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Minhas Cicatrizes do Câncer: O que digo aos meus filhos

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 29/01/2016 - Data de atualização: 29/01/2016


O diagnóstico de linfoma de células T e a leucemia linfoblástica aguda veio no final das férias de verão, durante meu segundo ano de faculdade. Enquanto todos os meus amigos estavam namorando, terminando seus cursos e se casando, eu estava no oitavo andar de um centro oncológico montando quebra-cabeças.

A boa notícia é que passei rápido por essa fase, conheci e me casei com uma pessoa maravilhosa. Eu sou enfermeira familiar, tenho dois filhos lindos e estou livre do câncer.

Mas, existem certas coisas que eu nunca vou esquecer sobre o meu período no hospital. Como do dia em que uma enfermeira que eu amo parou tudo o que estava fazendo para vir segurar a minha mão enquanto eu realizava uma biópsia de medula óssea. Ou do dia em que outro enfermeiro me ajudou a lavar meu cabelo quando eu não conseguia sair da cama. Posso lembrar-me até das refeições no quarto e do cardápio. Em alguns aspectos, porém, é difícil pensar que aquela jovem de 21 anos de idade tenha passado por tudo isso. E foi por esse motivo que fui pega desprevenida quando meus filhos recentemente notaram e perguntaram sobre minhas cicatrizes.

Eu sabia que eventualmente chegaria o momento de conversar sobre o meu câncer, mas não esperava que acontecesse tão cedo. Independentemente disso, meus filhos (9 anos e 7 anos) começaram a perguntar sobre algumas coisas, como a cicatriz da radioterapia no meu colo e o pequeno orifício que ficou no local do porth-a-cath (cateter totalmente implantado) que precisei colocar durante o tratamento.  

Existe uma linha tênue quando você está falando com seus filhos sobre o câncer. Cada criança é diferente, mas para as minhas, ser honesta e segura tem funcionado. Então, se você também se encontra dentro deste mesmo desafio, aqui estão duas coisas que já comentei a meus filhos sobre o câncer e que deram certo:

Minhas cicatrizes causadas pelo câncer são sinais de força e de luta.

Houve um tempo em minha vida onde raramente alguém dizia que tinha câncer, porque a reação das outras pessoas sempre era "Desculpe". Todos nós temos lutas e não me sinto como se as pessoas devessem se desculpar por minha causa. Eu escolhi usar o câncer para me tornar mais forte e mais focada na realização dos meus objetivos. É por isso que eu quero que meus filhos saibam que minhas cicatrizes são um sinal dessa força.

Ao mesmo tempo, porém, não me senti tão resiliente quando as cicatrizes eram feridas recentes. Nosso vizinho raspou sua cabeça como uma escolha pessoal. Quando minha filha viu, deixou escapar, "Ei, careca!". Tive que explicar a ela que seu comentário poderia causar muita dor para alguém passando por quimioterapia. As feridas se tornam cicatrizes, mas até isso acontecer, leva-se tempo.

Estamos prontos para o que der e vier

Deus me livre que o câncer volte, mas se isso acontecer, não quero meus filhos paralisados pelo medo. Quando era mais jovem, as pessoas não falavam sobre o câncer de modo esperançoso e nem consideravam como uma doença controlável. Mas, os tempos mudaram... E eu quero que meus filhos saibam que estamos prontos para o que der e vier!

Queria poder dizer que consigo apreciar cada minuto da minha vida só porque tive câncer. Mas, sinceramente, não! Meus filhos têm lição de casa. O jantar tem que ser feito. Aulas de violino e piano precisam ser frequentadas... Ou seja: estou muito ocupada, vivendo. Mas, apesar de tudo, minhas cicatrizes me lembram onde já estive! E me fazem aguardar com confiança o que vem pela frente.

por B. R.


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