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Mulher que venceu o câncer cria grupo onde dá orientações e doa mamas de alpiste e perucas

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 24/10/2018 - Data de atualização: 24/10/2018


Lúcia Luz (segurando as mamas de alpiste), criadora do grupo, Fernanda Pires e Deise Resende Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

Representante no Rio de Janeiro do projeto “Mamas do amor” e fundadora do “Minhas experiências”, Lúcia Luz, hoje com 60 anos, ainda se emociona quando lembra como tudo começou. Moradora de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ela descobriu o câncer de mama há 17 anos. Fez mastectomia radical (retirada da mama, axila e dos músculos da parede torácica que ficam sob a mama) esquerda.

— Qualquer mulher que recebe esse diagnóstico parece que ganha uma sentença de morte. Mas me apeguei à fé e ao amor aos meus filhos — lembra Lúcia, que, na época, já era mãe de dois filhos, de 5 e 13 anos.

O tratamento durou cinco anos. Mas foi há três que ela decidiu contar tudo que viveu e ajudar outras mulheres que passam pelo que ela passou.

— Criei um grupo no WhatsApp chamado “Minhas experiências”, onde divido com pacientes de diferentes lugares do país orientações e conselhos. Até que uma das integrantes do grupo perguntou se eu conhecia a prótese de alpiste, e me deu o endereço de Fernanda Chahim Bali.

Fernanda é uma advogada de São Paulo, que foi diagnosticada com câncer nas duas mamas em 2006, fez mastectomia bilateral e, após algumas complicações, decidiu usar próteses externas de alpiste. Ela gostou do resultado e desenvolveu um projeto para doar essas próteses a outras mulheres.

Lúcia soube da história de Fernanda, entrou em contato com ela e recebeu da advogada o convite para ser representante do projeto no Rio de Janeiro.

A vontade mútua de fazer o bem fez com que os dois projetos conseguissem ir ainda mais longe. O “Minhas experiências” também foi para o Facebook e, além da doação de mamas de alpiste, oferece lenços e perucas para pacientes de quimioterapia e realiza eventos e passeios. Tudo através de doação, parcerias com doadores de mechas e peruqueiros.

— Um projeto agrega o outro. A gente vai dividindo experiências e somando — ressalta Lúcia.

Nesse período, o projeto foi reunindo cada vez mais mulheres que querem fazer o bem. É o caso da dona de casa Deise Rezende, de 49 anos, que reencontrou Lúcia casualmente depois de uma década.

— Nos reencontramos no ônibus. Minha mãe estava com câncer de mama e eu comentei com Lúcia sobre isso. Ela foi conversar com minha mãe, de 71 anos — conta Deise, que acompanhou todo processo da mãe:

— A família tem que dar apoio. Ela ficou internada 28 dias, passou por mastectomia, radioterapia e quimioterapia. Lúcia apareceu nesse momento, para dar apoio. Hoje, minha mãe está curada.

Deise divulga e participa de todos os eventos do “Mamas do amor”.

Inspiração veio de São Paulo

O “Minhas experiências” foi criado quando Lúcia Luz não tinha nenhuma rede social e sequer sabia usar o WhatsApp. Ela estava digitando para o filho mais velho, Thiago, deficiente visual, quando apareceu no perfil dele a foto de uma jovem com câncer de mama. A imagem chocou Lúcia, que, no dia seguinte, decidiu fazer contato com a moça da imagem:

— Disse que ela poderia ficar curada, que eu também tinha passado pela doença. Ela era de São Paulo, mãe de três filhos. O mais novo era um bebê e ela desenvolveu o câncer após o parto. Nos falávamos toda noite.

A jovem Juliana também teve câncer no fígado e, infelizmente, não resistiu. Mas Lúcia reconheceu a importância do apoio ao paciente da doença. Pediu, então, à filha caçula, Fernanda Pires, hoje com 22 anos, que criasse um grupo para ela no WhatsApp.

— Vi a importância de ter alguém do lado, de como os pacientes se sentiam sós. Como isso não aconteceu comigo, eu não sabia. A resposta do grupo foi muito rápida — comemora.

O bem foi recíproco. Além de apoiar pacientes, Lúcia transformou a própria vida a encontrar felicidade em fazer o bem.

Fonte: EXTRA

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