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Câncer de Pele Basocelular e Espinocelular


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Novidades no Tratamento do Câncer de Pele Basocelular e Espinocelular

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/09/2015 - Data de atualização: 07/09/2015


Muitas pesquisas sobre câncer de pele basocelular e espinocelular estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção e tratamentos:

  • Educação

A maioria dos casos de câncer de pele pode ser evitada. A melhor maneira de reduzir o número de casos da doença, a dor e a perda de vidas é educar a população sobre fatores de risco, prevenção e detecção. É importante que os profissionais de saúde e ex-pacientes lembrem a todos sobre os perigos do excesso de exposição aos raios ultravioleta, provenientes do sol e de fontes artificiais, e sobre como pode ser fácil se proteger contra o excesso à radiação ultravioleta.

Os cânceres de pele podem muitas vezes serem diagnosticados precocemente, quando são mais prováveis de serem curados. O autoexame mensal da pele e a conscientização sobre os sinais de alerta do câncer de pele podem ser úteis para o diagnóstico num estágio inicial quando a cura ainda é possível.

  • Prevenção do Câncer de Pele Genital

O carcinoma basocelular que se inicia na região genital é responsável por quase metade das mortes por câncer de queratinócitos. Muitos destes cânceres podem estar relacionados com a infecção com certos tipos de vírus, como o papiloma humano (HPV). Limitar o número de parceiros sexuais e o uso de práticas de sexo seguro pode ajudar a diminuir o risco dessa doença.

Recentemente, foram desenvolvidas vacinas para ajudar a proteger contra a infecção por alguns tipos de HPV. A principal intenção dessas vacinas é reduzir o risco de câncer de colo de útero, mas também podem diminuir o risco de outros tipos de câncer relacionados com o HPV, incluindo os tumores espinocelulares.

  • Quimioprevenção

Uma área de pesquisa ativa é a da quimioprevenção, que consiste no uso de drogas para reduzir o risco de câncer. É provável, que a quimioprevenção seja mais útil para pessoas com alto risco de câncer de pele, como aquelas com certas condições genéticas, histórico de câncer de pele e aquelas que receberam transplantes de órgãos.

As drogas mais amplamente estudadas até agora são os retinoides,  que estão relacionados à vitamina A. Eles têm se mostrado promissores na redução do risco de câncer de células escamosas, mas podem ter efeitos colaterais, incluindo o potencial de causar defeitos congênitos. Por esta razão, neste momento, não são amplamente utilizados. Outros estudos com retinoides estão em andamento.

Outros compostos estão sendo analisados ​​para reduzir o risco dos cânceres basocelulares em pessoas com alto risco. Os medicamentos chamados inibidores da via de Hedgehog, que restauram a atividade do gene PTCH danificado, podem ajudar algumas pessoas com síndrome do nevo basal. O medicamento vismodegib, administrado via oral diariamente, reduziu significativamente o número de novos casos de cânceres basocelulares e diminuiu os tumores existentes em pessoas com essa síndrome. O medicamento tem alguns efeitos colaterais, como perda do paladar e cãibras musculares. Mais pesquisas sobre essas drogas e similares estão em andamento.

  • Tratamentos Locais

Os tratamentos locais atuais são bem sucedidos para a grande maioria dos cânceres de pele basocelular e espinocelular. Ainda assim, alguns cânceres pequenos podem ser difíceis de tratar, se estiverem localizados em áreas de difícil acesso. Novas formas de tratamento não cirúrgicas, como o creme imiquimod, terapia fotodinâmica, modificadores da resposta imunológica e cirurgia a laser podem ajudar a reduzir cicatrizes e outros possíveis efeitos colaterais do tratamento. Estudos estão em andamento para determinar a melhor maneira de usar esses tratamentos, e tentar melhorar a sua eficácia.

  • Tratamento da Doença Avançada

A maioria dos cânceres de pele é diagnosticada e tratada em estágio avançado, e alguns podem se disseminar para outros órgãos. Estes tumores são muitas vezes difíceis de serem tratados com as terapias atuais, como radioterapia e quimioterapia.

Vários estudos estão testando novas drogas alvo para o câncer de pele espinocelular avançado. As células cancerosas muitas vezes têm em sua superfície a proteína EGFR, que pode ajudá-las a crescer. As drogas que têm como alvo esta proteína, como erlotinib, gefitinib e cetuximab, estão em fase de testes em estudos clínicos. Outro medicamento que têm como alvo proteínas diferentes nas células, conhecido como dasatinib, também está sendo estudado.

É muito raro os cânceres basocelulares alcançarem um estágio avançado, mas quando o fazem, esses cânceres podem ser difíceis de tratar. O câncer de células basais possui alterações em genes envolvidos em uma via de célula chamada Hedgehog. A via Hedgehog é importante em muitas células e é crucial para o desenvolvimento do embrião e do feto. A terapia alvo vismodegib atinge este caminho.

Fonte: American Cancer Society (24/07/2015)

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