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Mãe conclui livro escrito por filho que morreu após tratar câncer na Paraíba

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 20/03/2017 - Data de atualização: 20/03/2017


Quando Fillipe Carvalho morreu em 2011, vítima de um câncer agressivo - Tumor de Askin, ele deixou em terra o desejo de ajudar outras pessoas: escreveu um livro até os últimos dias de vida e, com a parceria literária da mãe, pediu para que toda a renda da publicação fosse revertida para a Associação Donos do Amanhã, instituição que fornece suporte às crianças com câncer e suas famílias. O desejo foi atendido e vai ser realizado durante o lançamento do livro "O Quarto Azul”, na quinta-feira (23), na Fundação Casa de José Américo, em João Pessoa.

Fillipe descobriu o câncer em 2004, quando tinha 16 anos. Contrariando a lógica da doença, ele resolveu sorrir. Gostava muito de esportes e nunca perdeu o entusiasmo de reunir os amigos e a família. Ele lutou até os 23 anos.

"Ele sabia de tudo, acompanhava todos os exames, nada foi escondido dele, e ele sempre colaborava com todo o tratamento e procurava viver cada dia. Embora soubesse que era uma doença grave, ele sempre brincava muito com a situação que ele estava vivendo”, contou Gerlane Carvalho, mãe de Fillipe, que decidiu viver e conviver com a doença.

Durante o tratamento, era através da escrita que Fillipe registrava os sentimentos e os momentos que gostaria que as pessoas conhecessem. Idealizado por ele, decidiu que na primeira parte do livro contaria sua trajetória e sentimentos, enquanto na segunda parte a mãe seria a escritora: relataria o sentimento da família durante os sete anos de luta contra o câncer.

Fillipe escrevia e uma colega que é professora organizava o material. "Ele queria ajudar as pessoas na questão da superação e colaborar com a associação Donos do Amanhã”, disse a mãe.

O livro relata, através de uma linguagem simples, os tratamentos, dores, ansiedades e a superação de cada obstáculo enfrentado por Fillipe. Os pontos marcantes do livro são os momentos de intimidade com a religião.

O Quarto Azul

Na leitura inicial do título, a primeira relação que temos é com a cor. Mas, a ligação de Fillipe com o azul tem tudo a ver com luz. Em um dia de tratamento, enquanto fazia uma oração no quarto do Hospital Napoleão Laureano, Fillipe teve "um momento de sensibilidade através da fé e viu o quarto todo azul, viu algumas imagens e sentiu que estava perto de Deus”, contou a mãe.

Depois disso, sua fé se fortaleceu e ele conseguiu superar obstáculos até o fim da doença.  "Sempre acreditei em Deus, mas depois que eu tive essa intimidade com Ele me fortaleceu muito”, dizia à mãe.

'Ele vai ficar muito feliz onde estiver'

Quando Fellipe se foi, algumas páginas ficaram em branco. Cabia agora a Gerlane dar continuidade ao sonho do rapaz que, dentre tantas preocupações, pensava nas crianças que, sem plano de saúde, sofriam ainda mais com o tratamento clínico do câncer. Em períodos espassados de tempo, para recuperar a saudade de relembrar a presença do filho, Gerlane foi aos poucos colocando a sua parte no papel.

Reviver os momentos de dor, mas também de alegria, não era bem uma tarefa fácil. "Eu guardo a mensagem de força, de fé e perseverança dele”, lembrou Gerlane. Se colocar a saudade em palavras escritas já é difícil, verbalizá-las, então, é um desafio. E Gerlane seguiu em frente com ele. "Eu ia relatando e a nossa amiga ia digitando, depois eu dava uma lida e organizava tudo”, frisou.

No primeiro ano após a morte de Fillipe, falar sobre ele no passado não era o melhor tempo verbal empregado. "Dava saudade, ficava um pouco triste, mas como eu sabia que era um objetivo dele, um sonho dele, e ele me fez prometer, eu consegui concluir. Ele vai ficar muito feliz onde estiver”, ressaltou.

O último capítulo da vida de Fillipe foi escrito pela mãe, que na quinta-feira  realiza o sonho do filho. As páginas foram deixadas em branco para que ela completasse com amor, lembrança e saudade. Vivendo entre sentimentos bem distintos, Gerlane se divide entre a tristeza de realizar o sonho filho em virtude do seu falecimento e uma sensação de alegria por perpetuar essa história de vida.

"É uma sensação de missão cumprida. Ele me fez prometer que se ele não fizesse mais isso, eu iria fazer. Enquanto eu não conseguisse finalizar, atender esse sonho dele, eu não estava em paz comigo mesma”, declarou. No dia 24 de março, Fillipe completaria 29 anos, mas recebe o presente de poder ajudar a manter vivo o sonho de muitas outras vítimas do câncer.

Fonte: G1

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