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Novidades no Tratamento do Câncer de Pulmão de Pequenas Células

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/09/2014 - Data de atualização: 28/12/2016


Muitas pesquisas sobre câncer de pulmão de pequenas células estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos:

  • Prevenção

Tabagismo. A prevenção oferece a maior oportunidade para combater o câncer de pulmão. Apesar que décadas se passaram desde que a ligação entre o tabagismo e o câncer de pulmão se mostrou evidente, o tabagismo ainda é responsável pela maioria das mortes por câncer de pulmão. As pesquisas continuam buscando:
  1. Formas de ajudar as pessoas a parar de fumar e ficar sem fumar por meio de aconselhamento, de reposição de nicotina e outros medicamentos.
  2. Maneiras de convencer os jovens a nunca começarem a fumar.
  3. Diferenças herdadas nos genes que podem tornar algumas pessoas mais propensas ao câncer de pulmão se fumam ou estão expostas a fumaça passiva.

Causas Ambientais. Os pesquisadores também continuam investigando outras causas do câncer de pulmão, como a exposição ao radônio e escape dos motores diesel. Encontrar novas formas de limitar estas exposições pode salvar muito mais vidas.

Dieta, Nutrição e Medicamentos. Os pesquisadores estão investigando maneiras de usar vitaminas ou medicamentos para prevenir o câncer de pulmão em pessoas com alto risco, mas até agora não foi confirmada a forma de reduzir o risco de forma conclusiva. Alguns estudos sugerem que uma dieta rica em frutas e legumes pode oferecer alguma proteção, mas ainda são necessárias mais investigações para confirmar isso. Embora qualquer efeito protetor das frutas e legumes no risco de câncer de pulmão é provável que seja muito menor do que o aumento do risco ao fumar.

Detecção Precoce. Como mencionado no tópico rastreamento por imagem do câncer de pulmão, esse estudo descobriu que os exames de tomografia computadorizada em espiral em pessoas com alto risco de câncer de pulmão reduz o risco de morte pela doença, quando comparados com radiografias de tórax. Esta descoberta levou ao desenvolvimento de diretrizes de rastreamento para câncer de pulmão. Uma abordagem recente é o uso de uma maior sensibilidade nos testes para detectar células cancerígenas em amostras de escarro. Pesquisadores descobriram recentemente várias alterações que, muitas vezes, afetam o DNA das células cancerígenas do pulmão. Com isso, os estudos atuais estão focados no desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico para o reconhecimento destas mudanças no DNA, e com isso obter-se um diagnóstico do câncer de pulmão num estágio inicial.

  • Diagnóstico

Broncoscopia Fluorescente. É uma técnica que pode ajudar os médicos a diagnosticar alguns tipos de câncer de pulmão de pequenas células em estágio inicial. Nesta técnica, o médico utiliza um broncoscópio com uma luz fluorescente na extremidade, ao invés da luz branca (normal). Isso permite diferenciar as áreas anormais nas vias aéreas das áreas saudáveis. Dessa forma, é possível o diagnóstico do câncer de pulmão em estágio inicial.

Broncoscopia Virtual. Este exame utiliza a tomografia computadorizada para criar imagens tridimensionais detalhadas das vias aéreas dos pulmões, de modo que o médico possa visualizá-las como se estivesse realmente usando um broncoscópio. A broncoscopia virtual tem algumas vantagens em relação à broncoscopia convencional. É um método não invasivo, não requer anestesia, além de possibilitar a visualização nas vias respiratórias de locais que quando obstruídas por um tumor não podiam ser visualizadas pela broncoscopia convencional. Mas, essa técnica também tem alguns inconvenientes, por exemplo, não produz alterações de cor para diferenciar áreas com problemas, e também não permite que o médico colete amostras em áreas suspeitas, como a broncoscopia convencional. Ainda assim, pode ser uma ferramenta útil em algumas situações, principalmente para pacientes que não tem condições físicas de realizar a broncoscopia convencional.

