Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD Mundipharma Takeda Astellas UICC GBT Abbvie Ipsen Sanofi Grunenthal Daiichi Sankyo


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Moka defende inclusão de quimioterapia oral em planos de saúde

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/05/2013 - Data de atualização: 15/05/2013



As pessoas portadoras de neoplasias - designação técnica para tumores cancerígenos - devem ter direito ao "que há de melhor" para seu tratamento, disse nesta quinta-feira (15) o senador Waldemir Moka (PMDB-MS). Em audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) sobre o Projeto de Lei do Senado (PLS) 352/11, que torna obrigatória a oferta, pelos planos privados de saúde, de tratamento oral de quimioterapia, Moka, que é relator do projeto, alertou, porém, para a necessidade de se definir com cautela como será feita a prescrição dos medicamentos.

"Não me comove o argumento de que o lucro dos planos de saúde é pequeno. Mas tenho, sim, preocupação com quem prescreve o medicamento em quais circunstâncias, pois se trata de medicamentos caros”, afirmou Moka durante a audiência, que foi presidida inicialmente pelo senador Jayme Campos (DEM-MT) e, em seguida, pela senadora Ana Amélia (PP-RS), autora do projeto.

Representante da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Martha Regina de Oliveira considerou o projeto de "extremo valor" e observou que os medicamentos orais para o tratamento de quimioterapia já possuem eficácia muitas vezes superior à dos tratamentos tradicionais endovenosos de quimioterapia. Por sua vez, o médico Paulo Hoff, diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, informou que já existem mais de dez drogas orais para o tratamento do câncer.

Ele ressaltou a necessidade de se definir "quem paga a conta" desses tratamentos, que chegam a custar até R$ 10 mil por mês. Como poucos podem pagar essa quantia "do próprio bolso" e os planos de saúde não contemplam o tratamento, alertou, a conta muitas vezes vai parar no Sistema Único de Saúde (SUS). "Não deve haver liberdade excessiva na prescrição de medicamentos desse custo. O sistema de saúde complementar deveria ver essas medicações como vê as endovenosas, pois estas vão ser a exceção, e a rotina vai ser o tratamento oral, mais eficiente e provavelmente mais econômico para o sistema”, previu Hoff.

O presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso Filho, lembrou que existem "custos não mensuráveis" no tratamento do câncer. Ele observou que se pode obter "resultados iguais ou melhores" com o tratamento em casa, onde o paciente está perto da família. A vantagem do tratamento em casa também foi ressaltada pela presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, para quem a legislação deveria ser atualizada para permitir a inclusão dos tratamentos orais de quimioterapia nos planos de saúde privados. Ana Amélia concordou com o enfoque e lembrou a importância das questões emocionais no tratamento do câncer, doença que, como lembrou, "fragiliza muito" os pacientes.

O presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo, Arlindo de Almeida, disse que as empresas "não podem ser contra" o acesso aos medicamentos orais. Mas alertou para a baixa lucratividade dos planos de saúde e os altos custos desse tipo de tratamento. Em sua opinião, a inclusão de mais obrigações para os planos pode acabar "elitizando" o sistema de saúde complementar. "De quem é a obrigação? É da sociedade toda, do Estado? Não temos nada contra as pessoas terem esse acesso, pelo contrário. Agora, temos dúvida de a quem cabe essa conta. Os planos de saúde não podem ser responsáveis por tudo” - afirmou.

Em resposta, Moka observou que o Brasil deve aproveitar o chamado "bônus demográfico", período em que cresce o número de pessoas em idade ativa, para ter "planos de saúde mais robustos". "Quem sai na chuva é para se molhar. Não posso colocar no mercado um plano de saúde e, após 20 anos, quando o cliente mais precisa, receber a informação de que infelizmente o seu caso não tem cobertura” - disse Moka.


Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2022 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive