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Mitos e verdades sobre o câncer de ovário

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 07/05/2019 - Data de atualização: 07/05/2019


Oncologista Dra. Michelle Samora Foto: Reprodução/Internet

8 de maio é o Dia da Conscientização do Câncer de Ovário. E, embora seja pouco incidente – apenas 3% dos tumores diagnosticados, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) - este tipo de câncer está entre as principais causas de morte relacionadas a câncer nas mulheres, já que 70% dos casos são diagnosticados em estágio localmente avançado ou com metástase (quando a doença já atingiu outros órgãos).

A  oncologista Dra. Michelle Samora do Centro de Oncologia do Hospital 9 de Julho, reuniu algumas dúvidas comuns e que podem fazer a diferença na busca pelo diagnóstico e tratamento da doença. Fique atenta e alerte seus familiares e amigas.

1- Durante a idade fértil (antes da menopausa) as mulheres não desenvolvem câncer de ovário.

Mito: Esse tipo de câncer é realmente mais comum em mulheres que já estão na menopausa, acima de 50 anos, mas isso não é uma regra. Recomenda-se que durante a idade fértil, as mulheres mantenham acompanhamento ginecológico regular, não apenas em razão do câncer de ovário, mas também para prevenção do câncer de colo de útero e avaliação de doenças sexualmente transmissíveis.

2- Tomar pílula diminui as chances de câncer nos ovários?

Verdade: Estudos apontam que mulheres que fazem uso de medicamentos anticoncepcionais têm menos chances de desenvolver câncer nos ovários, mas não significa que quem toma ou tomou anticoncepcional não terá a doença.

3- Cisto no ovário é câncer!

Mito: Definitivamente ter um cisto não significa ter um câncer. Mas é importante que a mulher que tem um cisto faça acompanhamento médico para que seja tratado corretamente e, dependendo do caso, removido.

4- Câncer de ovário não tem sintomas.

Mais ou menos: É verdade que no estágio inicial da doença os sintomas são bem discretos, mas podemos considerar os sinais abaixo como um alerta:

Aumento desproporcional na vontade de urinar;

Dores na região abdominal;

Indigestão;

Cansaço intenso e sem motivo aparente;

Sangramentos vaginais anormais;

Rápida perda de peso.

Números

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2018 foram registrados 6 mil novos casos de câncer de ovário no Brasil aproximadamente, valor muito inferior ao número de mulheres com diagnóstico neste mesmo ano de câncer de colo de útero (16.370 mulheres) e de mama (59.700 mulheres).

Incidência

O câncer de ovário possui maior incidência principalmente em mulheres na menopausa e o risco de desenvolver este câncer ao longo da vida é de 1,3%. Entre os fatores que contribuem para um risco aumentado desta doença estão a primeira menstruação precoce (abaixo dos 12 anos), menopausa tardia (acima dos 52 anos), obesidade e tabagismo. Por outro lado, a gravidez, a amamentação e o uso de contraceptivos orais agem reduzindo o risco do câncer de ovário.

Cerca de 15% dos tumores ovarianos são decorrentes da predisposição genética hereditária, herdada de pai ou mãe. No entanto, especialistas ressaltam que as mutações genéticas que predispõe ao câncer de ovário podem não se limitar às mulheres com uma forte história familiar da doença. De fato, cerca de 1/3 das pacientes portadoras da mutação do gene BRCA (principal gene envolvido no surgimento desta enfermidade) não apresentam sequer um familiar portador de câncer. É por este motivo que ao se realizar o diagnóstico de câncer de ovário, todas as mulheres devem ser testadas geneticamente. “Se você é mulher, não deixe de procurar o seu ginecologista periodicamente. Isso pode fazer toda a diferença para a sua saúde”, finaliza a Dra. Michelle Samora.

Fonte: Costa Norte Comunicação

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.



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