  • Tratamento

Imagem do Tumor em Tempo Real. Os pesquisadores estão avaliando novas técnicas de imagem, como a tomografia computadorizada de quatro dimensões, para melhorar o tratamento. Nesta técnica, o tomógrafo faz imagens contínuas do tórax durante cerca de 30 segundos, o que permite a visualização do tumor em relação a outras estruturas, levando em conta o movimento de respiração do paciente, ao invés de apenas fazer imagens instantâneas de um ponto no tempo, como o tomógrafo convencional. A tomografia em quatro dimensões pode ser utilizada para determinar exatamente a localização do tumor durante cada parte do ciclo de respiração, o que pode ajudar os médicos a planejar a irradiação do tumor de forma mais precisa. Esta técnica também pode ser usada para mostrar se o tumor está invadindo estruturas importantes no tórax, o que ajuda a determinar se um paciente pode ser elegível para a cirurgia.

Radioterapia. Vários métodos mais recentes de radioterapia se tornaram disponíveis nos últimos anos, por exemplo, alguns equipamentos têm sistemas de varreduras de imagens embutidos. Este avanço, conhecido como radioterapia guiada por imagem, permite ao médico tirar fotos do pulmão e fazer pequenos ajustes no foco antes de liberar a radiação. Isso ajudar a liberar a dose de radiação com mais precisão, o que resulta em menos efeitos colaterais.

Quimioterapia. Muitos ensaios clínicos comparam a eficácia de novas combinações de quimioterápicos e a redução de seus efeitos colaterais, especialmente em pacientes mais velhos e com outros problemas de saúde. Os médicos também estão avaliando as melhores formas de combinar a quimioterapia com a radioterapia e outros tratamentos.

Terapias Alvo. Pesquisadores estão entendendo cada vez mais o funcionamento interno das células do câncer de pulmão de pequenas células, seu crescimento, disseminação, e empregando esses novos conhecimentos no desenvolvimento de novas terapias específicas. Estes medicamentos agem de forma diferente dos medicamentos quimioterápicos convencionais. Elas podem funcionar em alguns casos quando os quimioterápicos convencionais não respondem e muitas vezes têm efeitos colaterais diferentes e menos intensos. Muitos destes tratamentos estão sendo testados em estudos clínicos para ver se podem aumentar a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão ou aliviar seus sintomas. Algumas das terapias alvo atualmente estudadas incluem alisertib e linsitinib.

Imunoterapia. Pesquisadores estão desenvolvendo medicamentos de imunoterapia que podem ajudar o sistema imunológico a combater o câncer.

Inibidores de ponto de verificação imunológica. As células cancerosas podem evitar serem atacadas pelo sistema imunológico do corpo usando determinados pontos de verificação que normalmente mantêm o sistema sob controle. Por exemplo, muitas vezes as células cancerosas têm uma grande quantidade da proteína PD-L1 em sua superfície que ajuda a driblar o sistema imunológico. Novos medicamentos que bloqueiam a proteína PD-L1, ou a proteína correspondente PD-1 em células do sistema imunológico, chamadas células T, podem ajudar o sistema imunológico a reconhecer as células cancerosas e atacá-las. Nivolumab e pembrolizumab são medicamentos anti-PD-1 que se mostraram eficazes ao diminuir ou retardar o crescimento de alguns tumores em estudos iniciais. O ipilimumabe é um medicamento que tem como alvo o CTLA-4, outra proteína que normalmente suprime a resposta imunológica, e que também está sendo estudada para o câncer de pulmão de pequenas células. A combinação das terapias alvo CTLA-4 e PD-1 também se mostrou promissora para câncer de pulmão de pequenas células.

Vacinas. Vários tipos de vacinas para aumentar a resposta imunológica do organismo contra as células de câncer de pulmão estão em fase de testes em ensaios clínicos. Ao contrário das vacinas contra infecções como, sarampo e caxumba, estas vacinas são projetadas para tratar e não prevenir o câncer de pulmão. Uma possível vantagem das vacinas é que elas parecem ter efeitos colaterais muito limitados, podendo ser úteis em pessoas que não podem tolerar outros tratamentos. Atualmente, as vacinas estão disponíveis apenas em estudos clínicos.

Fonte: American Cancer Society (26/02/2016)

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