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Na pandemia, diagnóstico e tratamento do câncer podem ser feitos com segurança

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 11/11/2020 - Data de atualização: 11/11/2020


Ficar em casa, cumprir quarentena, manter distanciamento e isolamento social. As palavras de ordem para impedir a disseminação da covid-19 tiveram um preocupante efeito colateral: a queda na procura por cuidados de outras doenças. O impacto foi ainda maior naquelas que exigem controle contínuo, caso dos problemas crônicos e do câncer. Pesquisas feitas por instituições voltadas à oncologia confirmam atrasos em exames preventivos e interrupções de tratamentos. Só entre março e maio, pelo menos 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com algum tipo de câncer, segundo estimativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP). Isso sem contar a queda de 70% no número de cirurgias para o manejo de tumores.1

Em sua participação no webinar sobre o tema, promovido pelo Estadão com patrocínio da Janssen, Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, descreveu um cenário preocupante: “Quando analisamos dados oficiais do DataSus [o departamento de informática do Sistema Único de Saúde], vemos uma queda muito grande de mamografias, colonoscopias, biópsias, cirurgias”, lamentou. “Precisamos de um plano de retomada, porque infelizmente o que nos espera é uma epidemia de casos avançados de câncer.”

Nesse contexto, cresce a importância de campanhas como #TudoBemTratar o câncer, cujo foco é deixar claro para a população que é possível prosseguir com consultas, exames, procedimentos e todos os demais cuidados de forma segura.

Para Antonio Carlos Lima Pompeo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o manejo do câncer se baseia num tripé fundamental: prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, o mais cedo possível. Só que a pandemia acabou interferindo nessa meta. Por um lado, o próprio paciente desistiu de ir a consultórios, clínicas e hospitais pelo medo compreensível da contaminação pelo novo coronavírus. As instituições, por sua vez, num primeiro momento se voltaram prioritariamente ao atendimento das pessoas com covid-19.

“A soma desses fatores teve consequências na oncologia. Laboratórios informam, por exemplo, uma diminuição de solicitações de biópsias e exames como o PSA, importantes para o diagnóstico de tumores de próstata”, disse Antonio Carlos Pompeo. Isso sem contar adiamentos e cancelamentos de cirurgias. Como resultado, os especialistas temem perder uma janela importante, reduzindo a chance de cura da doença, sobretudo em tumores mais agressivos. “Estudos mostram que, em alguns casos de câncer de bexiga, é preciso correr contra o tempo. Atrasar o tratamento por três meses aumenta o risco de metástase, ou seja, de tumores se espalhando por outros órgãos”, exemplificou o médico.

Na perspectiva das doenças hematológicas, para avaliar o impacto da pandemia nos desfechos é preciso levar em conta o tipo de câncer. “Na onco-hematologia, algumas doenças têm comportamento mais agressivo, outras são as que classificamos como indolentes”, explicou Jorge Vaz Pinto Neto, vice-diretor científico da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). O médico contou que, entre os pacientes do primeiro grupo, a procura por assistência médica não foi tão impactada, apesar do medo do contágio pela covid-19. É o caso da leucemia aguda, que requer diagnóstico e intervenções terapêuticas de forma imediata, com necessidade inclusive de internações hospitalares prolongadas.

“Já na leucemia linfoide crônica, prevalente na população acima dos 65 anos, 2/3 das pessoas descobrem que têm a doença por acaso, ao fazer um hemograma de rotina. E muitos nem precisam de tratamento, apenas acompanhamento”, diferenciou Jorge Pinto Neto. De todo modo, ressaltou o especialista, é indispensável fazer uma avaliação para saber se o quadro requer uma vigilância mais frequente ou se é possível espaçar consultas e exames.

Hospitais e consultórios preparados

Não é segredo que indivíduos em tratamento oncológico são mais suscetíveis a desenvolver as formas mais agressivas de covid-19. “O período é mesmo desafiador para essas pessoas, mas consultórios, clínicas e hospitais têm adotado todas as medidas para garantir a segurança dos pacientes”, afirmou Antonio Carlos Pompeo. Nos atendimentos, eles são recebidos por funcionários com máscara, e as consultas são marcadas com intervalos maiores, para evitar muita gente se cruzando nas salas de espera, que por sinal agora têm marcações para assegurar o distanciamento.

A própria equipe médica precisa se precaver do contágio. Portanto, além de se munirem de todo o aparato necessário – touca, escudo facial, máscara, aventais descartáveis e luvas –, a rotina inclui testes para detectar o vírus da covid-19. “Faço exames a cada 15 dias e permaneço sem contaminação, mesmo trabalhando em serviço de emergência dedicado a pessoas com sintomas de covid-19”, afirmou Jorge Pinto Neto. “Isso quer dizer que o uso adequado dos equipamentos e a higienização com álcool em gel têm se mostrado eficazes”, concluiu.

As instituições de saúde ainda criaram fluxos exclusivos para receber pessoas com suspeita de infecção pelo coronavírus, mantendo-as separadas daquelas que buscam atendimento para outras queixas. Outra estratégia é testar os indivíduos que vão ser internados para fazer cirurgias programadas, de forma a descartar a possibilidade de estarem infectados, diminuindo assim o risco para os profissionais de saúde – e, por tabela, para seus demais pacientes.

