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Mais vulneráveis, pacientes com câncer fazem tratamento sem acompanhantes por causa do coronavírus

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 08/04/2020 - Data de atualização: 08/04/2020


RIO - ‘Nunca tinha ido sozinha para uma sessão de quimioterapia. De repente, me vi sem ninguém. Nos corredores da clínica, um breu. Os poucos médicos e enfermeiros estavam cobertos com aquela roupa, luvas, máscaras, mal falavam. Pela janela, eu via as ruas calmas, como se o mundo tivesse parado. Justamente na minha última sessão de quimioterapia.” Camila Pinheiro Rabin encerrou parte do tratamento de um câncer de mama há poucos dias, quando o Brasil já registrava milhares de casos e centenas de mortes pelo coronavírus.

Aos 30 anos, a empresária e locutora de rádio foi aconselhada pelos médicos a não mais levar acompanhantes para a 16ª e última sessão de quimioterapia — nas 15 que ela havia feito antes da pandemia de coronavírus, o marido e a filha estavam sempre ao seu lado.

— Quando foi confirmado o primeiro caso no Brasil, conversei com a minha médica e saí da consulta chorando. Só conseguia pensar: “Eu sou mais vulnerável, vai acontecer algo comigo” — lembra Camila, que partiu com a família para um sítio no interior de São Paulo, de onde só saiu para ir à quimioterapia na capital do estado e receber outras medicações intravenosas, parte do tratamento. — Nunca pensei que fosse terminar a quimio sozinha. Desde setembro do ano passado, sonhava com o último dia. E agora começo outra etapa que provavelmente será solitária, a radioterapia. Apesar da sensação de que o mundo parou, o tratamento de câncer não pode parar.

A orientação de se manter o isolamento dos que podem ficar em casa durante a pandemia não se aplica aos pacientes que necessitam de quimioterapia e radioterapia, ou de cirurgias consideradas não eletivas. A não interrupção dos tratamentos é, via de regra, o que recomendam os oncologistas — a não ser quando o paciente for diagnosticado com Covid-19. Em todo caso, deve-se sempre seguir a orientação do especialista.

— O que temos repetido é: não pare seu tratamento, não mude seu tratamento. Fale com seu médico. As consultas podem ser feitas pela internet, mas o tratamento é presencial e, salvo raras exceções, não pode ser interrompido, sob risco de causar prejuízos ao controle da doença — afirma Luiz Maltoni, cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer.

Sintomas mais graves

Maltoni explica que não existe uma resposta clara sobre a relação de cada tipo de comorbidade com as mortes causadas pelo vírus. Mas afirma que os pacientes de câncer são considerados mais vulneráveis a contrair infecções, da mesma forma que outros com doenças crônicas, porque têm o sistema imunológico comprometido, seja pela própria doença ou pelo tratamento. Segundo ele, quimioterapia e radioterapia geram respostas metabólicas que diminuem a imunidade do organismo. Assim, se infectados pelo novo coronavírus, os pacientes oncológicos têm mais chances de desenvolver sintomas mais graves da doença.

Por outro lado, como aponta o oncologista Bruno Ferrari, esses pacientes já são mais acostumados à rotina de higiene preconizada para reduzir a propagação e o contágio pela Covid-19:

— Eu diria que o paciente de câncer, na verdade, tem uma vantagem sobre os outros: ele é mais educado do ponto de vista das medidas de higiene. Essa nova etiqueta social de evitar aglomerações, lavar todos os alimentos sem exceção, lavar as mãos o tempo todo, isso tudo já é parte do cotidiano dele. O médico repete isso, a enfermeira repete isso, o farmacêutico repete isso. Agora estamos falando com mais ênfase e, também, conversando com os familiares e acompanhantes.

Os hospitais e clínicas, por sua vez, criaram uma nova rotina para atender os pacientes em meio à pandemia. Chefe do departamento de oncologia clínica do Instituto Nacional de Câncer, Alexandre Palladino explica que o Inca iniciou uma triagem logo na porta de entrada, onde são coletados dados sobre a saúde do paciente. Em seguida, ele é encaminhado diretamente ao setor específico de seu atendimento, de forma a circular menos pelo hospital. No setor onde será atendido, o paciente responderá a outro questionário para afastar por completo a possibilidade de sintomas do novo coronavírus.

Visitas suspensas no CTI

Desde o início da pandemia, quem está internado no Inca com um acompanhante não pode mais receber visita, e os que não têm acompanhante estão autorizados a receber apenas uma pessoa por dia. As visitas a pacientes no CTI estão suspensas. As consultas de controle, para os que não estão mais em tratamento, foram desmarcadas.

— Os exames de acompanhamento, não emergenciais, serão feitos em intervalos maiores. Mas não podemos interromper quimioterapia e outros tratamentos em andamento, bem como as cirurgias — afirma Palladino. — O Inca tem uma demanda muito grande e não parou, apenas organizou melhor os fluxos para diminuir o tempo de espera nos ambulatórios e a permanência no hospital.

Recomendações durante a pandemia

  • Prevenção: Pacientes com câncer devem seguir com rigor as recomendações gerais do Ministério da Saúde: evitar contato físico, lavar as mãos com água e sabão ou álcool gel, cobrir nariz e boca com um lenço ou o antebraço ao tossir e espirrar, manter os ambientes ventilados e não compartilhar objetos pessoais.
  • Consultas: Atendimentos de controle são limitados, mas cirurgias não eletivas e tratamentos em curso devem, em geral, ser mantidos.
  • Clínicas e hospitais: Centros de saúde como o Instituto Nacional de Câncer (Inca) criaram restrições de visitas e protocolos para diminuir o tempo de espera e a permanência nos ambulatórios.

Fonte: O Globo

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