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Manual do Sobrevivente: Por favor, não (se) cobre

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 06/05/2016 - Data de atualização: 06/05/2016


"Todo mundo que a gente encontra na vida está enfrentando uma batalha que você não sabe nada a respeito. Na medida do possível, tente ser gentil com o próximo. Sempre!"
 

Compreender o outro. Taí uma das missões mais desafiadoras aqui na Terra. Você já parou para pensar em quantas situações de conflito poderiam ser evitadas se passássemos a enxergar a necessidade do outro, sobreposta a nossa?


E então, nesse turbilhão de sensações que é a vida pós câncer, eis que a poeira começa a abaixar e um grande conflito interno surge: "Depois que tive câncer, meus amigos se afastaram", "Como posso ficar aqui sozinha(o) depois de tudo o que passei?", "Fulano não me procurou até hoje. Quando ele precisar, juro que farei exatamente o mesmo...".

 

 


 

Acredito que todos nós, habitantes dentro do universo oncológico, já ouviram e também até usaram frases como essas. Dentro e fora do nosso universo, arrisco dizer que diariamente, pessoas cobram­ e também nos cobram constantemente por ações e reações que muitas vezes independem necessariamente do outro. Não é fácil ter câncer não, gente! E também não é nada fácil ser um sobrevivente dele...

Mas, Evelin, as pessoas se afastaram de você depois da notícia do seu diagnóstico? Sim, algumas, mas não as culpo por isso. Eu também já me afastei de muitas pessoas e acredite, de forma inconsciente. Nosso processo chamado "vida" é um grande porto de chegadas e partidas, onde com a mesma naturalidade e independentemente de um diagnóstico de câncer, pessoas se afastam e também se aproximam. Uma pessoa que admiro muito costuma dizer que "Existem pessoas que nos levam e pessoas que nos devolvem". Além do mais, conviver com a notícia/paciente não é uma missão das mais fáceis, estou errada? Nosso pacote é meio intenso (hehehe). Na verdade, e agora da forma mais fria possível, também existe todo um processo de vida para as pessoas que não estão com câncer. E nós, pacientes, temos que aprender a conviver com isso.

Quando me dou conta de que me afastei de pessoas que amo, meu coração fica apertado. Nessas horas (e­ o que não ajuda muito, confesso) também passo a me cobrar por atitudes e responsabilidades que, por vezes, fogem do meu controle. As vezes o tempo ficou curto, o pneu furou, você teve um péssimo dia de trabalho ou simplesmente quer ficar quieto no seu canto. E eu não sei se isso também funciona com você, mas depois de todo processo de quase morte que vivenciei e que ainda vive em mim como uma ferida aberta e em constante processo de cicatrização, busco leveza até no simples movimento de piscar os olhos. Essa é a #Lição1 do manual de sobrevivência pós-câncer. No mais - e papel e caneta na mão porque isso também é importante -, procure amigos que saibam perdoar, que possam entender as suas dores e que compreendam o seu sumiço ­ sem desistir de você. E como tudo nesse mundão de meu Deus é um processo de troca, seja VOCÊ TAMBÉM esse tipo de amigo. Assim a vida fica mais leve, sabe? Como aquela sensação de tomar um chá quentinho de cidreira enquanto namora a vista de uma linda montanha em plena terça chuvosa. Compreender o outro começa dentro do desafio de compreender a si mesmo. Quando busco em mim razões pelas quais posso compreender os meus erros, passo a entender melhor cada ação e reação do outro.

Quantos conflitos internos e externos posso evitar quando passo a respeitar a dor que habita no outro, antes da minha própria dor? Por quantos processos ainda teremos que passar até entendermos a magia contida na palavra altruísmo e assim, passarmos a perguntar mais "O que posso fazer por você?" ou invés de "Onde esteve quando mais precisei de você?"?

E então, eis a #Liçao2 do meu manual de sobrevivência: Quando deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, na verdade, há muito mais a agradecer do que pedir.

Que a gente saiba o tempo de certo de servir e ser servido. Sempre. Em equilíbrio...

 

 

 

 


E que a vida seja sempre um bom punhado de lantejoulas e purpurinas que o vento sopra.

Um beijo da futura ex-paciente.
Evelin
Crédito das imagens: Pixabay.com

 

 



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