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Novidades no Tratamento do Câncer de Tireoide

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/04/2015 - Data de atualização: 18/09/2017


Pesquisas sobre câncer de tireoide estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos:

  • Alterações Genéticas

A descoberta das causas genéticas do câncer de tireoide medular hereditário torna possível identificar quais os membros de uma família são portadores do gene mutado RET. Essa identificação leva à eventual remoção da tireoide dessas pessoas para prevenir a doença.

Os pesquisadores estão otimistas com o progresso na compreensão dos genes anormais que causam o câncer de tireoide não hereditário, o que poderá levar a melhores tratamentos.

  • Cirurgia

A cirurgia é um tratamento eficaz para a maioria dos tipos de câncer de tireoide, e geralmente pode ser realizada sem provocar grandes efeitos colaterais.

Alguns pacientes que fizeram a tireoidectomia se sentem incomodados com a cicatriz no pescoço. Novas abordagens para essa cirurgia visam melhorar a questão estética. Por exemplo, na cirurgia endoscópica, o cirurgião realiza o procedimento inserindo instrumentos, longos e finos, através de pequenas incisões no pescoço, evitando assim uma incisão maior.

Numa abordagem ainda mais recente, o cirurgião realiza o procedimento a partir de um painel de controle, onde manobra braços robóticos e a incisão é feita sob o braço, não havendo nenhuma cicatriz no pescoço. No momento, essas abordagens são mais propensas de serem utilizadas para outros fins, mas alguns pesquisadores estão estudando seu uso também para o câncer de tireoide.

  • Iodoterapia

Os pesquisadores estão estudando a melhor maneira de identificar quais os tipos de câncer de tireoide  têm maior probabilidade de recidivar após a cirurgia. Estudos recentes mostraram que pacientes com níveis muito baixos de tiroglobulina 3 meses após a cirurgia têm um risco muito baixo de recidiva mesmo sem fazer a iodoterapia. Entretanto, mais pesquisas nesta área ainda são necessárias.

Os pesquisadores também estão buscando outras maneiras de tornar a iodoterapia eficaz contra mais tipos de câncer de tireoide. Por exemplo, em alguns tipos de câncer de tireoide, cujas células têm alterações no gene BRAF, o que pode torná-los menos susceptíveis a responderem à iodoterapia. Os pesquisadores estão avaliando se os novos medicamentos que têm como alvo BRAF podem ser utilizados para tornar as células cancerosas da tireoide propensas a absorver o iodo radioativo. Estes tipos de medicamentos podem ser úteis para pacientes com doença avançada que não está mais respondendo à iodoterapia.

  • Quimioterapia

Alguns estudos, ainda em desenvolvimento, estão testando a eficácia de medicamentos quimioterápicos, como paclitaxel e outros fármacos, bem como a quimioterapia combinada com a radioterapia no tratamento do câncer de tireoide anaplásico.

  • Terapia Alvo

Em geral, os cânceres de tireoide não respondem bem à quimioterapia. Mas, dados interessantes estão surgindo sobre algumas terapias alvo recentes. Ao contrário dos medicamentos quimioterápicos padrão, que agem sobre as células em desenvolvimento, incluindo as células cancerígenas, a terapia alvo ataca alvos específicos nas células cancerígenas. Esses medicamentos podem funcionar em alguns casos, quando os medicamentos quimioterápicos convencionais não respondem, e muitas vezes com efeitos colaterais diferentes e menos severos.

Inibidores da Tirosina Quinase. A classe de medicamentos conhecidos como inibidores da tirosina quinase podem ajudar a tratar as células cancerígenas da tireoide com mutações em determinados genes, como BRAF e RET/PTC. Muitos destes medicamentos também afetam o crescimento dos vasos sanguíneos do tumor.

Em muitos casos de câncer de tireoide papilífero, as células apresentam alterações no gene BRAF, que as ajuda a crescer. Os medicamentos que tem como alvo as células com alterações no gene BRAF, como vemurafenib, dabrafenib e selumetinib, estão com estudos em andamento em pacientes com câncer de tireoide com mutação nesse gene.

Em um estudo, a administração de selumetinib aos pacientes com câncer de tireoide que não responderam a iodoterapia potencializou os tumores de alguns pacientes a responderem a um novo tratamento com iodoterapia. Essa conduta, ajudou os pacientes não apenas com mutações BRAF, mas, também, com mutações no gene NRAS.

Os inibidores da tirosina quinase que se mostraram promissores em ensaios clínicos incluem o sorafenibe, sunitinibe, pazopanibe, motesanibe e axitinibe.

Os medicamentos sunitinibe, sorafenibe e pazopanibe já estão aprovados para o tratamento de outros tipos de câncer e podem ser úteis contra o câncer de tireoide medular e câncer de tireoide diferenciado se outros tratamentos não estiverem mais respondendo.

Medicamentos Antiangiogênese. Quando os tumores crescem, precisam de um suprimento maior de sangue para obter os nutrientes suficientes. Para isso, eles produzem novos vasos sanguíneos num processo denominado angiogênese. Os medicamentos antiangiogênese agem sobre estes novos vasos sanguíneos. Alguns dos inibidores da tirosina quinase, como axitinibe, motesanibe, sunitinibe e sorafenibe têm propriedades antiangiogênicas.

Outros medicamentos antiangiogênese em estudo para uso contra o câncer de tireoide incluem bevacizumab e lenalidomida.

Outros Medicamentos Alvo. Um estudo recente mostrou que a combinação do medicamento quimioterápico paclitaxel com a terapia alvo efatutazone poderia ser útil em pacientes com câncer de tireoide anaplásico. O efatutazone tem como alvo um receptor denominado PPAR-gama.

  • Observação

A chance de ser diagnosticado com câncer de tireoide aumentou rapidamente nos últimos anos. Grande parte desse aumento parece ser resultado do aumento do uso do ultrassom de tireoide, que permite o diagnóstico de pequenos nódulos tireoidianos, que no passado muitas vezes passavam despercebidos.

Novos estudos clínicos sugerem que alguns destes pequenos cânceres de tireoide diagnosticados recentemente, conhecidos como câncer de tireoide micro papilar, nem sempre precisam ser tratados de imediato, podendo apenas ser acompanhados clinicamente com segurança. No momento, alguns estudos clínicos em andamento estão avaliando a confirmação dos resultados desses estudos.

Fonte: American Cancer Society (15/04/2016)

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