Categorias


Cadastro rápido

Receba nosso conteúdo por
e-mail

Tudo sobre o câncer

 
Mais Tipos de câncer

Curta nossa página

Financiadores

Roche Novartis Varian Bristol MerckSerono Lilly Amgen Pfizer AstraZeneca Bayer Janssen MSD Mundipharma Takeda Astellas UICC GBT Abbvie Ipsen Danone Nutricia Sanofi Grunenthal Sirtex Servier Oncologia


  • tamanho da letra
  • A-
  • A+

Mineira é premiada por pesquisa sobre câncer nos Estados Unidos

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 15/07/2020 - Data de atualização: 15/07/2020


Laboratório fechado, estudos em risco, prejuízo milionário. A pandemia impactou seriamente a rotina da pesquisadora Carolina de Aguiar Ferreira, de 32 anos, que faz pós-doutorado em Boston, nos Estados Unidos. Mas, em meio ao caos, ela tem uma boa notícia para o Brasil e o mundo na área da saúde. A mineira de Belo Horizonte ganhou o primeiro lugar do prêmio de jovem pesquisador da Sociedade de Medicina Nuclear e Imagem Molecular (SNMMI), com sede na cidade norte-americana de Reston. A pesquisa desenvolve uma forma não invasiva de detectar efeitos colaterais no tratamento de câncer.

Carolina vem subindo ano a ano no pódio da SNMMI, entidade internacional que existe há seis décadas e tem mais de 20 mil membros de 65 países, entre médicos, farmacêuticos e técnicos. Em 2018, participando pela primeira vez da premiação, ela ficou em terceiro lugar. Na edição seguinte, assumiu a segunda posição. Em 2020, enfim, recebeu o título de jovem pesquisadora na categoria inovação em imagem molecular. Em dinheiro, o prêmio é quase simbólico, no valor de US$ 500.

Para a pesquisadora, o reconhecimento é uma motivação para seguir em frente. "O prêmio é uma validação de todos estes anos de esforço. E é esforço mesmo, muita dedicação e automotivação. Ninguém faz pesquisa pelos benefícios, que são poucos. Faz porque realmente tem paixão pela pesquisa e pelo que a pesquisa pode gerar para a população", afirma. Durante o doutorado, Carolina conta que passava cerca de 100 horas por semana no laboratório.

Com a pesquisa, a farmacêutica espera disponibilizar para o mercado um exame de imagem (feito através de material radioativo) que possa detectar precocemente, e de forma não invasiva, efeitos colaterais do tratamento de imunoterapia para o câncer. "A imunoterapia mudou o tratamento de câncer. Hoje em dia, 50% dos casos podem ser tratados dessa forma, só que isso gera muitos efeitos colaterais, infelizmente. Desde a primeira dose até um ano depois de encerrado o tratamento", pontua. Identificando rapidamente sintomas indesejados, o médico pode conduzir o tratamento de forma menos prejudicial possível ao paciente. No momento, o único recurso é a biópsia.

Paixão cultivada a partir da UFMG

Já são 12 anos de pesquisa na área de terapia e diagnóstico de câncer usando radiação. Carolina conta que descobriu o seu amor pela pesquisa no Laboratório de Radioisótopos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalha com materiais radioativos, onde fez iniciação científica durante a graduação. "Eu me apaixonei pela área porque existe uma grande possibilidade de melhorar a saúde da população. Quero contribuir de alguma forma com a sociedade", diz.

A pesquisadora, no entanto, tem os pés no chão. Sabe que, para que este exame inovador chegue aos pacientes com câncer, é necessário muito investimento. "Precisamos de um governo que financie estudos clínicos, porque, no fim das contas, isso vai gerar um produto médico que vai impactar muitas vidas." Por enquanto, o avanço se resume a uma patente, dada ao coordenador do laboratório onde ocorre a pesquisa, que abriu uma empresa privada para produzir o material. Os estudos clínicos devem começar ainda neste ano.

A pandemia atingiu em cheio as pesquisas. Estudos que Carolina desenvolvia há oito meses foram prejudicados pela interrupção das atividades. Estima-se que o laboratório, em função de ter ficado totalmente fechado por quatro meses, tenha tido um prejuízo de US$ 1 milhão.

O objetivo de Carolina é ser professora e comandar o próprio laboratório, de preferência, no Brasil. "Quero pegar o conhecimento que tive a oportunidade de adquirir aqui fora e levar para o meu país. O meu sonho é ver o Brasil valorizar pesquisas, mas estamos longe disso".

Fonte: Estado de Minas

As opiniões contidas nas matérias divulgadas refletem unicamente a opinião do veículo, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte do Instituto Oncoguia.



Este conteúdo ajudou você?

Sim Não


A informação contida neste portal está disponível com objetivo estritamente educacional. Em hipótese alguma pretende substituir a consulta médica, a realização de exames e ou, o tratamento médico. Em caso de dúvidas fale com seu médico, ele poderá esclarecer todas as suas perguntas. O acesso a Informação é um direito seu: Fique informado.

O conteúdo editorial do Portal Oncoguia não apresenta nenhuma relação comercial com os patrocinadores do Portal, assim como com a publicidade veiculada no site.

© 2003 - 2020 Instituto Oncoguia . Todos direitos reservados
Desenvolvido por Lookmysite Interactive