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Live do Instituto Oncoguia debate o tema “Dezembro Laranja: precisamos falar sobre o câncer de pele”

  • Equipe Oncoguia
  • - Data de cadastro: 18/12/2020 - Data de atualização: 18/12/2020


O Instituto Oncoguia realizou live, nesta segunda-feira (14), para debater o tema: “Dezembro Laranja: precisamos falar sobre o câncer de pele”. O evento foi mediado pela fundadora do instituto, Luciana Holtz, e contou com a presença do Oncologista, Rodrigo Munhoz.

Rodrigo Munhoz falou que os tumores da pele, em geral, são frequentes no mundo todo e não só no Brasil. Segundo ele, muitos deles não entram nas estatísticas oficiais de câncer pois a maior parte é do grupo de pele não melanoma, um grupo de tumores que tem uma chance menor de se desenvolver em outros órgãos e podem ser curados apenas com cirurgias. Porém, pelo alto número de diagnóstico deste grupo, acaba se traduzindo em uma população com pacientes com estado avançado da doença, disse. “Mesmo que há chance de cura para uma maioria, existe uma minoria grande, pelo número de casos deste grupo, que tem uma recorrência em que o tumor volta ou que o tumor se manifesta em lugar desfavorável. Por isso, é importante falar não só do melanoma, mas também do câncer de pele não melanoma”, completou.

Munhoz disse que para o câncer de pele não melanoma, além de evitar a exposição solar, existem algumas medidas que podem diminuir o risco, como remédios e tratamentos adicionais a cirurgia e a radioterapia que podem ser empregados por um médico dermatologista.

Melanoma

Sobre o melanoma, o oncologista disse que é um tumor que pode se apresentar de diferentes formas e apesar de ter um comportamento mais agressivo é importante o diagnóstico precoce para maior chance de cura. Segundo ele, a chance de cura é altíssima se tratado desde o início. Também ressaltou que o acompanhamento do melanoma é fundamental, pois há risco de volta do tumor.

Também enfatizou a importância de ter uma boa biopsia, pois com o material coletado do paciente consegue analisar as características de agressividade do tumor. Por exemplo, a profundidade da invasão da pele, a quantidade de proliferação das células, a invasão local de algum vaso linfático ou nervo. “Esses fatores definem se há indicação ou qual a necessidade do tamanho de uma margem, pois após uma primeira biopsia é necessária uma ampliação de margem”.

Tratamento

Munhoz disse que a maior parte da população brasileira não tem todos os tratamentos disponíveis e que o SUS, naturalmente, tem várias realidades e exceções, mas via de regra os tratamentos com imunoterapia e terapia alvo ainda não estão amplamente disponíveis.

Segundo ele, houve um reconhecimento dessas dificuldades e um movimento grande com papel ativo da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), do Oncoguia, do Grupo Brasileiro de Melanoma, Instituto Vencer o Câncer e outros grupos e frentes, como a indústria farmacêutica, para trazer este problema e transparecer a divergência que existe entre aquilo que é disponibilizado para a população e o que é a conduta padrão de tratamento. Assim, a Conitec deu parecer favorável para a implementação dessas novas tecnologias, na forma de imunoterapia, no SUS. “Estamos em um momento de transição para a disponibilização dos agentes anti-PD-1 para os pacientes do SUS, isso vai ser muito bem-vindo para diminuir a lacuna que existe hoje”, completou.

Em relação à saúde suplementar, disse que contém todos os tratamentos que a Anvisa registrou para uso clínico.

Pesquisa Clínica 

De acordo com ele, tem outras formas de disponibilizar acesso tanto na saúde suplementar, quanto no SUS e não necessariamente dependem de uma compra de medicamento direto pela fonte pagadora, que é através da pesquisa clínica. Em muitos cenários, a pesquisa clínica e a condução de estudos, são uma forma de viabilizar o oferecimento deste tipo de tecnologia para uma população cada vez maior, disse.

Diagnóstico e Telemedicina 

Ressaltou que atualmente há diferentes maneiras de fazer um diagnóstico, como tentar buscar o DNA no sangue circulante. Também existem técnicas diagnósticas de investigação inicial usando a telemedicina e aplicativos, que possibilitam apontar para uma pinta e ter um diagnóstico à distância. Mas enfatizou que apenas uma biopsia em última instância é o que define se é melanoma ou não, então essa seria apenas etapas investigativas.

“A telemedicina é uma ferramenta muito bem-vinda, especialmente em um país como o Brasil, essa ferramenta pode capilarizar acesso. Porém, particularmente em tumor de pele precisamos da avaliação presencial, não é tudo que conseguimos fazer por telemedicina, boa parte não conseguimos porque pequenos detalhes se perdem nessa avaliação a distância”, disse.

Histórico familiar 

Munhoz comentou também sobre os agrupamentos de casos de câncer de pele no histórico das famílias. Disse que esses casos são mais suscetíveis por compartilhamento de uma pele clara e não necessariamente uma síndrome hereditária, que correspondem menos de 10% dos casos, de acordo com ele.

Matéria publicada por NK Consultores em 15/12/2020.



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