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Na prevenção contra o câncer de colo de útero, Ipojuca imuniza meninas contra o HPV

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 04/10/2012 - Data de atualização: 04/10/2012


Segundo câncer que mais mata mulheres em nações subdesenvolvidas como o Brasil, o câncer de colo de útero registra 18 mil casos ao ano no País. Metade desse público vai a óbito. É como se duas mulheres fossem diagnoticadas por dia com a doença e uma morresse. Os dados podem ficar ainda mais assustadores: estima-se para 2025 um aumento de 87% nas mortes devido à doença se comparadas ao ano de 2002.

Desde o mês passado, no entanto, o município de Ipojuca, no Grande Recife, é o primeiro de Pernambuco a desenhar um caminho diferente para as mulheres ali residentes. A vacina contra o HPV - vírus do papiloma humano, principal causador deste câncer - começou a ser aplicada gratuitamente nas meninas entre 9 e 12 anos da rede municipal de ensino.

As 500 pessoas que já receberam uma das três dose da vacina são só uma fatia do contingente atingido pela campanha. Segundo o secretário de Saúde da cidade, 12 mil pessoas serão indiretamente beneficiadas pela difusão de informações sobre causas e prevenção do HPV. "Vacinando a população vamos praticamente imunizar toda uma geração de mulheres que futuramente não vai padecer deste mal. A projeção é muito grande. Teremos economia de recursos, já que a prevenção é mais barata que o tratamento, e salvaremos muitas vidas", resume o secretário Frederico Miranda.

Ipojuca se junta as pouco mais de dez cidades brasileiras, como Itu e Sorocaba (SP) e Cristal (RS), que oferecem sem custos a vacina liberada pela Anvisa em 2007. Realidade que pode chegar a todo o País nos próximos meses - o Senado aprovou em setembro um projeto de lei que propõe a imunização pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente disponível apenas em clínicas particulares, chega a custar perto de R$ 1 mil.

Ginecologista PhD em patologia molecular pela Universidade de Londres, o pernambucano Felipe Lorenzato lembra que toda mulher com vida sexual iniciada está vunerável à doença. Como o HPV não é tratável e não tem cura, a prevenção através do exame Papanicolau e da vacina é o melhor remédio. No Brasil, a Anvisa recomenda a imunização em crianças a partir dos 10 anos.

"É quando a resposta da vacina será melhor porque o sistema imunológico está mais potente. A vacinação é o sinal vermelho contra o câncer. Não um verde para o sexo. Nada tem a ver com liberação sexual", esclarece. Lorenzeti se anima com a eficácia da vacina: nove em cada dez mulheres imunizadas devem estar protegidas. "Acredito que só com a vacinação massiva os dados atuais, assustadores, irão mudar", afirma.

A estudante Marianne Albuquerque, 22 anos, decidiu tomar a vacina por indicação da ginecologista. "Eu queria me sentir mais segura contra o câncer", disse. Quando se imunizou, levou uma prima de 13 anos para também ficar protegida. "São três doses, ainda é um preço alto, porque o governo não as disponibiliza. Muitas mulheres não dão importância a isso, mas eu indico todas a tomar. O HPV é muito comum hoje em dia", completou. 

Além da vacina e do exame preventivo feito regularmente, a utilização de preservativos e a relação sexual com um parceiro fixo minimizam os riscos de contrair o HPV. "Quando a mulher chega ao consultório acontece de já estar com tumor em estágio avançado porque não houve prevenção. A maioria das lesões regride, mas se evoluir para um pré-câncer, é possível ter que tirar ovário, trompa, útero, linfonodos e até um pedaço da vagina", alerta o ginecologista Felipe Lorenzato

Fonte: Net 10


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