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Medicamento para câncer de próstata diminui risco de morte e atrasa a evolução da doença

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 31/07/2014 - Data de atualização: 31/07/2014


A enzalutamida, empregada no câncer de próstata metastático resistente à castração, é um entre os tantos exemplos de medicamentos que confirmam os critérios de eficácia, segurança e qualidade, mas que ainda não estão disponíveis para o paciente brasileiro. Na divulgação dos resultados do estudo PREVAIL, no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, o Instituto Oncoguia esteve presente e reforçou que a enzalutamida pode ser uma nova chance para brasileiros atingidos pela doença. 

Para Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, a divulgação dos resultados da enzalutamida mostra que o paciente brasileiro pode, sem dúvida, ter esperança nessa nova opção de tratamento. "Os resultados do uso do medicamento indicam que, mesmo em fase avançada, o paciente poderá ter uma possibilidade terapêutica, o que proporciona uma perspectiva de enfrentar a terapia para que haja bons retornos em qualidade de vida e ganho em saúde”, comenta. 

No ano em que o tema "Ciência e Sociedade” marca a 50ª conferência da ASCO, o acesso à inovação científica ganha ainda mais importância e reacende o debate em torno de diferentes agentes terapêuticos para o tratamento do câncer. 

O estudo PREVAIL investigou o uso da enzalutamida em pacientes com câncer de próstata resistentes ao tratamento hormonal e apresentou ontem na conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, novos dados que confirmam seu papel na doença avançada. O estudo demonstrou que o tratamento com enzalutamida diminui o risco de morte, atrasa a evolução da doença e ainda retarda o tempo para o início da quimioterapia, atualmente um dos recursos à disposição desses pacientes. 

Os resultados do ensaio clínico foram apresentados por Andrew J. Armstrong, do Duke Comprehensive Cancer Center, líder da investigação. O PREVAIL é um estudo internacional, que envolveu mais de 1700 homens nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália, Rússia, Israel e Ásia, incluindo Japão. Os pacientes foram aleatoriamente distribuídos na proporção de 1:1 entre os grupos. Ao todo, 872 receberam enzalutamida e 845 foram designados para o braço placebo. 

O objetivo principal foi verificar se o agente é capaz de aumentar a sobrevida dos pacientes e ao mesmo tempo evitar a progressão da doença. Os dados mostram que sim, com evidências robustas e estatisticamente significativas. 

Os resultados divulgados ontem na apresentação oral de Andrew J. Armstrong e publicados no New England Journal of Medicine demonstram benefícios importantes com o uso do novo medicamento, reforçando o corpo de evidências já apresentado em estudos anteriores. A enzalutamida reduziu em 81% o chamado risco de progressão radiográfica e diminuiu em 29% o risco de morte. 

Os dados do estudo PREVAIL embasaram o pedido do FDA para a revisão prioritária na análise da enzalutamida em pacientes com doença metastática que progridem à terapia de deprivação androgênica. A agência europeia também determinou a reavaliação do novo agente no tratamento do câncer de próstata metastático resistente à castração. No Brasil, o produto já está em processo de análise para registro de novo medicamento pela ANVISA.

Matéria publicada em SEGS em 30/06/2014


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