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Novas terapias aumentam sucesso no tratamento de tumores

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 13/06/2022 - Data de atualização: 13/06/2022


Na última semana, a farmacêutica AstraZeneca, divulgou novos estudos de uma droga — de nome Enhertu — capaz de reduzir em 50% a progressão e morte em em casos do câncer de mama HER2, cujo tumor apresenta metástase — isso é, aparecimento em outras partes do corpo. O medicamento faz parte de uma classe de fármacos chamada de drogas de anticorpos conjugados, o ADC. O fármaco, substituto em potencial da quimioterapia, foi recebido com entusiasmo no congresso da Sociedade de Clínica Oncológica Americana realizado na semana passada, em Chicago, nos Estados Unidos.

— É um avanço histórico . O estudo mostra que há uma profunda melhora em sobrevivência de pacientes que normalmente não são beneficiados pelo tratamento comum. O risco de progressão caiu pela metade e o de morte em geral em 30% — diz Liz Chatwin, gerente global de franquias da AstraZeneca — Trata-se de uma oportunidade para pacientes que precisam de um tratamento mais direcionado. É um grande avanço.

O chamado Enhertu não é o único a dar novos resultados. Igualmente aprovado no Brasil (a droga da AstraZeneca recebeu o aval da Anvisa em outubro do ano passado), há o medicamento Pembrolizumabe da MSD . Esse utiliza-se de outro raciocínio de tratamento, a imunoterapia, e tem indicação para tratar 23 tipos diferentes de tumores.

A farmacêutica diz que realiza 1.700 estudos – mais de 50 no Brasil – para avaliar o uso da droga em diferentes tumores. A aprovação para uso nacional se deu há cinco anos para melanoma metastático, tipo grave de câncer de pele. Ao longo dos anos, contudo, as novas indicações para o mesmo fármaco foram descobertas conforme os estudos caminhavam.

— Por muito tempo não era possível entender porque nosso sistema imunológico não identificava as células tumorais como nocivas e, portanto, não as atacava. A ciência descobriu o modo que essa célula do tumor se escondia do nosso sistema de defesa e, deste modo, desenvolveu-se um anticorpo que ‘desvenda’ onde aquele tumor precisa ser atacado — diz Marcia Abadi, diretora médica da MSD, sobre o mecanismo de ação do fármaco. — Porém, nem sempre o sistema imunológico consegue agir corretamente e é preciso aumentar o aporte de células de defesa na região.

Uma jornada até a cura

Parece uma conversa de extremo detalhe científico (e, de fato, é) — mas convém lembrar que o aparecimento de novas estratégias para o tratamento do câncer, explica o oncologista Paulo Hoff, do grupo OncoStar, aumentaram a taxa de sucesso dos tratamentos. Ele conta que, nos Estados Unidos, onde há celeridade para lançamento de novas terapias, a taxa de cura passou de 60% há 20 anos para mais de 70% atualmente.

Trata-se de uma história, diz Hoff, que passou a se desenrolar no começo do século XX, com as cirurgias modernas dedicadas ao tratamento de câncer, fruto do surgimento do anestésico e do aprendizado da necessidade da assepsia dos centros cirúrgicos. Duas décadas depois, há a gênese da radioterapia, que usa radiação para a destruição do tumor. Ao fim dos anos 1940, surge a quimioterapia, que é o “envenenamento” da célula cancerosa, mas desgastante ao paciente, por seus diversos efeitos colaterais.

— No começo do século XXI começamos a falar em medicina personalizada, cujos produtos atuam sobre as moléculas alteradas do corpo. Há a chamada terapia-alvo, que inclui os anticorpos monoclonais e outros tratamentos — diz Hoff. — É uma estratégia que figura como uma quimioterapia, pois usa um produto externo para matar a célula cancerígena, mas há um refinamento.

Nos últimos dez anos, explica Hoff, houve outra guinada: a imunoterapia moderna.

— Hoje há mais novidades de terapia-alvo molecular e a imunoterapía. São as áreas que nos ajudam a ir para frente e estão quebrando a ideia de se satisfazer com a transformação daquele câncer em uma doença crônica. É bom que o paciente viva por muito tempo ainda com o câncer, mas é melhor ainda curá-lo.

Volney Vilela, onco-hematologista do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, lembra de outra estratégia em desenvolvimento cujo raciocínio está dentro da imunoterapia. São as chamadas Car-T Cells, com opções aprovadas pela Anvisa neste ano.

— Temos revolucionado o tratamento de doenças hematológicas. Nos últimos dez anos ganhamos uma gama muito grande de tratamentos. Antigamente, quando a pessoa não respondia aos tratamento existentes, não havia mais opções. Do ponto de vista terapêutico, não havia nada a ser feito. E então, surge o CAR-T Cells, de maneira revolucionária — explica .

Trata-se de um mecanismo em laboratório que cria células de proteção superpoderosas, adaptadas para apresentar melhor resposta no organismo, contra o tumor. Neste serviço, ainda de altíssimo custo, o paciente recebe linfócitos (células de defesa) modificados, munidos de pontos capazes de identificar o tumor e atacá-lo. É como “ensinar” o corpo a reconhecer o problema e turbiná-lo para apresentar a resposta desejada.

— É uma terapia extremamente inovadora, mas não é isenta de riscos. Pois é preciso também realizar uma quimioterapia. E, por mais específicas que sejam essas células, ocorre uma inflamação sistêmica no corpo com alguma frequência.

Fonte: O Globo



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