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Novidades em tratamentos oncológicos aumentam esperança de pacientes

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 28/01/2021 - Data de atualização: 28/01/2021


O câncer é a segunda causa de morte em todo o planeta, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares, mas a estimativa é que assuma a liderança do ranking até 2025, quando deverá ser responsável por 6 milhões de falecimentos no ano.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente 43,8 milhões de pessoas no planeta vivem os cinco anos de prevalência da doença, sendo que 1,3 milhão delas estão no Brasil. Considerando apenas as estimativas de novos casos previstos pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), até o final do último ano, 625 mil brasileiros foram diagnosticados com câncer. Diante desse cenário, um dos questionamentos que surge é de que forma o sistema de saúde brasileiro tem se preparado para atender essa demanda.

O oncologista, fundador e presidente do Conselho de Administração do Grupo Oncoclínicas, Bruno Ferrari, explica que do ponto de vista técnico, a qualidade dos profissionais brasileiros não deixa a desejar de nenhum americano, asiático ou europeu. “O que existia de gap no Brasil era estrutural, além de estratégias e projetos que olhassem a oncologia a longo prazo.”

Para ele, está sendo construído um perfil específico da oncologia brasileira. “Ela deixa de ser nos últimos anos uma oncologia de alto nível técnico mas muito espelhada no que acontece fora do Brasil de uma maneira não estruturada, para uma linha de cuidado mais específica com um DNA nacional.”

Bruno Ferrari detalha que o tratamento oncológico oferecido no Brasil é de alta qualidade. “Obviamente é preciso melhorar os incentivos às pesquisas e outras estratégias de acesso para que todos os brasileiros tenham amplo acesso ao diagnóstico precoce e às melhores alternativas de tratamento. Mas estamos evoluindo e, mesmo com a pandemia, vimos os sistemas de saúde público e privado se organizarem para assegurar fluxos seguros a pacientes de outras doenças que necessitam ir aos hospitais, caso de muitos pacientes oncológicos.”

O que há de novo?

Robôs no suporte às cirurgias

As novas abordagens no tratamento oncológico incluem práticas inovadoras para a retirada de diferentes tumores. A cirurgiã torácica, líder de cirurgia do Grupo Oncoclínicas, Paula Ugalde, explica que tais avanços são devido a fusão da tecnologia com a medicina. “Essas práticas estão conquistando espaços importantes nas condutas oncológicas. Nesse sentido, o uso da robótica já faz parte do presente no tratamento do câncer e compõe o arsenal de alternativas que melhoram a qualidade de vida dos pacientes. Esses procedimentos cirúrgicos inovadores reduzem o tempo de internação, de exposição a infecções e contribuem efetivamente para o bem-estar do paciente.”

A integração da robótica aos procedimentos oncológicos, têm permitido a realização de cirurgias cada vez mais complexas, e minimamente invasivas. “Quando falamos em procedimentos minimamente invasivos, estamos na prática dizendo que há menor agressão ao paciente — quando operamos um paciente, estamos 'machucando' o corpo para tratar uma condição específica. Quanto menos a gente mexe com o corpo dessa pessoa, menos 'agride', melhor é a recuperação no geral”, detalha Paula Ugalde.

A evolução nos tratamentos de câncer se deve ao uso das tecnologias robóticas. Nas Américas, o Brasil é um dos países que têm mais robôs, para os pacientes com câncer, o resultado é excelente. “Podemos dizer que isso se traduz esteticamente em cicatrizes menos visíveis ou até mesmo inexistentes e obviamente em uma recuperação pós-cirúrgica facilitada, que contribui positivamente em toda a jornada de combate ao câncer e bem-estar como um todo do paciente.”

Genômica: essencial e cada vez mais presente no combate ao câncer

A individualização da linha de cuidado integral, desde o diagnóstico mais preciso até a definição da conduta de tratamento mais indicada, tende a ditar o tom para o tratamento de câncer agora e nos próximos anos. “Com o rastreamento do genoma e do DNA desses tumores, conseguimos saber suas particularidades e assim, encontrar a melhor forma de combater o seu avanço. E isso tem sido feito e os avanços nesses mapeamentos acontecem todos os dias, coletamos informações clínicas e genéticas para construirmos a base da inovação científica”, conta Rodrigo Dienstmann, diretor científico da Oncoclínicas Precision Medicine.

