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Mulher retira mamas por prevenção e inspira mãe de 73 anos a fazer cirurgia

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/05/2013 - Data de atualização: 15/05/2013


"Eu sou muito radical nas minhas decisões. Se eu posso resolver, eu prefiro a ficar adiando”. Assim, Silvana Hamade, de 50 anos, descreveu ao G1 a resolução de fazer a cirurgia para retirada preventiva das duas mamas. A empresária tem histórico da doença na família. Tias por parte de pai e mãe tiveram a doença e, mais recentemente, a irmã dela foi diagnosticada com câncer de mama aos 41 anos – idade considerada precoce pelos médicos. Há oito meses, Silvana passou pelo procedimento com um cirurgião plástico. Com a medida, ela inspirou a mãe de 73 anos, que mora em Santos (SP), a fazer o mesmo. Nair Villela Machado retirou e reconstituiu os seios há quatro meses e disse não ter tido nenhum problema desde então. "Se eu soubesse, teria feito há mais tempo”, conta.



Na manhã desta terça-feira (14), a atriz Angelina Jolie, de 37 anos, contou no jornal "The New York Times” ter retirado os dois seios devido a um exame no qual foi detectado risco de 87% dela ter câncer de mama. O alto percentual é causado por uma mutação genética hereditária. A mãe da atriz morreu após ter a doença aos 56 anos. Com a cirurgia, afirmou Jolie, as chances diminuíram para 5%.

Silvana mora em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e, depois do diagnóstico da irmã, há aproximadamente três anos, foi à ginecologista para relatar o caso. A médica então pediu uma série de exames para a paciente, mas nenhum apontou indícios da doença. Ainda assim, ela determinou o acompanhamento duas vezes por ano e sugeriu uma medida preventiva: retirar as mamas.

No primeiro momento, a empresária recusou. Para ela, era algo exagerado e desnecessário. Quando voltou para casa, pensou mais uma vez no assunto e concluiu: "Eu vou começar a procurar um câncer, de seis em seis meses vou procurar alguma coisa. E se achar alguma coisa, vou ter que retirar”. Mas tomou uma decisão após conversar com o marido, e conta que ele a apoiou totalmente.

Na época, a irmã dela se ofereceu para fazer o teste genético, capaz de identificar a predisposição ao câncer de mama. Dessa forma, Silvana saberia a chance de contrair a doença. Mas a mineira não viu necessidade, por já ter o histórico familiar e ter dois filhos homens.
A cirurgia foi tranquila, conta ela, e pouco diferente de um procedimento para colocar silicone nos seios. Primeiro, a glândula mamária foi retirada. Logo em seguida, o espaço foi preenchido pela prótese. Não houve alteração no aspecto dos seios, tendo sido mantidos os mamilos. "Eu sei que eu não tenho 100% de chance de não ter câncer. Mas, puxa vida, eu eliminei 95%”, diz.

"Eu queria viver bem com os meninos e com o meu marido. Não queria sofrimento dentro de casa. Quando você tem uma doença, envolve todo mundo”, conta Silvana. A intenção dela foi evitar a dor e tristeza causadas pelo câncer e diminuir a possibilidade de ter o problema ainda saudável. "É muito triste. É uma coisa muito desgastante. Para que eu vou passar por isso?”, explicou. O pior, contou ela, seria viver esperando o surgimento do tumor.

Depois do problema com a filha caçula e a cirurgia de Silvana, Nair fez uma mamografia. Durante o exame, foi identificada a microcalcificação nas mamas. Ela então optou por retirar as glândulas mamárias após sugestão de três médicos, e por causa da idade – 73 anos. "Com dois meses, voltei à ginástica e ao pilates. Aumentei os seios. Fiquei linda. E posso usar decote maior”, conta ela, que adora ir à praia. Depois dos 50 anos, as chances de uma mulher ter câncer de mama aumentam muito.

Escolha pessoal

Silvana disse ainda considerar a decisão muito pessoal. "O processo de você escolher como agir com seu próprio corpo é muito melhor. (...) Eu estava preparada para isso”, acredita. A empresária também recomenda o procedimento. Mas, antes, aconselha refletir sobre a cirurgia, pois há outras formas de lidar com a situação. "Não me arrependo de ter feito. É claro que eu jamais falaria para uma menina fazer, mas a minha mama já tinha tido a função materna. Em relação à vida com meu marido, não tenho problema nenhum”, conta.

"As mulheres deviam fazer, dá mais tranquilidade. Câncer é uma doença terrível”, recomenda Nair. A filha dela mais nova também tirou as mamas depois te ter a doença.

Procedimento questionável

O mastologista Jairo Luiz Coelho Júnior, diretor em Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), considera a retirada das mamas uma "conduta intervencionista” e "um procedimento eticamente questionável”. Ele acredita que a cirurgia deve ser feita quando a doença é confirmada.

André Murad, chefe do serviço de oncologia do Hospital das Clínicas de Minas Gerais, estes são casos extremos, por isso, é preciso fazer o teste genético e se certificar da predisposição. "Essas mutações, esses cânceres hereditários, ocorrem em 10% dos casos”, explicou.

Já o médico Gabriel de Almeida Júnior, vice-presidente na SBM, não vê motivo para evitar a cirurgia caso seja necessária. "Se ela tiver uma mutação documentada e um histórico familiar, tem que pensar em fazer uma retirada sim. Eu não posso ser contra algo que protege [a mulher]. É um procedimento mutilante, mas ele é redutor de risco”, diz. Para ele, o aconselhamento em torno do procedimento deve ser feito por uma equipe multidisciplinar por ser muito doloroso descobrir sobre o risco.

Ele avalia também analisar caso a caso para escolher o procedimento. Em alguns, por exemplo, é necessário tirar também os mamilos. Outras mulheres têm ainda a chance maior de ter câncer nos ovários e pode optar por retirá-los.

O médico disse ainda que o fator hereditário pode acarretar em um câncer mais agressivo, com alta probabilidade de metástase. Ele ressaltou que apenas mulheres com casos de câncer na família em idades precoces – abaixo dos 50 anos - devem fazer o teste genético. Para as outras, ele diz ser como "como procurar agulha no palheiro”.

Fonte: G1


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