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Minha experiência ao ser diagnosticada com câncer

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 26/05/2016 - Data de atualização: 26/05/2016


O que acontece quando quem atende e ajuda pacientes com câncer é diagnosticada com a doença?

Quando me pediram para escrever inicialmente, era para contar a minha experiência de ter a doença sendo uma pesquisadora de câncer. Nessa hora, confesso que pensei, "Não vejo como isso me afetou”. Porém, quando pensei mais profundamente, percebi algumas coisas que ainda não tinham passado pela minha cabeça a ponto de me preocupar.

Como investigadora, passei mais de 14 anos pesquisando sequências genéticas (DNA e RNA) no sangue e tumores, à procura de mutações. Antes disso, fiz meu doutorado em farmácia, enquanto também pesquisava a genética humana. Tudo isso significa, por exemplo, que conheço segredos sobre seu diagnóstico de câncer... Conheço-os, antes de você. Eu tenho acesso a informações dentro de seus corações, na penumbra, em locais mais íntimos: os núcleos das células. Eu sei que você ou seus filhos podem ter uma mutação com potencial cancerígeno.

No entanto, quando  fui diagnosticada com câncer de útero há 6 anos, bloqueei todo esse conhecimento. Recusei-me a ler quaisquer informações, não podia ver minhas cicatrizes e não queria falar sobre isso. Eu sei como são os tumores e como se formam. Mas, como é que informações como essas poderiam me ajudar?

Mas, o que eu percebo agora é que eu nunca perguntei "por que eu?". Talvez seja porque com todas as sequências de DNA "erradas". E quando vejo todos os dias e os milhões de lugares que potencialmente podem sofrer mutações, eu sei que a pergunta mais pertinente é: "por que não eu?"

Tenho orgulho de ser parte de uma equipe por trás das linhas inimigas do câncer, ajudando a detectar as mutações em famílias afetadas pela doença, para que, armado com esta informação, as gerações futuras possam ser tratadas mais precoce e eficazmente. Eu sei os numerosos controles e registros que temos de fazer para cada resultado de cada laudo, antes de ser liberado para a família. Posso saber seus segredos, mas guardo-os cuidadosamente e respeitosamente até o relatório estar pronto para ser enviado para o geneticista. Penso na pessoa olhando o laudo; ele terá de compartilhar boas ou más notícias? Imagino a família, sorrindo com alívio, mas caso a história não tenha exatamente esse desfecho, tenha certeza que temos uma grande equipe de profissionais muito capazes e cuidando de você.

Quando recebi o meu diagnóstico de câncer, as coisas com as que não me preocupei, foram:

•    As drogas irão funcionar?
•    O cirurgião sabe o que está fazendo?
•    Será que minhas amostras foram extraviadas?
•    Fizeram o diagnóstico correto?
•    Calcularam a quantidade correta de radiação?
•    Os técnicos de laboratório calibraram a máquina corretamente para meus exames de sangue?

Como uma pesquisadora de câncer, eu sei que, obviamente, as coisas podem e dão errado. Mas, trabalhar em um laboratório de patologia, rodeada de microbiologistas, virologistas, equipes de transplante de órgãos e patologistas, mostrou-me que cada pessoa trabalha de forma extremamente dura para os pacientes, expandindo as técnicas a medida que novas tecnologias estão disponíveis, tudo isso também para ter maior conhecimento e experiência para futuros pacientes.

Agora, como uma paciente com câncer, me sinto afortunada por estar vivendo em um mundo cheio de conhecimento científico. O duro trabalho dos funcionários do hospital foi o que ajudou a tornar mais fácil a minha experiência: o médico que fez uma pesquisa extra para descobrir se eu era um caso apropriado para a terapia de reposição hormonal, a anestesista que me deu uma palavra de alento, a enfermeira da ressonância que admirava o meu esmalte de unha, e os funcionários do centro de apoio ao câncer que estiveram comigo, quando estava mais do que chateada.

Eu fico surpresa constantemente sobre o quanto nossos corpos são capazes de lidar com a quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Mas, lindo mesmo é o corpo e o espírito, que continuam (não gosto das palavras 'luta' ou 'batalha' em relação ao câncer, mas isso é para outro post!)...

J.D


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