As precauções se estendem aos laboratórios, que criaram sistemas de coleta por drive thru, com equipes devidamente paramentadas fazendo a recepção de quem chega de carro. E muitos estão disponibilizando seus serviços em domicílio, o que diminui bastante a exposição de quem precisa fazer exames.

Não vale relaxar nos cuidados

Ainda que as estatísticas venham mostrando uma diminuição na taxa de transmissão da covid-19, os especialistas reiteram que é preciso se manter alerta. O recado vale para toda a população, mas é especialmente endereçado a quem está se tratando de um câncer. “Exponha-se o mínimo possível, evite aglomerações, use máscara quando for necessário sair e higienize as mãos com álcool em gel”, enumerou Jorge Pinto Neto. O hematologista lembrou ainda da telemedicina, um recurso oportuno para manter a comunicação com o médico e continuar cuidando da saúde durante a pandemia. “Seja como for, os pacientes podem ficar confiantes. As instituições de saúde estão muito preparadas para recebê-los adequadamente”, reforçou.

Destaque:

Em enquete realizada durante o webinar, os participantes responderam à pergunta: Você adiou algum exame ou ida ao médico por medo da pandemia?

NÃO - 19%

SIM - 81%

Campanha alerta sobre a importância de não interromper os cuidados com a saúde

Para conscientizar a população sobre a importância de não deixar a covid-19 interromper a prevenção e o tratamento do câncer, uma coalizão formada pela Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson, e associações de pacientes e sociedades médicas lançou a campanha #TudoBemTratar. “Encorajamos a sociedade a prevenir, diagnosticar e tratar o câncer. Essas são ações fundamentais para construirmos o futuro que queremos ter depois da pandemia”, comenta Fabio Lawson, diretor médico da Janssen Brasil.

O nome da campanha é uma referência ao popular #TBT, o Throwback Thursday – o movimento de publicar lembranças nas redes sociais às quintas-feiras. Agora a hashtag ganha mais um significado e convoca a aproveitar as segundas-feiras, dia que representa recomeços, para mostrar que cuidar da saúde é também criar novas memórias. Para isso, a #TudoBemTratar o câncer promove publicações nas redes sociais da Janssen e dos demais parceiros – a ABHH, a SBU, o Oncoguia, a International Myeloma Foundation (IMF), o Instituto Vencer o Câncer (Ivoc) e o Instituto Lado a Lado pela Vida. O recado conjunto deixa claro que, tomando os devidos cuidados durante a pandemia, continua tudo bem seguir com a realização de exames preventivos, consultas e tratamentos.

“Algumas pesquisas nacionais já comprovam o que estudos internacionais indicavam: o número de casos e, no pior dos cenários, de mortes por câncer pode aumentar neste ano devido ao diagnóstico tardio e ao atraso nos tratamentos”, destaca o oncologista Fernando Maluf, um dos fundadores do Ivoc. “Milhares de pessoas vão ficar até dois anos sem fazer seus exames de acompanhamento”, calcula.

“No caso do mieloma [tipo de câncer no sangue], nossa preocupação se concentra justamente nos novos diagnósticos, porque as pessoas estão postergando as avaliações, considerando os sintomas como de anemia ou uma simples dor nas costas”, diz Christine Jerez Telles Battistini, presidente da IMF Latin America. Ela alerta também que, especialmente no sistema público de saúde, houve um atraso nos autotransplantes de medula, um dos principais recursos terapêuticos dessa condição. “Não podemos deixar que isso continue acontecendo. A campanha nos lembra que o período de incertezas vai passar, a vida vai voltando ao normal, e este é o momento de dizer que tudo bem tratar”, completa.

Na avaliação de Marlene Oliveira, presidente do Lado a Lado pela Vida, como boa parte deste ano foi voltada para uma única doença, a covid-19, todas as outras foram deixadas em segundo plano. Além disso, nos primeiros meses de pandemia houve uma enxurrada de informações, por vezes desencontradas, que deixou a população sem saber ao certo como dar continuidade aos cuidados de saúde e receosa de agendar check-ups de rotina. “Agora é o momento da retomada. Diagnóstico precoce tem que ser o nosso mantra. Não podemos perder vidas pelo caminho por falta de informação, de orientação”, defende Marlene.

A iniciativa #TudoBemTratar gerou ainda duas publicações: Guia de Segurança para Profissionais de Saúde e Guia de Segurança para Pacientes. O primeiro reúne informações para a classe médica a respeito de medidas e protocolos durante o manejo dos pacientes. E o segundo traz recomendações sobre novas atitudes e adaptações necessárias para que ninguém deixe de fazer exames e consultas por medo do novo coronavírus.

“A conscientização é fundamental para que não haja prejuízos à saúde. A mensagem principal é: não tome decisões por conta própria, não mude nem abandone o tratamento. Não deixe de conversar com seus médicos para encontrar o melhor caminho para cada caso”, conclui Fernando Maluf.

Destaque

Em todo o Brasil, de março a maio, houve redução de 50 a 90% na realização de biópsias1

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oncoguia, entre março e maio de 2020, com mais de 500 pacientes, constatou que:

12% dos pacientes interromperam o tratamento por conta própria2

34% dos tratamentos com quimioterapia foram impactados pela pandemia2

Matéria publicada por Estadão em 09/11/2010.



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