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Má alimentação e obesidade elevam incidência de câncer colorretal

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 19/03/2021 - Data de atualização: 19/03/2021


A má alimentação e o aumento dos índices de obesidade no Brasil têm levado ao aumento dos casos de câncer colorretal no país. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica o aparecimento de 40 mil novos casos anualmente no Brasil, sendo o segundo tipo da doença mais comum em homens e mulheres, com exceção do câncer de pele não melanoma.

“Estilo de vida, hábitos alimentares, obesidade e sedentarismo levaram a um aumento na incidência deste tipo de câncer nos últimos anos", alerta a médica Fernanda César Oliveira. A oncologista explica que esse crescimento tem sido observado principalmente pela dieta adotada nas últimas décadas, com alimentos industrializados e gordurosos, embutidos e muita carne vermelha. além de fatores como tabaco, álcool, obesidade e distúrbios metabólicos. “O intestino fica sobrecarregado com esse excesso. Por isso, é preciso adotar hábitos saudáveis e ficar alerta os sinais para um diagnóstico precoce.

Segundo Fernanda, uma alimentação saudável é composta, principalmente, por alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes. “Esse padrão de alimentação é rico em fibras e, além de promover o bom funcionamento do intestino, também ajuda no controle do peso corporal. Manter o peso dentro dos limites da normalidade e fazer atividade física, movimentando-se diariamente ou na maior parte da semana, são fatores importantes para a prevenção deste tipo de câncer”, reforça.

Os sintomas do câncer colorretal muitas vezes são confundidos com a síndrome do intestino irritável, hemorroidas e anemia crônica. Por isso, segundo a médica, o rastreio deve ser feito em caso de qualquer sinal suspeita, além de histórico familiar.

“A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento) mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. A colonoscopia e a pesquisa de sangue oculto nas fezes são os principais exames”, explica a proctologista Lorena Reuter Motta Gama.

Sintomas

Os sintomas mais frequentemente associados ao câncer do intestino são:

  • sangue nas fezes;
  • alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados);
  • dor ou desconforto abdominal;
  • fraqueza e anemia;
  • perda de peso sem causa aparente.
  • alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas)
  • massa (tumoração) abdominal

Esses sinais e sintomas também estão presentes em problemas como hemorroidas, verminose, úlcera gástrica e outros, e devem ser investigados para seu diagnóstico correto e tratamento específico. Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias.

Diagnóstico precoce

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento.

A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento) mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.

Os tumores de cólon e reto (ou colorretal) podem ser detectados precocemente através de dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias).

Tratamento

O câncer de intestino é uma doença tratável e frequentemente curável. A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo) dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia (uso de radiação), associada ou não à quimioterapia (uso de medicamentos), para diminuir a possibilidade de recidiva (retorno) do tumor. O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas. Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.

Fonte: Folha Vitória

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