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Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células


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Novidades no Tratamento do Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 14/09/2014 - Data de atualização: 28/05/2019


Muitas pesquisas sobre câncer de pulmão de não pequenas células estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos. Confira alguns deles.

  • Prevenção

Tabagismo. A prevenção oferece a maior oportunidade para combater o câncer de pulmão. Apesar que décadas se passaram desde que a ligação entre o tabagismo e o câncer de pulmão se mostrou evidente, o tabagismo ainda é responsável pela maioria das mortes por câncer de pulmão. As pesquisas continuam buscando:

  1. Formas de ajudar as pessoas a parar de fumar e ficar sem fumar por meio de aconselhamento, de reposição de nicotina e outros medicamentos.
  2. Maneiras de convencer os jovens a nunca começarem a fumar.
  3. Diferenças herdadas nos genes que podem tornar algumas pessoas mais propensas ao câncer de pulmão se fumam ou estão expostas a fumaça passiva.

Causas ambientais. Os pesquisadores também continuam investigando outras causas do câncer de pulmão, como a exposição ao radônio e escape dos motores diesel. Encontrar novas formas de limitar essas exposições pode salvar muito mais vidas.

Dieta, nutrição e medicamentos. Os pesquisadores estão investigando maneiras de usar vitaminas ou medicamentos para prevenir o câncer de pulmão em pessoas com alto risco, mas até agora não foi confirmada a forma de reduzir o risco de forma conclusiva. Alguns estudos sugerem que uma dieta rica em frutas e legumes pode oferecer alguma proteção, mas ainda são necessárias mais investigações para confirmar isso. Embora qualquer efeito protetor das frutas e legumes no risco de câncer de pulmão é provável que seja muito menor do que o aumento do risco ao fumar.

Detecção precoce. Como mencionado em detecção precoce do câncer de pulmão de não pequenas células, o rastreamento em pessoas com alto risco de câncer de pulmão reduz o risco de morte pela doença, quando comparados com radiografias de tórax. Outra abordagem em estudo é o uso de testes mais sensíveis para detectar células cancerígenas em amostras de escarro. Pesquisadores descobriram recentemente várias alterações que, muitas vezes, afetam o DNA das células cancerígenas do pulmão. Com isso, os estudos atuais estão focados no desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico para o reconhecimento destas mudanças no DNA, e com isso obter-se um diagnóstico do câncer de pulmão num estágio inicial.

  • Diagnóstico

Broncoscopia fluorescente. A broncoscopia fluorescente, também conhecida como broncoscopia autofluorescente é uma técnica que pode ajudar os médicos a diagnosticar alguns tipos de câncer de pulmão em estágio inicial, quando são mais fáceis de serem tratados. Nesta técnica, o médico utiliza um broncoscópio com uma luz fluorescente na extremidade, ao invés da luz branca (normal). Isso permite diferenciar as áreas anormais nas vias aéreas das áreas saudáveis. Dessa forma, é possível o diagnóstico do câncer de pulmão em estágio inicial.

Broncoscopia virtual. Este exame utiliza a tomografia computadorizada para criar imagens tridimensionais detalhadas das vias aéreas dos pulmões, de modo que o médico possa visualizá-las como se estivesse realmente usando um broncoscópio. A broncoscopia virtual tem algumas vantagens em relação à broncoscopia convencional. É um método não invasivo, não requer anestesia, além de possibilitar a visualização nas vias respiratórias de locais que quando obstruídas por um tumor não podiam ser visualizada pela broncoscopia convencional. Mas, essa técnica também tem alguns inconvenientes, por exemplo, não produz alterações de cor para diferenciar áreas com problemas, e também não permite que o médico colete amostras em áreas suspeitas, como a broncoscopia convencional. Ainda assim, pode ser uma ferramenta útil em algumas situações, principalmente para pacientes que não tem condições físicas de realizar uma broncoscopia convencional. Este teste provavelmente se tornará mais disponível à medida que a tecnologia melhorar.

