de crescimento estimulado de certos HPV estão em desenvolvimento. Outro tipo de terapia genética acrescenta novos genes às células cancerígenas para torná-las mais suscetíveis a certas drogas. Essas formas de tratamento ainda estão em estágios iniciais de estudo.

Fonte: American Cancer Society (08/08/2016)

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