E se o diagnóstico precoce do câncer segue sendo o jeito mais efetivo de garantir melhores chances de respostas às terapêuticas aplicadas, a chamada oncologia de precisão traz respostas assertivas para que a medicação adotada atinja o alvo com grande acurácia, sob medida para as características da doença de cada indivíduo. “Isso significa que, com a ajuda da análise dos biomarcadores tumorais, ou seja, das alterações genéticas identificadas nas células daquele tumor específico e que trazem importantes informações para nos ajudar a desvendar o mecanismo da doença de acordo com cada caso de forma personalizada, podemos oferecer as melhores alternativas de tratamento em prol da qualidade de vida do paciente”, ressalta o especialista.

Bruno Ferrari conta que falar em prever o futuro da oncologia no atual cenário é um desafio, mas o acúmulo de dados integrando a genômica vai ter um grande impacto na seleção de tratamento e no suporte continuado ideal. “Eu acredito que a genômica, como outras tecnologias, vai permitir um olhar de lupa nos tumores; vamos individualizar ainda mais o tratamento de maneira real e já estamos chegando nesse momento. Eu não vejo alternativa pro futuro se não integrar a genômica à prática rotineira da oncologia.”

Imunoterapia avança para outros tratamentos

A ciência como aliada da prática médica se aplica ainda ao desenvolvimento de medicações cada vez mais personalizadas. Neste sentido, Carlos Gil enfatiza a ampliação do uso da imunoterapia no tratamento de mais tipos de câncer. Segundo ele, a técnica consiste em fortalecer certos aspectos da imunidade do paciente para que o próprio corpo combata o tumor. A verdadeira “arma secreta” contra o câncer, diz ele, está em nós mesmos:

“Os imunoterápicos já são parte da nossa realidade e tendem a se aperfeiçoar e ganhar espaço. Há cerca de dois anos esse tipo de medicação era usada apenas em alguns poucos casos de câncer, como o melanoma — tipo de câncer de pele — , mas agora ela já tem sido recomendada para tipos de tumores nas mamas, nos rins, gastrointestinais, pulmão, leucemia, linfoma e sarcoma. E não deve parar por aí”, destaca.

“A imunoterapia veio para ficar e nesse futuro próximo figura como alternativa bastante viável para o enfrentamento do câncer com ainda mais assertividade”, detalha Bruno Ferrari. Segundo o profissional, existe uma expectativa de que em 2023, 70% dos pacientes com câncer serão candidatos a alguma forma de imunoterapia - tratamento que consiste em estimular com uso de medicação o sistema imunológico do paciente para que ele reconheça as células malignas e as combata. “É um caminho se integrando de forma inteligente ao tratamento.”

Universalização do acesso às melhores condutas aos pacientes e compartilhamento de conhecimento entre especialistas caminham lado a lado

“O atendimento oncológico pode e deve ser multidisciplinar, integral e simultâneo. O que praticamos durante o simpósio de forma explicativa é o que queremos praticar no nosso dia a dia”, diz o oncologista Sergio Jobim Azevedo, coordenador científico do 8º Simpósio Internacional Oncoclínicas, que aconteceu em novembro de 2020.

Para ele, esse processo de democratizar e universalizar o conhecimento médico é amplamente favorecido pelo formato digital, uma das heranças positivas da pandemia. “Toda a programação foi disponibilizada de forma gratuita para médicos, estudantes de medicina e outras profissionais de saúde. Uma pessoa que está no extremo norte ou sul do país pode compartilhar desse momento”, reforça.

“O valor da cooperação entre especialistas é uma das principais mensagens que trouxemos. Tivemos a oportunidade de reunir os maiores especialistas em oncologia clínica, cirurgia oncológica e análise genética do Brasil e exterior para debater o que há de mais avançado nestes segmentos e compartilhar este conhecimento com médicos de todo o país. Unir as equipes envolvidas na linha de cuidado com certeza agrega muito no resultado final para o paciente”, acrescenta Sergio Azevedo. Ele ressalta que informações sobre os tratamentos, avanços, conquistas e desafios na luta contra o câncer precisam ser sempre compartilhados. Munidas dessas informações, as comunidades médica e científica conseguem evoluir e cobrar respostas por parte do poder público.

“Acredito piamente que a informação científica não deve ter barreiras. Só evoluiremos se caminharmos juntos. O câncer atinge toda a população, de classes altas e baixas e de todos os níveis de renda. Precisamos trabalhar na ampliação do entendimento sobre esses avanços tão significativos para que eles não fiquem restritos a um círculo fechado de especialistas e sejam disponibilizados rapidamente à população. É preciso garantir acesso ao melhor tipo de tratamento para todos”, finaliza.

Fonte: Correio Braziliense

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