Broncoscopia eletromagnética. Os tumores próximos ao mediastino podem ser biopsiados durante a broncoscopia, mas os broncoscópios têm dificuldade em atingir as partes externas dos pulmões, de modo que os tumores localizados nessas áreas muitas vezes precisam ser biopsiados com o auxílio de uma agulha passada através da pele. Esta nova abordagem permite que o médico use um broncoscópio a biópsia de um tumor na parte externa do pulmão. Em primeiro lugar, a tomografia computadorizada é utilizada para criar uma broncoscopia virtual. A área anormal é identificada, e um computador ajuda a guiar o broncoscópio para a área que precisa ser biopsiada. O broncoscópio utilizado tem alguns acessórios especiais que permitem alcançar mais do que um broncoscópio regular. Isto requer um equipamento especial e treinamento, e neste momento ainda não está amplamente disponível.

  • Tratamento

Cirurgia. Atualmente, os médicos usam a cirurgia torácica vídeo assistida no tratamento de alguns pequenos tumores pulmonares. Esse procedimento permite a retirada de partes do pulmão através de incisões menores, o que pode resultar em menor tempo de internação e menos dor para os pacientes. Pesquisadores estão estudando se também pode ser usada para tumores pulmonares maiores. Numa nova abordagem para essa técnica, denominada cirurgia robótica assistida, o médico senta em frente a um painel de controle, projetado especialmente, dentro da sala do procedimento para manobrar os instrumentos cirúrgicos usando braços robóticos.

Imagem do tumor em tempo real. Os pesquisadores estão avaliando novas técnicas de imagem, como a tomografia computadorizada de quatro dimensões, para melhorar o tratamento. Nesta técnica, o tomógrafo faz imagens contínuas do tórax durante 30 segundos, o que permite a visualização do tumor em relação a outras estruturas, levando em conta o movimento de respiração do paciente, ao invés de apenas fazer imagens instantâneas de um ponto no tempo, como o tomógrafo convencional. A tomografia em quatro dimensões pode ser utilizada para determinar exatamente a localização do tumor durante cada parte do ciclo de respiração, o que pode ajudar os médicos a planejar a irradiação do tumor de forma mais precisa. Esta técnica também pode ser usada para mostrar se o tumor está invadindo estruturas importantes no tórax, o que ajuda a determinar se um paciente pode ser elegível para a cirurgia.

Radioterapia. Vários métodos mais recentes de radioterapia se tornaram disponíveis nos últimos anos, por exemplo, alguns equipamentos têm sistemas de varreduras de imagens embutidos. Este avanço, conhecido como radioterapia guiada por imagem, permite ao médico tirar fotos do pulmão e fazer pequenos ajustes no foco antes de liberar a radiação. Isso ajudar a liberar a dose de radiação com mais precisão, o que resulta em menos efeitos colaterais.

Quimioterapia. Muitos ensaios clínicos estão avaliando novas combinações de medicamentos quimioterápicos para determinar quais são mais seguros e eficazes. Isso é especialmente importante em pacientes mais velhos e com outros problemas de saúde. Os médicos também estão avaliando as melhores formas de combinar a quimioterapia com a radioterapia e outros tratamentos.

Testes de laboratório para prever se a quimioterapia será útil. Os médicos sabem que a quimioterapia adjuvante, após a cirurgia, pode ser mais útil para alguns pacientes em estágios iniciais, mas saber quais pacientes são esses não é uma tarefa simples. Exames laboratoriais podem confirmar se o tratamento está respondendo a determinados medicamentos quimioterápicos. Por exemplo, estudos mostraram que os tumores com altos níveis da proteína ERCC1 são menos propensos a responder à quimioterapia, que inclui a cisplatina ou carboplatina, enquanto que tumores com altos níveis da proteína RRM1 parecem ter menos probabilidade de responder a químio com gemcitabina. Atualmente, os pesquisadores estão avaliando se os exames para esses marcadores podem orientar a escolha do tratamento.

Terapia-alvo. Pesquisadores estão entendendo cada vez mais o funcionamento interno das células do câncer de pulmão, que controlam seu crescimento e disseminação, e empregando esses novos conhecimentos no desenvolvimento de novas terapias específicas. Muitos desses já estão sendo utilizados no tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células. Outros medicamentos para aliviar os sintomas da doença e prolongar a sobrevida de pacientes com câncer de pulmão avançado estão em fase de testes em estudos clínicos. As terapias alvo que estão incluídas nos estudos clínicos recentes são a ganetespib, nintedanib, selumetinib e custirsen. Os pesquisadores também estão avaliando exames de laboratório para prever quais pacientes podem ser ajudados por quais medicamentos. Estudos mostraram que alguns pacientes não se beneficiam de determinadas terapias alvo, enquanto outros apresentaram redução do tamanho do tumor. Por exemplo, um teste mostrou que pessoas com alterações no gene EGFR têm mais probabilidade de responder ao tratamento com uma terapia alvo com um inibidor de EGFR. Testes similares de genes para outras terapias estão sendo estudadas. Prever quem pode se beneficiar de determinados tratamentos provavelmente causariam efeitos colaterais desnecessários.

Terapia de manutenção. Para pacientes com câncer de pulmão avançado que recebem químio, combinações de 2 medicamentos (às vezes, junto com uma terapia alvo) são administrados por 4 a 6 ciclos. Alguns estudos mostraram que, com cânceres que não progrediram, continuar o tratamento além de 4 a 6 ciclos com um único medicamento, como pemetrexed ou com uma terapia alvo, pode aumentar a sobrevida. Isso é denominado terapia de manutenção. Uma possível desvantagem para este tratamento contínuo é que os pacientes não têm uma pausa dos efeitos colaterais do tratamento. Atualmente, alguns médicos recomendam terapia de manutenção, enquanto outros aguardam mais pesquisas sobre o tema.

Imunoterapia. Pesquisadores estão desenvolvendo medicamentos de imunoterapia que possam ajudar o sistema imunológico a combater o câncer.

Inibidores de ponto de controle imunológico. As células cancerígenas podem evitar de serem atacadas pelo sistema imunológico do corpo usando determinados pontos de controle que normalmente mantém o sistema imunológico sob controle. Por exemplo, as células cancerígenas geralmente têm a proteína PD-L1 em sua superfície que ajuda a driblar o sistema imunológico. Novos medicamentos que bloqueiam a proteína PD-L1 ou a proteína correspondente PD-1 em células do sistema imunológico, chamadas células T, podem ajudar o sistema imunológico a reconhecer as células cancerosas e atacá-las. Nivolumab e pembrolizumab são medicamentos anti-PD-1 que se mostraram eficazes ao diminuir ou retardar o crescimento de alguns tumores. O atezolizumab é um medicamento anti-PD-L1 que também mostrou diminuir alguns tumores. Esses medicamentos estão aprovados para uso no câncer de pulmão de não pequenas células avançado. Eles são normalmente utilizados após outros tratamentos já terem sido realizados, embora, em alguns casos, o pembrolizumab também possa ser usado como primeira opção. Outros medicamentos similares, como MEDI4736 também podem reduzir alguns tumores. Vários estudos estão em andamento sobre esses novos medicamentos.

Vacinas. Vários tipos de vacinas para aumentar a resposta imunológica do organismo contra as células de câncer de pulmão estão em fase de testes em ensaios clínicos. Ao contrário das vacinas contra infecções como, sarampo e caxumba, estas vacinas são projetadas para tratar e não prevenir o câncer de pulmão. Uma possível vantagem das vacinas é que elas parecem ter efeitos colaterais muito limitados. Algumas vacinas são compostas de partes de proteínas comumente encontradas em células de câncer de pulmão. Por exemplo, a proteína MUC1 é encontrada em algumas células do câncer de pulmão. A vacina TG4010 faz com que o sistema imunológico reaja a essa proteína. Uma pesquisa preliminar sugeriu que esta vacina pode ser útil quando administrada junto com a quimioterapia. Entretanto, mais estudos são necessários para verificar se essa vacina aumentará a sobrevida dos pacientes. Atualmente, as vacinas estão disponíveis apenas em estudos clínicos.

Fonte: American Cancer Society (01/10/2018)

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